sexta-feira, 26 de março de 2010

trecho do livro O PODER DA PAIXÃO de Helen Bianchin

Mia o seguiu para o interior do apartamento, percebendo a iluminação indireta e o som quase inaudível das cortinas sendo fechadas automaticamente.

Agora que estava ali, Mia sentia o estômago tumultuado. Ela se virou para Nikolos, sedutora, mas hesitante, enquanto ele se aproximava.
Sem dizer nada, ele lhe segurou o rosto e a beijou. Um beijo que começou carinhoso, lento, saboreando-a sem qualquer pressa.
Deus do céu! Aquilo era bom. Era como estar no aconchego do lar. Mia pertencia àquele lugar, pensou sem censura, abrindo a boca um pouco para aceitá-lo, exaltando as sensações que ele era capaz de provocar.
Ela fechou os olhos e se entregou de todo a ele, beijando-o com o mesmo fervor, até que o desejo entre eles se tornasse insuportável, exigindo algo além de um beijo.
Roupas, pensou Mia de repente. Nikolos estava usando roupas demais. Com dedos ansiosos, ela começou a tirar-lhe o paletó e murmurou um agradecimento quando ele terminou o serviço, jogando a peça num sofá próximo.
Depois foi a gravata, e ela se ocupou de desabotoar-lhe a camisa, suspirando baixinho quando ele a tirou completamente e ela pôde, então, ver a pele sedosa e os músculos rígidos.
Mia beijou-lhe o mamilo, sugou-o e depois lhe deu uma mordidinha... Até ouvir um gemido sôfrego.
Ela procurou pelo cinto de Nikolos e o abriu. Descendo as mãos para a calça, abriu o zíper, descobrindo-o excitado e alvoroçando-se diante do tamanho da força da virilidade.
A calça caiu no tapete. Mia acariciou-lhe a maciez do peito, descendo até o limite das roupas intimas de Nikolos, antes de encontrar um belo rufo de pêlos sobre o membro grosso, sentindo que ele ficava ainda maior ao toque.
— Isso é um pouco egoísta da sua parte, não acha? — murmurou Nikolos com sofreguidão, beijando-a no pescoço, sentindo a pulsação quente ali e percebendo que o corpo de Mia reagia com um espasmo espontâneo.
Com movimentos ágeis, ele tirou os sapatos e as meias e se livrou completamente da calça. A camisa jazia embolada ao paletó.
Mãos cuidadosas abriram o fecho do vestido dela, deixando-a seminua com facilidade. Então, Nikolos procurou pelas alças finas sobre os ombros e, soltando-as, deixou que o vestido de seda deslizasse até cair completamente no chão.
Sob aquele vestido, Mia estava usando apenas uma calcinha de seda com lacinhos, e Nikolos acariciou-lhe a cintura, redesenhando os contornos daquela peça minúscula.
O carinho foi excitante, e ela tremeu ao sentir os dedos fortes deslizando sob o tecido, tocando e explorando o clitóris já sensível. Um toque leve como a asa de uma borboleta, para a frente e para trás, em movimentos circulares, até que Mia subisse e descesse numa série de espasmos de prazer que a fizeram tremer toda, tanto que ela precisou se apoiar naquele corpo másculo, com medo de cair.
Com um movimento rápido, ele a pegou no colo e a levou até a suíte, segurando-a ao mesmo tempo em que acendia as luzes e caminhava até a cama. Nikolos tirou a colcha antes de abaixá-la cuidadosamente sobre os lençóis de seda.
Com dedos leves, acariciou o ferimento nas costelas de Mia, murmurando algo inaudível.
Ela então ergueu a mão, pousando um dedo sobre o lábio dele e arregalando os olhos ao deparar com uma expressão séria, tensa, ansiosa.
Sem dizer nada, ele abaixou a cabeça e beijou ligeiramente o rosto maquiado. Depois, pôs a cabeça entre os seios de Mia, antes de acariciar um deles em especial.
O mamilo ficou duro ao sentir o toque, e ela gemeu quando Nikolos o sugou, ofegando ainda mais diante das carícias, que foram ficando mais intensas, deixando-a louca de desejo, ao ponto de começar a implorar por ele. Foi então que ele a beijou lá embaixo, nas carnes rosadas, dando-lhe o beijo mais íntimo possível, demorando-se e deliciando-se com o prazer que Mia sentia.
Ela procurou por Nikolos e, lentamente, com um carinho infinito, ele a possuiu, amenizando o desejo que estava fugindo ao controle.As formas sedosas do corpo pequeno se esticaram e se expandiram para acomodá-lo. Mia cravou-lhe as unhas nas costas quando Nikolos começou a aumentar a velocidade dos movimentos.Ele pousou a boca no pescoço de Mia, mordiscando-a, suave, carinhoso, e sentindo que Mia reagia aos movimentos, lentos no começo, depois fortes, levando-a aos limites da loucura e do prazer.
Demorou um tempo até Nikolos se desligar do corpo de Mia. Ela levantou uma mão lânguida e mergulhou os dedos nos cabelos dele.
— Obrigada.
— Por lhe dar prazer?

