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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais um livro lindo de Lynne Graham, eis um dos trechos do romance Feitiço no Deserto, esse foi difícil escolher um momento para lhes presentear, eu amei o livro.


Jasim nadou até a borda e, após sair da água, caminhou na direção dela.
— Por que está saindo?
— Eu só acho que é prudente. — Elinor murmurou, tentando impedir que a sua atenção se voltasse para o corpo másculo e poderoso, enquanto ele se secava com uma toalha.
Dirigindo o brilho dos olhos para ela, Jasim fitou-lhe os lábios.
— Por quê? Você também me quer. Não tente negar o que sentimos.
A declaração audaciosa de Jasim fez com que a face delicada de Elinor ficasse completamente corada. Com as mãos trêmulas, ela apertou o laço do robe que vestia.
— Mas isso não é o suficiente. — ela protestou, tentando manter o controle da situação.
Jasim segurou-a gentilmente pelos pulsos e puxou-a contra o seu próprio corpo.
— Isso é apenas o começo...
E ela se rendeu aos beijos famintos e ardentes que se seguiram. Jasim beijava-lhe os lábios com um apetite voraz e o desejo que ela sentia aumentava a cada segundo, até seu corpo começar a estremecer contra o dele, ansiando por mais.
— Sei que aqui não é o lugar certo para isso, mas você é irresistível. — ele falou ofegante. Em seguida, Jasim ergueu-a em seus braços e a carregou até o elevador.
Elinor nunca havia entrado no elevador antes, pois o mesmo levava até o quarto principal para facilitar os mergulhos matinais que Jasim aparentemente apreciava. Ele a colocou de volta ao chão, perto da enorme cama, e em seguida deslizou o robe que ela vestia pelos ombros roliços até fazer com que a peça caísse, tocando-lhe os pés descalços. Elinor ergueu os olhos para encará-lo e a atenção de Jasim se voltou novamente para os lábios cheios e rosados dela.
— Não podemos fazer isso! — ela exclamou, alarmada pela intimidade do quarto.
Jasim pegou uma de suas mãos, colocando-a sobre o short que vestia para que ela sentisse o poder do seu membro rígido por baixo do tecido.
— Por favor... eu não vou conseguir dormir desse jeito.
Elinor poderia ter resistido a qualquer outra reação, mas o desejo a excitava até o centro de seu ser, tocando-lhe até mesmo o coração. Quando um homem a desejara dessa maneira? Até onde Elinor se recordava, os homens sempre a fizeram se sentir estranhamente alta e indelicada. Encontrando o brilho intenso dos olhos dele, ela se regozijou pela atração que ele demonstrava por ela e suprimiu a voz da razão que lhe avisava para ter cautela. Ela não fora sempre sensata e controlada? Havia algum dano real em se arriscar apenas uma vez? Principalmente quando ela estava completamente atraída por ele? Elinor se segurou a este último pensamento, ávida para se render ao forte desejo de Jasim. Esta poderia muito bem ser a única vez em sua vida em que um homem a chamaria de "irresistível"...
Antes que Elinor tivesse tempo de registrar o que Jasim estava prestes a fazer, ele havia tirado a parte superior do biquíni violeta que ela usava, até que os seios fartos e sensuais ficassem expostos. Um suspiro de prazer escapou de sua garganta quando ele vislumbrou a proeminência dos mamilos rosados.
— Você tem o corpo mais maravilhoso que eu já vi. 
Ele tocou-lhe os mamilos com as pontas dos dedos, fazendo com que ela gemesse e sentisse um calor se espalhar por todo o seu corpo. Elinor ansiava por mais e ele não demorou em responder a essa ansiedade. Jasim acomodou-a sobre a cama e, inclinando a cabeça, segurou-lhe um dos mamilos, mordiscando-o levemente, para então sugá-lo com ferocidade, deixando-a completamente enlouquecida. Elinor sentia a região mais íntima de seu corpo pulsar de excitação, aumentando a sua temperatura interna e acabando com o pouco controle que ainda lhe restava. Jasim prosseguia com a carícia, ao mesmo tempo em que baixava uma das mãos e tocava-lhe, fazendo com que ela arqueasse o corpo numa reação tão violenta que quase a deixou com medo.
— Você está muito tensa. — ele censurou, livrando-a da parte inferior do biquíni e erguendo-se da cama para retirar o short molhado que vestia.