trecho do livro Lembranças de uma noite / Kristi Gold


— Tem certeza de que quer isso?
— Está pensando em desistir?
— Como disse receio magoá-la.
— Só vai magoar se me negar essa oportunidade de estar com você.
— Não se preocupa que eu vá desapontá-la?
Pondo-se de pé, Andréa recomeçou a abrir a blusa e a despiu. Então tirou o short e a calcinha, coberta apenas pelo manto da noite.
— Pareço preocupada?
— Parece linda. — Mais cativante do que Sam recordava. Toda sua. Se assim decidisse.
O calor percorreu o corpo dele e parou na virilha. Um calor abrasador que o deixou rijo, e desesperado para penetrá-la outra vez. Essa ânsia desvairada expulsou de seu cérebro toda consideração pelas conse¬qüências. Não podia mais resistir.Arrancou a camisa. Quando buscou o fecho na braguilha, Andréa o impediu com um toque gentil.
— Deixe que eu faça. Não tive chance no carro. Nem tiramos à roupa.
— Tínhamos pressa.
Andréa abaixou o zíper devagar.
— Não agora.
Completamente despidos, fitaram-se sob a luz pálida, até Sam não agüentar mais. Avançou sobre Andréa, que veio docemente para o seu abraço. Apertou-a por um longo instante, comprazendo-se na sensação suave da pele nua contra seu corpo enfurecido. Então a beijou com toda a ânsia que sentia na alma.
O beijo nascido da emoção logo se tomou um beijo de puro desejo. Andréa se apertou vigorosamente contra ele, deliciando-se com sua língua estocada por estocada. Determinado a lhe oferecer mais prazer, Sam interrompeu o beijo, acomodou os lábios no pescoço delicado, e começou a descer.
Andréa suspirou quando ele encheu seus seios de beijos ternos. Ge¬meu quando ele fez um risco úmido até a barriga com a língua. Quase enlouqueceu quando Sam caiu de joelhos e a possuiu com a boca.
Com as mãos caprichosamente cravadas no cabelo dele, contorcia-se de leve enquanto Sam explorava as dobras macias com a língua, segurando-a firme pelos quadris. Mas cada som que lhe escapava dos lá¬bios, cada tremor que lhe corria pelo corpo, também iam excitando Sam. Quando se contraiu quase parando de respirar, Sam deslizou um dedo para dentro dela de modo a prolongar o clímax, e pôde sentir nas pró¬prias mãos o gozo de Andréa.
Como os joelhos dela começaram a vergar, deitou Andréa no cober¬tor e a acariciou até acalmá-la um pouco.
— Isso foi... — ela ofegou — ...sensacional.
Sam lhe beijou a fronte.
— Quis muito fazer isso na primeira vez.
— Por que não fez? — perguntou, as palavras abafadas pelo ombro dele.
— Não queria abusar de você.
Andréa riu docemente.
— Definitivamente deveria ter abusado. — Afastando-se, empurrou o peito de Sam. — Deite.
Sam obedeceu, incapaz de contrariar seu mínimo comando. Andréa desceu por seu corpo com os lábios úmidos, deixando-o louco de dese¬jo ao intuir o que ela planejava.
Quando ela alcançou sua barriga, logo abaixo do umbigo, Sam afa¬gou seus cabelos sedosos.
— Não é necessário.
Andréa ergueu a cabeça e exibiu uma aparência resoluta.
— Para mim é. Nunca fiz isso antes, por isso seja paciente.
Saber que Andréa jamais compartilhara tal intimidade com outro homem agradou Sam. Quando o envolveu no calor aveludado da sua boca ele expulsou todos os pensamentos da mente. Talvez fosse inexperiente, mas Sam custou a crer nisso.
Beirando o limiar, puxou a cabeça dela para cima e a beijou. Depois rolou sobre Andréa e se aprontou para penetrá-la. Mas antes que pudes¬se mergulhar dentro dela, Andréa disse:
— Não.
Sam suspirou.
— Mudou de idéia?
— Esquecemos algo. Por mais que ame Chance, não creio ser boa idéia lhe dar um irmão ou irmã.
Sam amaldiçoou a própria estupidez. Como podia ser tão descuidado pela segunda vez? Porque só pensou em Andréa e em fazer amor com ela.
— Cuidarei disso — sussurrou, e antes que Sam notasse, sentiu que Andréa já lhe colocara a camisinha. — Está bem agora — anunciou, serena.
Sam viu que ela o olhava ansiosa, aguardando que desse o próximo passo. Jurou que não a desapontaria. Deitou-a de frente para si e carinhosamente a fez abrir as pernas, e a penetrou com um movimento lânguido. Enfim ela pôde se sentir ao lado do homem que vivia no seu coração.
Sam se moveu outra vez, indo até o fundo. Um longo gemido subiu a garganta de Andréa e escapou pelos lábios entreabertos.
Sam assustou-se.
— Machuquei você?
— De jeito nenhum. — Não ainda.
— Você é melhor do que eu lembrava — ele confessou, a voz sufocada.
— Você também — depois, empinou os quadris para tomá-lo por inteiro no corpo.
Ele impôs um ritmo constante e Andréa tentava guardar cada momento, cada sensação, cada expressão de Sam que exibia no rosto a tensão de um homem lutando para manter o controle do gozo. O êxtase da união era mais do que podia suportar, sem se render às lágrimas de júbilo.
— Goze comigo — murmurou Sam, após erguê-la para fitarem um ao outro, a perna dela arqueada sobre o seu quadril, os olhos conectados tanto como os corpos.
— Estou com você — ela sussurrou. Ao menos por hora.
Nos seus devaneios, Andréa jamais acreditara que faria amor com Sam outra vez, com ele a tocando por dentro e por fora para arrancar dela outro orgasmo fabuloso. Sam acelerou o ritmo. Andréa agarrou-se aos ombros sólidos, como se para jamais deixá-lo sair. Sam murmurava palavras desconexas em inglês e em árabe, até que, com uma estocada final, sussurrou o nome dela uma vez e mais outra, enquanto Andréa saboreava o gozo dele dissolver-se no seu.



Trecho do livro Esperança de Kate Walker

Era impossível resistir, impossível controlar a avalanche de desejo que a subjugava. Ela não sabia como Domenico mantinha o controle, que implacável domínio tinha sobre sua paixão, que não arrancava as próprias roupas e não se jogava sobre ela, aliviando-lhe a fome do corpo com o calor acolhedor do dela.
Porque ele estava faminto por ela. Como podia não estar, quando a clara evidência de sua necessidade física retesava-se de encontro à constrição de sua calça, esmagava-se contra a curva da bacia de Alice pela força e pelo peso de Domenico? Seu calor a alcançava através do tecido fino, parecendo queimar-lhe a pele e fazendo-a agitar-se sob seu incrível volume.
O friccionar de sua pele sob o corpo excitado dele fez com que Domenico gemesse alto, jogando a orgulhosa cabeça para trás, os olhos escuros brilhando ao olhar para o rosto rosado de Alice voltado para ele.
— Ah, por favor... — repetiu, numa imitação do tom dela.
Os longos dedos de sua mão escorregaram ao longo do corpo de Alice, desde o rosto afogueado até a delicada pele do ombro bem torneado, detendo-se por um atormentado segundo sobre a curva macia de seu peito, onde o mamilo enrijecido colocou-se sob sua palma, parecendo pedir mais daquele eletrizante prazer que Domenico lhe dera alguns segundos atrás. Mas desta vez ele lhe proporcionou apenas um instante daquele prazer sensual, antes de escorregar a mão para baixo, esticando o elástico de sua calcinha e conquistando os quentes e úmidos caracóis na junção de suas coxas.
— Então, o que é isto, hein, Alicia, mi bella? Será que você também está lembrando dos tempos passados? Que talvez não esqueceu...?
Esquecido! A palavra era como um rugido de horror em seus pensamentos, algo que tinha que negar.
Esquecido? Como poderia ter esquecido alguma coisa? Ten¬tara apagar cada lembrança dos tempos em que estivera com Domenico, mas tinha falhado. As infindáveis, agitadas noites que passara sozinha, tentando dormir, eram prova disso. Horas em que só pensara em Domenico, longas, sensuais horas que passara com ele na privacidade daquela cama grande e macia no apartamento de Domenico em Milão ou na villa nos arredo¬res de Florença, o selvagem abandono quando faziam amor, a satisfação sensual que a deixava exausta, mas satisfeita até às profundezas da alma.
Como poderia ter esquecido isto?
Mesmo quando adormecia, seus sonhos eram cheios de abrasadoras imagens eróticas, lembranças que mexiam com seu san¬gue e aqueciam seu corpo de tal forma que ela se debatia com freqüência, gemendo alto à noite. Tantas vezes acordara num emaranhado de lençóis, coração em disparada, respiração sôfre¬ga, pele banhada num suor que lhe viera aos poros apenas por ter-se imaginado a seu lado.
Então agora, com seus sonhos se tornando realidade, a força de Domenico a sua volta, as mãos dele acariciando-lhe o corpo, o cheiro limpo, masculino de sua pele, percebia muito bem o que perdera.
Sabia que não havia jeito de voltar atrás agora.
Alice não queria saber se era somente por hoje, se esta última vez com Domenico era tudo o que teria, se teriam algum futuro. A única coisa concreta era o aqui e o agora a que ela precisava agarrar-se com ambas as mãos, pois sentia que morreria se não o fizesse. Moveu-se então, mais uma vez, sob o peso de Domenico que a aprisionava, arqueando as costas levemente para pres¬sionar-se mais contra sua quente e firme virilidade, ao mesmo tempo que lhe abria os botões da camisa, tirando-os das casas.
— Não me esqueci — admitiu, escondendo o rosto na face dele de forma a não olhar nos seus olhos enquanto falava, pres¬sionando tanto os lábios de encontro àquela pele cor-de-oliva que sentia na boca macia a aspereza da barba escura que come¬çava a crescer. — Nunca esqueci. Como poderia?
Um riso de triunfo saído do fundo da garganta foi a resposta de Domenico, cujas mãos passaram a ajudá-la com os botões, lidando com eles rápida e eficientemente, em contraste com a desajeitada tentativa dela. Em dois segundos livrou-se da jaque¬ta de corte soberbo, puxando-a para trás e jogando-a para o lado sem se importar com a maneira como as belas roupas se amon¬toavam amassadas pelo chão.
Mas isto ela havia esquecido. Bem, não esquecera como a pele cor-de-oliva de Domenico era linda, suave e macia como seda esticada sobre músculos poderosos, ombros retos e qua¬drados. Mas não conseguira reter na mente o quanto o corpo estupendo dele era uma delícia sensual tanto para ver como para tocar. Seu peito era coberto por pelos muito negros que Alice adorava sentir sob a ponta dos dedos, traçando caminhos ao longo dos ossos poderosos de suas costelas e mais abaixo, até onde a parte mais masculina do seu ser pulsava sob a cintura estreita.