Mais uma vez, a dúvida e o nervosismo a golpearam.
Tudo estava acontecendo muito rápido e ela tentava entender como havia permitido que as coisas chegassem a esse ponto, sem que ela tivesse se perguntado seriamente sobre o que estava prestes a fazer.
Afinal, dormir com um homem pela primeira vez era um assunto muito sério para ela. Elinor fitava assombrada a sua primeira visão de um homem nu. Ela se sentia assustada e excitada ao mesmo tempo e se perguntava se estaria fazendo a coisa certa ou se estava simplesmente permitindo que essa forte atração a vencesse.
Jasim olhou para ela e sentiu uma satisfação que o deixou surpreso. Ela parecia uma deusa, ele pensou admirado, os cabelos sedosos e brilhantes espalhados sobre o travesseiro eram a combinação perfeita para o rosto delicado e as curvas voluptuosas de seu corpo. Nunca uma mulher conseguira lhe despertar um apetite tão voraz... nem mesmo Sophia tivera esse poder. Mas ele jamais seria vulnerável com uma mulher novamente, senão permitiria que o desejo superasse o seu juízo, ele pensou confiante.
— Eu a quero agora. — Jasim confessou, voltando a se deitar ao lado dela; o corpo másculo e poderoso estava tenso de desejo.
Apesar do desejo incontrolável que sentia, Jasim se esforçou para se lembrar da sua primeira motivação: possuí-la serviria apenas para se assegurar de que ela perderia o poder de sedução sobre o seu irmão.
Só de contemplar os bonitos traços daquele rosto másculo, Elinor sentiu sua boca se ressecar e o coração disparar dentro do peito.
— Eu nunca me senti dessa forma antes. — ela sussurrou com nervosismo.
Descartando imediatamente aquela declaração ingênua, Jasim suprimiu um riso de escárnio e, inclinando a cabeça, beijou-lhe os lábios novamente. Involuntariamente, Elinor se derreteu mais uma vez. Suas inseguranças desapareciam enquanto o seu corpo se rendia às deliciosas sensações do toque e do aroma masculino.
O corpo másculo e poderoso estava tão quente, forte e excitado... Ela teve uma imagem delirante de como seria a sensação de senti-lo dentro dela e ficou chocada pela direção de seus próprios pensamentos.
Jasim acariciou o ponto mais sensível de seu corpo e ela soltou um gemido alto de prazer. Com um dedo, ele descobriu que o seu interior era incrivelmente pequeno e apertado. Ela arfou e se contraiu e Jasim ficou admirado com a habilidade teatral de Elinor. Claro que, como Sophia, ela deveria ter presumido que um príncipe árabe apenas a valorizaria se ela pretendesse ser uma virgem. Sophia havia gasto uma fortuna para ter o seu hímen cirurgicamente restaurado e ele tinha sido estupidamente enganado, Jasim se recordou com profunda amargura.
— O que foi? — Elinor ofegou, notando os olhos dele se escurecerem. Ao mesmo tempo, ela se perguntava se ele finalmente teria descoberto a sua falta de experiência.
— Nada poderia estar errado...
— Eu nunca dormi com nenhum outro homem. — Elinor admitiu, sem graça — Isso é um problema?
— Como poderia ser, quando está prestes a me honrar na frente de todos os outros homens? — o brilho cínico dos olhos dele se intensificou ainda mais ao ouvir a cautelosa afirmação que ela fizera no último minuto, alegando sua inocência sexual. Jasim estava louco pela expectativa de ter o corpo dela sob o seu, mas ele teria preferido o seu frio autocontrole para dizer a Elinor que ela era uma mentirosa e que a sua simulação não conseguira enganá-lo nem por um segundo.
Afastando as pernas dela com os joelhos, ele sentia leves tremores de excitação percorrer toda a extensão de seu corpo. Levado por um desejo feroz, ele começou a penetrá-la lentamente, mas ficou tenso ao ouvi-la soltar um grito agudo de dor. Jasim sentiu o sangue congelar nas veias, sem esperar que o fingimento dela chegasse a esse ponto.
Elinor estava aflita.
— Desculpe... Está tudo bem. — ela murmurou, baixando os cílios.
— Eu devo lhe pedir desculpas. Deveria ter sido mais cuidadoso. — Jasim falou ofegante, admirado por conseguir corresponder ao disfarce dela, ao mesmo tempo em que avançava lentamente.