O fato de ter pensado que nunca mais seria capaz de fazer aquilo de novo — ter a liberdade de tocá-lo desta forma outra vez — trazia-lhe uma carga tão erótica que lhe subia à cabeça como um gole do mais forte conhaque, deixando-a tonta e excitada num piscar de olhos. Não conseguia se conter, tinha que tocar, acariciar, sentir. Teve até a coragem de pressionar os lábios contra a carne quente, lembrando-se do sabor único daquela pele, do cheiro, de sentir à boca o forte e pesado bater do coração e o som de trovão em seus ouvidos.
— Alice! — gemeu Domenico com uma reação crua. Sua perda de controle transparecia na maneira de pronunciar o nome dela. Não mais a suave pronúncia inglesa, mas aquela, muito exótica, Aleeece, uma versão que só ele mesmo usara.
Mãos fortes infiltraram-se por baixo dos cabelos de Alice tomando-lhe as madeixas negras e brilhantes, puxando-lhe a cabeça para trás enquanto Domenico a beijava, alucinado. Man¬tendo-a prisioneira com uma das mãos, lidava impacientemente com o próprio cinto, praguejando com violência em italiano por não conseguir abri-lo rápido.
— Deixe comigo... — ela disse, sendo não muito menos desajeitada do que ele ao lidar com a presilha, abrir o zíper e receber em suas mãos sequiosas a firme, quente e poderosa vi¬rilidade de Domenico.
E com aquele único toque macio qualquer reminiscência de controle que ainda possuísse evaporou-se instantaneamente. Com o nome dela sibilando nos dentes, com um som ao mesmo tempo violento e terno, empurrou-a para trás sobre os traves¬seiros, uma das mãos ainda lhe segurando a cabeça no ângulo certo para que pudesse beijá-la de uma maneira precisa e forte, profundamente íntima. A outra mão, mais rudemente, puxou o trapo de cetim que era tudo que ainda a cobria. Tão rudemente que ela sentiu o tecido delicado e a tira de elástico em sua cin¬tura se romperem.
Não que isso lhe importasse. O que lhe importava era a sen¬sação da boca de Domenico na sua, a quente penetração e o sabor daquela língua que a invadia, saboreando sua essência. Abaixo de sua cintura aqueles dedos experientes estavam crian¬do confusão nos seus mais íntimos sentidos, tocando, acariciando, provocando, excitando, até que ela sentiu que ia explodir com a força dos estímulos sexuais.
Mas no momento em que Alice sentiu que devia abandonar-se completamente àquelas sensações estonteantes, a provocação erótica parou e Domenico forçou um longo joelho de pelos ás¬peros por entre suas pernas, abrindo-as para ele.
— É disto que me lembro — sussurrou Domenico, e seu so¬taque era tão pronunciado que as palavras eram quase ininteli¬gíveis. — Isto era o que eu tinha com você, o que eu queria de você, o que eu sempre quis...
Arrancando-se da boca de Alice, levou alguns segundos para proceder a uma investida forte e sensual sobre seus seios, toman¬do primeiro um, depois o outro mamilo e sugando fortemente, criando um prazer tão selvagem que era quase como suportar uma tortura. E, antes que ela se recuperasse da explosão de pra¬zer que ele havia criado, Domenico levantou seu corpo pode¬roso, posicionando-se exatamente no ponto em que ela mais o desejava, o poder quente entrando no seu centro pulsante.
— E eu certamente nunca esqueci isto... — murmurou, gros¬so e rude, empurrando-se para dentro dela, num fundo e forte movimento.
Alice já estava tão perto da satisfação total que o simples con¬tato com Domenico quase a levava ao ápice. Em menos de um segundo, agarrou-se a ele, arqueando seu corpo faminto para mais e mais perto, abrindo-se, acolhendo sua força ao ser possuída.
Ele forçou o mais fundo que podia, retirou-se, mas apenas para ir com força outra vez, firme, completamente avassalador. Isto foi o suficiente para fazer com que Alice entrasse numa selvagem espiral e mergulhasse completamente num vórtice de prazer, abandonando-se tão totalmente que perdeu a noção de tempo e espaço, a consciência, sem se lembrar de mais nada além das sensações explosivas que enchiam seu corpo e do poderoso, forte e dominador macho que a havia tornado tão com¬pletamente dele.
E em algum lugar, segundos antes da inconsciência do êxtase tomá-la de todo, Alice ouviu o rouco e selvagem grito de satis¬fação de Domenico e soube que também ele se tinha perdido na fulgurante consumação do amor deles.



trecho do romance Nos Braços do Sheik – de Jo Ann Ferguson

— Há muitos segredos no harém — ele sussurrou.
— Que lugar é esse?
— Veja por si mesma — Gabriel puxou-a e fechou a porta. Melisa mal podia acreditar. Havia lamparinas penduradas nas árvores, iluminando uma cascata que caía do topo das montanhas e formava uma fonte que desaguava no lago do harém.
— Que lindo — ela murmurou.
— É, lindo, sim... Agora que você está aqui. Mas ainda não chegamos ao local que quero lhe mostrar.
Quando Gabriel a levou em direção à cachoeira, Melisa hesitou.
— Vamos atravessar a queda de água?
— Confie em mim, az-Zahra.
— Vou tentar.
Rindo, Gabriel deslizou os dedos ao longo da pedra. Um imenso portal se abriu ele ergueu a lamparina e entrou, divertindo-se com a expressão admirada de Melisa.
As pedras do interior da caverna adquiriam vida com as cores que a dança das águas refletia. Pareciam estar dentro de um arco-íris.
— O que acha? — Gabriel perguntou.
— É inacreditável.
— Como você — ele a tomou nos braços. — Seja minha, az-Zahra.
— Aqui?
— Sim. — Com doçura, ele a deitou sobre um colchão fino que havia colocado no local mais seco da caverna.
Melisa não pôde pensar em nada mais maravilhoso que vê-lo deitar-se a seu lado.
O calor do corpo moreno a invadiu quando Gabriel a beijou com paixão. Ainda insatisfeito, ele percorreu o pescoço suave e ateve-se à região entre os seios.
— Abra os olhos, Melisa — ordenou, de repente.
Ela obedeceu sem questionar. No instante seguinte, sem tirar os olhos dela, Gabriel despiu-a e acariciou os seios já túrgidos.
Melisa queria fechar os olhos, mas não conseguia escapar do olhar famélico de Gabriel. Ele então se deitou de costas e a aco¬modou sobre si. Ambos se beijaram ávidos para saciar a sede da paixão.
— Minha az-Zahra — murmurou, acariciando a curva dos quadris.
— Diga-me o que fazer para partilhar esse prazer com você. Ensine-me.
Gabriel meneou a cabeça.
— Deixarei que aprenda sozinha, pois não negarei nem a mim nem a você um momento sequer do êxtase que procura.
Melisa calou-se ao toque das mãos experientes acariciando sua região mais íntima. Cada toque desabrochava novas sensações, deixando o prazer parecer infinito. Ela agarrou-se aos ombros largos quando foi pega por um instante de delírio.
Movendo-se com ele no ritmo que nascia dos dois corações, Melisa o beijou com ardor. Entregou-se, enfim, a Gabriel quando a explosão de êxtase, na qual não ousou acreditar, pôde pertencer a ambos.
Melisa riu quando um jato de água a atingiu. Olhando ao redor, tentou localizar Gabriel. O sol cintilava sobre a água, ocultando a profundidade da fonte natural.
O riso tornou-se um grito ao sentir algo puxar sua perna. A água a envolveu quando os braços fortes a agarraram. Melisa beijou Gabriel, enquanto flutuavam juntos em águas calmas. Então, ele a ajudou a sentar-se numa pedra aquecida pelo sol da tarde. Nada fora dito acerca de quando deixariam aquele paraíso.
— Experimente isto — Gabriel ofereceu-lhe uma fruta. Melisa mordeu a fruta e riu quando o suco escorreu em seu braço. Sem hesitar, Gabriel lambeu as gotas sobre a pele alva.

trecho do livro CANÇÃO SEM FIM de Jeanne Triner

Ele rolou para cima de Whitney e apoiou o peso do corpo nos braços. Depois, percebendo que ela estava nervosa, começou a beijá-la devagar e com calma, primeiro a testa, depois o nariz, até chegar aos lábios. Whitney respondeu ao beijo com redobrada paixão; queria que Adam soubesse que ela se entregava sem reservas.