Conforme seu desconforto diminuía, ela sentia o prazer aumentar a cada movimento dele. Elinor arfou e envolveu os braços ao redor das costas poderosas de Jasim, descobrindo que novamente ele estava lhe proporcionando sensações que ela nunca ousara sonhar que existissem. Violentas ondas de prazer tomaram Elinor, levando-a ao ápice explosivo e deixando-a completamente saciada. Jasim baixou os olhos e fitou seu rosto com admiração.
— Você me levou ao paraíso. — ele declarou enquanto a abraçava. Elinor sentia as fortes batidas do coração dele contra o seu próprio peito e teve que se esforçar para conter as lágrimas de emoção que começavam a brotar nos olhos.
Elinor espalhou beijos carinhosos sobre um dos ombros largos e bronzeados de Jasim, ao mesmo tempo em que guerreava interiormente contra a onda de embaraço que ameaçava derrubá-la mais uma vez.
— Eu preciso voltar para o meu quarto. — ela murmurou, poucos minutos depois.
Jasim a abraçou ainda com mais força. Ele tinha toda a intenção de satisfazer completamente o seu desejo por ela.
— Esta noite você é minha e ficará aqui comigo. — ele declarou em um tom rouco.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Trecho do livro Oásis de Sedução de Donna Young

A porta se abriu. Ela olhou para trás de Jarek e viu que Ivan não estava mais à porta. Jarek entrou, virou-se e fechou a porta. Estava com o olhar firme e tinha olheiras. Ele aguardou com a mão na maçaneta, dando a ela tempo de sobra para fazer objeção.
Estava mais do que nunca parecendo um guerreiro. A postura grandiosa, o corpo rígido, as feições fechadas. Suas íris negras faiscaram, intensas de desejo e, ela pensou com tristeza, de fúria também.
— Bash?
— Depois. — Ele balançou a cabeça, nitidamente contendo a raiva. — Preciso que seja depois.
Ela assentiu e Jarek quase suspirou de alívio. Então, num estalar de dedos, os demônios do passado e do presente voltaram para os cantos escuros de onde vieram. E com eles sumiram as incertezas dele, suas perguntas e suas responsabilidades.
— Não sabia se você vinha. — Lentamente, ela tirou o casaco dos ombros e jogou em uma cadeira. — Que bom que veio.
Jarek se forçou a ficar em pé.
Ela ainda estava com o mesmo vestido do baile. O cetim brilhava à luz da lareira. O tom de esmeraldas líquidas e escuras do vestido fluía pelo corpo dela e o tecido lhe envelopava o corpo como uma segunda pele.
Sarah tirara os sapatos. De onde ele estava, viu as pontas dos dedos dos pés dela escapulindo debaixo da barra do vestido. Lentamente, ela baixou as alças dos ombros e levantou os braços.
— Pare. — A palavra saiu da garganta dele em um tom grave e rouco, vibrando com a força controlada.
— Tudo bem. — Ela já não mais denotava nervosismo na voz, que agora emanava segurança feminina. Caminhou descalça em direção a ele com o vestido se agarrando às curvas, cobrindo tudo, exceto os ombros.
Sarah parou a menos de 15 centímetros de seu corpo. O desejo lhe sombreara os olhos, que agora exibiam um tom turbulento de verde. Ela o absorveu com seus olhos maliciosos e ardentes.
— Vamos fazer isto juntos.
Jarek chiou. Foi tomado pelo desejo, tremor após tremor, e assim ela passou a dominar a situação.
Ela pegou a mão direita dele e levou os dedos aos seus lábios. Gentilmente, beijou cada dobra dos dedos, beijos leves como borboletas que o fizeram apertar a mão e retesar o corpo.
Rindo graciosamente, ela pegou o dedo médio dele e o esticou. O verde de seus olhos ganhou um tom maliciosamente sombrio quando ela introduziu o dedo na boca, lambendo-o por inteiro, sugando, brincando, mordiscando.
O desejo se derramou sobre ele como lava, invadindo-lhe as veias e quase o fazendo cair de joelhos.
— Pronto? — Sem esperar resposta, ela levou os dedos ao coração. Ele bateu uma vez, e duas, sob a palma da mão dela, até que ela pegou as duas mãos dele e as colocou sobre os seios.
Os polegares dele lhe roçaram os mamilos, duros e lisos sob o cetim. Ela respirou mais fundo e os seios incharam.