Ela escorregou as mãos devagar pelas costas dele, em sua suave massagem erótica, descendo aos músculos firmes das nádegas. Gemeu de prazer quando os lábios de Adam deixaram os seus e seguiram pelo pescoço até alcançarem o decote da camiseta e penetrarem no espaço entre os seios.
Whitney empurrou-o de leve, apenas o suficiente para poder tirar a camiseta por sobre a cabeça. Depois levou a mão ao zíper do short, mas ele a deteve.
— Deixe. — Com os dedos trêmulos, ele fez o short deslizar lentamente pelas pernas de Whitney e, então, ajoelhou-se para admirá-la, nua, à sua frente. — Eu sabia. Você é mesmo uma deusa. Tão linda, tão perfeita!
Seus dedos seguiram os contornos do corpo dela e Whitney fechou os olhos para desfrutar todas as sensações. Não se lembrava de nenhum receio; naquele momento, só pensava em satisfazer o desejo cada vez mais urgente.
— Adam, eu preciso de você. Não quero esperar mais.
Ele se levantou, tirou o jeans e tornou a deitar-se, aninhando o corpo de Whitney sob o seu. Ela separou as coxas, convidativa, e abraçou-o com força, esperando que ele não notasse que seus músculos se enrijeciam levemente, em uma atitude de autoproteção. No entanto, embora soubesse tão pouco sobre ela, Adam parecia conhecê-la como ninguém. Segurou-a pelo queixo e a fitou com ar sério.
— Whitney, é pena que você tenha conhecido homens tão egoístas, mas eu não sou assim. Não quero que você se reprima e restrinja seu próprio prazer. Sei que não vai me desapontar e eu também não tenho qualquer intenção de desapontar você e muito menos de magoá-la.
— Eu não sou tão frágil.
— Acho que é, sim. Você é frágil, generosa e está disposta a se entregar por inteiro, mas não se preocupa em receber nada em troca. Whitney, esta noite será diferente. Vou forçá-la a ter todo o prazer possível. Quando terminarmos, espero que tenha aprendido que receber pode ser tão bom quanto dar.
— Acha que eu valho todo esse esforço? — ela indagou, acariciando-lhe o rosto. Adam sorriu com imensa ternura.
— Garanto que sim. E não será esforço nenhum.
Ele pousou o rosto entre os seios dela e ali ficou por um longo tempo, respirando o delicioso perfume daquela pele macia. Depois começou a beijar um dos seios e depois o outro, descrevendo círculos cada vez menores com a língua e os lábios em torno dos mamilos, mas sem tocá-los até sentir que ela já não suportava a tortura daquela lenta sedução. Então, e só então, alcançou os bicos eretos e os satisfez por algum tempo antes de recomeçar o processo.
Whitney sentia o corpo cada vez mais vivo e, trêmula, moveu-se para pressionar a pele contra as mãos de Adam, que lhe acariciavam os ombros, os braços, a cintura e continuavam a descer. Os lábios não lhe deixavam os seios enquanto ele escorregava os dedos por entre as coxas de Whitney. Ela estremecia de impaciência, aguardando pelo toque tão esperado.
Então ele a roçou no ponto mais sensível e Whitney sentiu todas as forças lhe abandonarem o corpo. Adam fez uma pausa ela achou que havia terminado, mas novamente ele começou a acariciá-la, aumentando a pressão apenas o suficiente para refazer a sensação. Ela arqueou o corpo e moveu os quadris sob ele, mas Adam ignorou o apelo urgente. Precisava dar àquela mulher tudo o que ela nunca havia tido.
As carícias prosseguiram por um longo tempo até que Whitney, não suportando mais a tensão, virou-se em um movimento decidido e colocou-se por cima dele. Agora era a sua vez. Seu primeiro toque foi leve e hesitante, mas logo percebeu o prazer de explorar-lhe o corpo e seus dedos o percorreram com uma suave pressão que o fez estremecer.
Adam fechou os olhos e abandonou-se às sensações que ela criava. Estava enfeitiçado pelo calor daquela pele feminina se movendo devagar sobre ele.
— Adam, olhe para mim — Whitney murmurou. Ele obedeceu e deparou-se com os belos olhos azuis nublados de desejo. — Não quero mais esperar. Preciso de você agora.
Com muita calma e ternura, Adam rolou o corpo para colocar-se sobre ela e a penetrou com um gemido de prazer.A sensação de tê-lo dentro de si era tão boa que Whitney hesitou em se mover. Não queria que acabasse. Mas ele levantou os quadris para penetrá-la mais profundamente e ela fechou os olhos ansiando por mais.
— Venha comigo, Whitney — ele murmurou. — Por favor.
— Eu estou aqui, Adam. — Ela o abraçou e envolveu-lhe a cintura com as pernas para manter-se perto dele.Então, começou a acompanhá-lo nos movimentos lentos e ritmados, cada um mais profundo e intenso, cada um prometendo um clímax e o negando em seguida. No justo instante em que ela resolvia desistir do esforço, satisfazer-se com o fato de aquilo ter sido muito melhor do que qualquer coisa que tivera antes, um tremor agitou-lhe o corpo. Suave de início, logo foi crescendo de forma incontrolável até culminar em uma explosão final. Sobre o som ensurdecedor das batidas de seu coração, ela pôde ouvir Adam chamar-lhe o nome antes de apertar-se contra ela em um último e definitivo movimento.Um longo tempo pareceu passar, mas ela continuava deitada sobre o saco de dormir com o corpo de Adam enlaçado ao seu. Whitney ouviu-lhe a respiração regular e tranqüila e afagou-lhe de leve os cabelos. Então era aquilo que ele queria lhe dar e ela relutava tanto em receber.