Como se dotadas de vontade própria, suas mãos lhe desceram o corpo vagarosamente, tirando o vestido de cetim da pele sedosa.
Usando as dobras dos dedos, ele traçou o contorno de suas costelas, das laterais, da delicada concavidade onde se encontravam o quadril e as coxas. Com um só puxão usando o polegar, ele fez o tecido fino cair aos pés dela junto com o vestido. Sarah oscilou o corpo, chegando mais perto, e o domínio da situação se reverteu novamente.
Insatisfeito com a distância entre os dois, Jarek desceu o braço até o traseiro dela e a levantou, apertando-a contra o peito.
— Você ainda está de roupa — sussurrou ela enquanto envolvia o pescoço dele com seus braços e mergulhava os dedos em seus cabelos grossos e fartos.
Ele abocanhou um dos mamilos e sugou até ela ronronar de tanto prazer. De repente, ela se soltou e escorregou pelo corpo dele abaixo, curvando-se quando as mãos dele lhe acariciaram da base da espinha ao ponto sensível entre as omoplatas.
— Minha vez. — Um por um, ela foi abrindo os botões da camisa dele, largando beijinhos na pele firme. Ela então foi tirando a camisa pelos ombros, parando apenas ao alcançar os pulsos.
— Não — sussurrou ele com a voz rouca de excitação.
— Shh... — Ela lhe beijou os lábios graciosamente, e ele sentiu seu hálito doce na boca. Então ela puxou e a camisa foi ao chão.
Ela lhe beijou o queixo. Deslizou os lábios pela clavícula. Ele a segurou pela nuca e seus dedos lhe adentraram as madeixas pesadas que batiam nos ombros. As pontas dos cabelos lhe roçaram o peito enquanto ela passava os lábios no mamilo marrom e liso, parando só um pouquinho para brincar mais antes de prosseguir.
Lentamente, ela beijou o músculo rígido entre o pescoço e o ombro. Jarek esperou, prendendo a respiração. Nas pontas dos pés, ela deu a volta e foi para trás dele, largando um rastro de beijos levíssimos em ambas as extremidades dos ombros e na nuca.
As mãos de Sarah foram lhe subindo pelos braços, segurando-o com força enquanto ela apertava o peito contras as costas dele. Jarek grunhiu sentindo o doce prazer que lhe atingiu no ponto mais profundo de si. Fazia muito tempo que suas cicatrizes não sentiam outro toque além do toque do tecido das roupas que vestia. Com os lábios e os dedos, Sarah acariciou cada reentrância, deixando sua marca, afastando os demônios de vez.
Finalmente, Jarek não aguentou mais. Ele virou o corpo, colocou o braço debaixo das pernas dela e a levantou. Embalou-a novamente junto ao peito. Sua boca encontrou a dela em um longo e doce beijo que deixou a ambos sem fôlego.
Com uma gentileza da qual ela jamais imaginou que ele fosse capaz, ele a colocou no meio da cama. Ela se apoiou sobre um cotovelo, os olhos pesados de desejo, observando-o tirar a calça.
Sarah viu os músculos firmes que formavam seu físico. As coxas rijas, o peito bem esculpido. Mas foi o desejo naqueles olhos escuros que a fez levantar os braços.
Pouco depois, ele a apertou sobre o colchão, carimbando seu corpo contra o dela. Como ela acabara de fazer minutos antes.
Ele cavou fundo para encontrar uma ternura que não se permitia usar fazia muito tempo. Uma ternura que ela precisava sentir tanto quanto ele precisava dar.
Como se lendo seus pensamentos, Sarah abriu as pernas, encaixando-o no vértice úmido entre elas.
Um gemido grave brotou do fundo do peito de Jarek. O sub tom indicava uma emoção tamanha que ameaçava partir o coração dele. Sarah lhe puxou os cabelos, empurrando-lhe a boca para baixo, para sua boca.
— Vou fazer melhor, Jarek — sussurrou. — Juro.
Ele a beijou primeiro lentamente, deixando o desejo crescer até suas bocas se moverem juntas. Selvagens. Eróticas.
A mão de Jarek desceu, adentrando o triângulo entre as pernas. Ele sentiu o calor na palma da mão e então usou o polegar, fazendo movimentos circulares gentis até ela começar a balançar o corpo, querendo mais. Sarah começou a massagear os músculos tensos das costas dele, acarinhando a pele trêmula e suada até o desejo espetar a base da espinha de Jarek, e todos os nervos de seu corpo gritaram, pedindo libertação.
Ela tremeu debaixo dele. Sua respiração começou a ficar entrecortada enquanto lutava para controlar o maremoto que ameaçava derrubar o controle de ambos.
— Jarek — sussurrou ela, cravando os olhos agitados nos dele. — Não posso. Por favor.
Ele a adentrou de uma só vez. Depois ficou olhando o verde de seus olhos perdendo o foco para o prazer.
Seus movimentos se coadunaram e ele encontrou a ternura que temia encontrar: ela estava em cada investida fluente e macia.
Pela última vez o domínio da relação foi trocado novamente, mas agora nenhum dos dois estava dominando.
Mas não se importaram com isto. A liberdade compensava. Eles foram com tudo até o limite, explodindo sobre o controle. Agarrados um ao outro, caíram num abismo tranquilo... onde só existiam os dois.

sábado, 4 de junho de 2011

trecho do livro ©Sob o Sol do Deserto de ©Iris Johansen


— Chega, Zilah, não diga mais nada. Será que precisarei soletrar as palavras para me fazer entender? Se não se afastar de mim, em dois minutos terei arrancado suas roupas e estarei dentro de você. — De repente, ele agarrou-lhe as nádegas e a trouxe para junto de seu corpo, no qual a excitação era evidente. — Fui dormir desejando você e lutando contra isso, e acordei com todas as barreiras derrubadas. — As palavras soavam entre pequenos suspiros, conforme a pressionava contra si. — Tudo o que consigo pensar é em senti-la, e no modo como seus mamilos endurecem quando a toco.
Zilah respirou fundo. À medida que Daniel falava, apertava-lhe as nádegas firmes e de curvas generosas. Ela sentia os seios intumescidos apoiados contra a parede sólida do peito largo. Era um comando, ela percebeu, o comando básico da dança do amor, bastante conhecido de homens e mulheres.
— Quero senti-la nua contra mim, quero tocá-la com intimidade. Desejo fazê-la derreter de desejo. — De repente, ele prendeu o lóbulo de sua orelha entre os dentes. — Não permita que eu faça isso, droga, me impeça! — exclamou, desesperado. — Porque Deus sabe que sozinho eu não serei capaz.
A escuridão flutuava ao redor de Zilah, onde nada existia além de sensações e o desejo de Daniel clamando por ela. E não só o desejo dele, percebeu chocada. Havia o seu também, pois o desejava com uma ferocidade primitiva. Como seria quando eles... As dúvidas e questões desapareceram quando o sentiu tremer contra si. Não tremor de medo, mas de desejo. Foi como ser surpreendida no funil de um tornado e ser soerguida em uma espiral poderosa para longe de tudo o que conhecia. As únicas coisas verdadeiras eram as sensações que Daniel lhe despertava, com cada palavra, cada toque.
— Também não sei se serei capaz de impedi-lo — avisou ela.
Daniel ficou imóvel.
— Oh, Deus, eu não queria ouvi-la dizer isso...
Zilah não imaginava que os músculos sob suas mãos pudessem ficar mais rígidos, mas foi o que aconteceu.
— Eu não queria que entre nós acontecesse deste modo. Queria mostrar a você que posso ser bem mais do que apenas um bruto que toma o que lhe dá prazer... — As mãos másculas, de repente, trabalhavam febrilmente no zíper da calça jeans. — Nem mesmo sei se terei a paciência de ser gentil com você.
— Não precisa ser. — Aquilo não importava. Não com Daniel.
Gostaria de se dar a ele por inteiro, de satisfazer suas necessidades sem que ele precisasse pedir.
Daniel puxava o jeans e a calcinha de Zilah para baixo com uma pressa frenética. De repente, ela estava nua na escuridão, e as mãos másculas deslizavam por seu corpo com avidez, como se temessem não obter o suficiente da textura suave.
Então a mão que a acariciava enroscou-se nos caracóis que serviam de sentinelas para o recesso de sua feminilidade.
— Abra-se para mim — pediu ele. — Por favor, Zilah. Não posso esperar mais.
Zilah tampouco podia. Nem um minuto sequer. Suas pernas abriram-se num convite puramente instintivo.
Um longo gemido escapo dos lábios rosados quando ela recebe a sensual recompensa por sua obediência, estremecendo ao sentir a mão atrevida explorando sem pudores.