trecho do livro A Magia do Deserto de Sophie Weston

Fitou os olhos cinzentos, mais uma vez começando a se sentir hipnotizada por sua intensidade. E havia aquela colônia masculina muito marcante que lhe inebriava os sentidos... Umedecendo os lábios, disse, incerta: ― Eu...De repente, não pareceu importar que estivesse com as emoções em frangalhos, que fosse desajeitada, ou indesejável nos negócios. Estava nos braços de Amer... e era como estar no paraíso.
Enquanto se entreolhavam, ocorrera-lhe que ele já a fizera sentir-se daquela maneira antes, naquela noite no Nilo. Era tomada por um anseio quase indefinível e premente...Com suavidade, Amer puxou-lhe o vestido com que se cobria, expondo-lhe os seios moldados pelo sutiã de renda. Conteve a respiração por um instante.— Você é tão linda — disse reverente.Leo desviou o olhar, o desejo sobrepujado por sua encabulação. Com vagar, Amer acariciou-lhe os seios, afastando a renda para expô-los a seu olhar ardente e, enfim, inclinou a cabeça. Roçou um dos mamilos rosados com os lábios.Leo estremeceu, arrepios subindo-lhe pela espinha, mas ainda mio podendo lhe encontrar o olhar.— Fim da nossa trégua — sussurrou Amer. — Você não acha?Ela não pôde responder e nem se concentrar em mais nada exceto nas sensações que os lábios experientes lhe despertavam com seu toque incrível.— Já é hora de estarmos num lugar mais confortável.Ele ergueu-a nos braços e levou-a até a cama, afastando a colcha antes de deitá-la. Leo observou-o, fascinada, não se dando conta de que sua lingerie de seda e renda ia sendo retirada... e aqueles lábios quentes e sensuais começaram a acariciá-la. Ela mal podia crer na intensidade das sensações que a dominavam. Nada jamais a preparara para um prazer tão grande. Fechou os olhos, deliciada.Amer, então, soltou-lhe os cabelos dos grampos, desmanchando-lhe o penteado sofisticado.— Fico contente que tenha deixado crescer o cabelo — sussurrou.Leo abriu os olhos para fitá-lo. Ele espalhava-lhe os cabelos pelo travesseiro, correndo os dedos pelas mechas sedosas, observando-as com ar absorto.— Eu sabia que faria isto — murmurou.Encontrou-lhe o olhar, então, e abriu um sorriso terno. Ela ergueu a mão para afagar-lhe o rosto másculo e deteve-se nos lábios.Amer ficou imóvel. Por um momento, o brilho gentil dissipou-se de seus olhos cinzentos e pareceu estar em pura agonia. Leo assustou-se.— O que foi?Mas ele não respondeu. Não com palavras. Inclinou-se e começou a explorar-lhe o corpo com mãos e lábios carinhosos, como se tivesse todo o tempo do mundo.Leo sentia-se enlevada, nunca tendo experimentado sensações tão maravilhosas. A paixão explodiu um novo tipo de anseio consumindo-a. De olhos ainda fechados, puxou-o mais para si e abriu-lhe os botões da camisa. Amer até ajudou-a a retirá-la e abraçou-a, para que pudesse sentir o contato de pele, os seios macios comprimindo-se junto a seu peito. Mas não a deixou ir além.— Não — disse, afastando-a de seus braços por um momento para segurar-lhe as mãos trêmulas antes que acabasse de despi-lo. Leo gelou e abriu os olhos.Amer viu-lhe a reação. De repente, teve pressa. Tornou a dei¬tá-la na cama, os lábios procurando-lhe o seio avidamente, os dedos hábeis começando a acariciá-la com intimidade.Leo soltou um gemido e arqueou o corpo, o coração disparando. A intensidade do que sentia era tanta que a fez gritar, quase assustada.Apenas por um momento viu a expressão no rosto de Amer. Era de total triunfo.Então, os espasmos de prazer a percorreram numa explosão de sensações e foi como se o mundo ficasse em suspenso.Foi Amer que se moveu primeiro. Leo estava deitada com a cabeça no peito dele, ainda mal tendo se recobrado das sensações incríveis que a haviam dominado. Ao mesmo tempo, seu pulso continuava acelerado, o desejo que fora aplacado prestes a se alastrar novamente, a se unir ao dele.

trecho do livro A AMANTE DO PIRATA de Miranda Jarrett, maravilhoso ,vale a pena ler.

— Formamos uma dupla e tanto, Mariah — ele sorriu, tomando as mãos dela e colocando-as em seu peito. — Parece que tudo que somos capazes de fazer juntos é lutar e morrer de preocupação.
—- Acho que. podemos fazer outras coisas — ela respondeu, sentindo o coração dele batendo acelerado sob suas mãos. Apesar das janelas abertas, a cabine tornava-se cada vez mais quente e opressiva. Tocá-lo, descobrir cada segredo de seu corpo era algo que a fascinava. Por isso moveu as mãos devagar até    encontrar a curva dos ombros fortes e musculosos, de onde desceu lentamente pelas costas largas. Gostaria de poder excitá-lo e satisfazê-lo plenamente, mas sua experiência era tão limitada! — Oh, Gabriel, eu sinto muito, mas... não sei o que vem depois. Teria alguma noção de como o enlouquecia com seu olhar ingênuo e inexperiente? Como gostaria de mergulhar em seu corpo pequeno e perfeito e perder-se em seus braços aconchegantes! Como gostaria de esquecer tudo, até mesmo quem era e a morte que provocara com suas ordens para, inteiro, desfrutar da alegria e do prazer que só ela poderia lhe proporcionar.
— Abrace-me, Gabriel — Mariah sussurrou. — Abrace-me e... beije-me como das outras vezes.
Subitamente inflamado com a promessa silenciosa contida em sua súplica, Gabriel deitou-se a seu lado e abraçou-a, notando a intensidade do desejo que brilhava em seus olhos, um desejo que, suspeitava, Mariah não era sequer capaz de compreender. Mas ele compreendia sabia que desta vez seria diferente. Quando a possuísse, seria algo muito maior do que havia vivido com outras mulheres, e mal podia esperar para conhecer um prazer tão completo.
— Desta vez não me contentarei apenas com beijos, Mariah — disse com voz trêmula. — Nem hoje, e nem depois do que estamos prestes a viver.
— E por que acha que eu quero que pare nos beijos? — ela sorriu, deslizando um dedo por seu queixo e   sentindo o calor que invadia seu corpo. — Hoje eu poderia ter perdido você para sempre. O Amanhã também é incerto. O presente, aqui em seus braços, é a única certeza que tenho.
— Agora? —- ele murmurou com tom provocante, beijando-a delicadamente nos lábios.
— Agora! — Impaciente, Mariah ergueu o corpo para tomar aquilo que lhe era oferecido. Assim que as bocas encontraram-se, o desejo há tanto tempo contido explodiu como um incêndio, envolvendo-os numa onda de calor e paixão que só a entrega total poderia saciar.
Apesar da impaciência, despiram-se lentamente enquanto trocavam beijos e carícias cada vez mais íntimas e atrevidas. Para uma donzela, Mariah mostrava-se bastante cooperativa, enlouquecendo-o com a mistura perfeita entre inocência e atrevimento.
Quando Gabriel despiu a última peça que ainda o cobria, Mariah fitou-o com fascinação e só então percebeu que também estava completamente nua, como jamais estivera diante de alguém em toda sua vida. Mas a visão do corpo masculino era tão bela, que toda a vergonha desapareceu por completo, substituída por uma necessidade que não podia identificar ou compreender. Ao abrir os braços para receber Gabriel Sparhawk, Mariah tinha certeza de estar entregando-se ao mais bonito de todos os homens do mundo.
Gabriel deitou-se sobre o corpo que há tanto desejava e, com delicadeza, penetrou-a lentamente, tentando amenizar a dor que ela certamente sentiria.
Imóvel, esperou que ela se habituasse à presença em seu corpo e sentiu-se envolvido pelas pernas longas e bem torneadas.
Só depois de alguns instantes percebeu que seus gemidos não eram de dor, mas de prazer, e que o movimento sutil dos quadris eram uma maneira de tomá-lo por inteiro, e não uma tentativa de fugir ao desconforto.
Apesar de toda a inocência, a virgindade já não existia. Nenhuma barreira dificultara a concretização de seu sonho masculino.
Incapaz de conter-se por mais tempo, Gabriel começou a mover-se, primeiro devagar, depois num ritmo frenético e alucinante que Mariah acompanhava em delírio. Juntos, conheceram um prazer intenso e completo que jamais haviam sonhado existir, e alcançaram o êxtase numa sinfonia de gemidos e sussurros que só alimentava a febre que os queimara por tanto tempo.
Mais tarde, quando Gabriel deitou-se de costas e a puxou sobre a o peito, Mariah aninhou-se e fechou os olhos para ouvir as batidas do coração que, aos poucos, voltava ao ritmo normal. Feliz, deslizava uma das pernas sobre as dele, provocando novas sensações que, desta vez, ele poderia saborear sem pressa. A urgência fora satisfeita, mas o desejo ainda o fazia pensar em todas as delícias que Mariah West poderia proporcionar a um homem.
O que a tripulação pensaria, se ficassem, trancados na cabine até o navio aportar em Bridgetown?
Mariah suspirou e, sem erguer a cabeça de seu peito, perguntou:
— Você sabia, não?