— Você é tão suave, tão deliciosa... — murmurou Daniel. — Como eu gostaria de vê-la melhor! Talvez, acendendo a lanterna... Mas não posso esperar, nem mais um segundo. — De repente os dedos atrevidos encontraram o gatilho sensual que procuravam, e ele iniciou uma massagem rotativa que a fez gemer baixinho.
Zilah ergueu os lábios sedutores, em um convite tão antigo quanto o próprio conceito de tempo.
Daniel riu, um riso de satisfação.
— Você me quer, Zilah?
— Sim, eu quero, agora... — Mal conseguiu pronunciar as palavras. Seu corpo ardia, consumido pelas chamas do desejo.
— Oh, Zilah,
Ela estava vagamente consciente de que o toque se fora, permanecendo apenas a escuridão, a palpitação e a necessidade flamejante, enquanto Daniel se movia com uma rapidez frenética para se livrar das próprias roupas.
Zilah tremia. Sentia os músculos do estômago se contrair, implorando pelo toque sedutor.
Então sentiu-o separar suas coxas, acariciando-a suavemente. Logo ele estava entre suas pernas, os músculos poderosos contra a suavidade dela. Não dava para Zilah vê-lo, e de alguma maneira, isso aumentava sua excitação, mas podia senti-lo tocando-a. Por um momento, um lampejo de memórias do passado a fez enrijecer, mas logo se foi. Porque nada no passado se assemelhava ao que experimentava naquele instante. Tudo agora era novo, e tão primitivo e intenso como se acontecesse no início dos tempos. De novo, a magia de Daniel se fazia sentir com toda a sua pujança.
Ele começou a penetrá-la, com cuidado. Zilah podia sentir seu carinho. Daniel tentava dar a ela a gentileza que julgava que ela merecia, percebeu, emocionada. Embora a restrição fosse torturante, ele tentava agradá-la. Bem, também queria dar-lhe um prazer irrestrito. Pretendia se dar por inteiro, até que não houvesse mais a oferecer.
Movida por tal intenção, ela se agarrou aos quadris estreitos, as unhas cravando na carne rija.
— Daniel... — Sua voz era um murmúrio na escuridão.
— Venha! Venha para mim, minha garota com sorriso de verão.
Em resposta, os quadris delicados ergueram-se, exigindo-o com uma ousadia que fez um grito escapar dos lábios carnudos. Zilah também sentia vontade de gritar, mas temeu que ele confundisse com dor.
— Minha doce Zilah... — Daniel de repente estremeceu, e ela, enfim, pôde senti-lo dentro de si, partilhando a maior intimidade possível que a natureza permitia a dois seres que se desejavam. — Vou enlouquecer. Nunca me senti assim em toda a minha vida. Mas não quero machucá-la.
As mãos macias de Zilah apertaram os quadris de Daniel.
— Está tudo bem comigo. Você não vai me machucar.
— Ainda bem, porque agora é impossível voltar atrás. — Ele avançou, o desejo intenso superando a restrição enquanto a possuía. Ergueu-a com sofreguidão, para que fosse ao encontro de cada investida forte, unindo-se a ela como se quisesse ir além, em uma união que não poderia ser quebrada, nem mesmo quando esfriasse a paixão.
Zilah estava vagamente consciente de que Daniel falava com doçura enquanto se movia, dizendo o quanto ela era maravilhosa, como era bom senti-la em torno dele, e dos vários outros modos que pretendia que fizessem amor. As palavras soavam roucas e selvagens como o ritmo de seus movimentos, às vezes escandalosas, às vezes ternas como um beijo de criança.
Ainda assim, continuava. Um momento. Uma eternidade. A escuridão. A chama. O raio outra vez. Uma onda ofegante que a incendiou. A força de Daniel. Tanta força em um só homem, ela pensou febrilmente. Tanta beleza, tanto desejo primitivo que... Então Zilah não conseguiu mais pensar, quando o clarão de um novo raio a atingiu com sua força, que absorveu a chama, a escuridão e tudo o mais no mundo, menos aquele que exercia o domínio.
Zilah ouviu-o gritar e então sentiu seu peso sobre ela, o coração batendo forte no peito musculoso, parecendo querer explodir. Ou eram as batidas de seu próprio coração? Difícil dizer, tão unidos que estavam, corpo e alma.