domingo, 17 de julho de 2011

Trecho do livro Princesa inocente de Chantelle Shaw - Série Casa Real dos Karedes


Ações pareciam mais fáceis do que palavras; então, os olhos presos aos dele, estendeu a mão para trás e abaixou o zíper que fechava o vestido. Por um segundo, ele não reagiu e a tensão gritava quando Nikos abaixou a cabeça e lhe tomou a boca num beijo de posse total.
Kitty não usava sutiã e, enquanto Nikos abaixava lentamente a seda vermelha, os seios emergiam como pêssegos maduros e se soltaram nas mãos dele. O corpo de Nikos reagiu e por um segundo, se sentiu tentado a rasgar o vestido, jogá-la na cama e possuí-la depressa, com força. Mas dominou a impaciência; sentia a insegurança de Kitty e soube que devia tomá-la devagar, excitá-la até ela doer por ele como doía por ela, até a frustração sexual exigir alívio.
Abaixou o vestido, que caiu numa poça vermelha em torno dos pés dela; pela renda da calcinha, Nikos viu a sombra escura dos cachos sedosos que lhe protegiam o sexo e ouviu-a inspirar fundo quando dobrou um dedo na cintura e a puxou.
Quando fizera amor com ela pela primeira e única vez, Kitty ficara meio escondida nas sombras, mas agora seu corpo estava exposto em toda a sua glória voluptuosa e ele banqueteou os olhos, segurando-lhe suavemente as mãos que tentavam cobrir os seios.
— Por que se esconder de mim? Você é linda, Kitty, e jamais quis uma mulher como a quero.
Kitty estremeceu e observou, impotente, enquanto ele se despia, revelando o peito e as coxas musculosas e a impressionante ereção. Por alguns segundos ficou lá, um deus grego desejando-a.
E então a tomou nos braços e apertou o corpo macio contra a sua rigidez e a beijou até sua mente se esvaziar de tudo, menos da necessidade desesperada do toque, especialmente naquele ponto entre as pernas que pulsava e doía. A língua de Nikos mergulhou entre os lábios dela, aprofundando o beijo, e Kitty reagiu sem pensar, a paixão igual à dele. Nikos gemeu e ergueu-a para a cama, deitando-se ao lado dela, uma perna sobre seus quadris para prendê-la aos lençóis.
— Você tem seios magníficos, Kitty mou. — A necessidade crua e ferina a fez arquear quando a boca traçou uma linha dos lábios ao vale entre os seios. O toque da língua num mamilo, depois no outro, provocou um grito, e Kitty mergulhou os dedos nos cabelos escuros para lhe segurar a cabeça junto aos seios.
Ele riu suavemente e o hálito lhe acariciou a pele, e quando tomou cada mamilo na boca e sugou, ela moveu os quadris, inquieta, e sentiu a umidade fluir entre suas pernas.
— Nikos... — a insegurança desapareceu quando ele desceu a mão pelo ventre até as coxas e a deixou descansar perto de onde queria que a tocasse. Segurou a respiração quando gentilmente lhe separou as pernas e, quando introduziu um dedo e a acariciou, Kitty se abriu, permitindo maior acesso, incentivando aquela investigação erótica.
A rigidez da ereção lhe apertava a coxa; estremeceu quando Nikos lhe tomou a mão e levou-a para tocar o seu membro pulsante. Era tão rijo e poderoso e a qualquer segundo o abrigaria dentro dela. Então ele se moveu, segurou-lhe as nádegas e a ergueu; cobriu-a com o corpo e a penetrou com uma estocada firme.
Por um momento Nikos ficou imóvel, apenas olhando-a, os olhos escuros queimando os dela. Então começou a se mover com estocadas firmes e regulares enquanto a penetrava mais e mais profundamente, estabelecendo um ritmo pagão que ecoava as batidas do sangue nas veias. Sentia a tensão dentro dela crescer a cada estocada; agora Nikos se movia mais depressa, com mais força, levando-os inexoravelmente ao êxtase total.
Kitty perdeu o contato com a realidade, que se resumia a ele e às sensações e ao prazer que se construíam e cresciam. Segurou-se nos ombros de Nikos enquanto a tempestade rugia. Pequenas ondas começaram profundamente e se espalharam por todo o corpo enquanto o orgasmo se aproximava. O desespero a fez soluçar o nome dele e lhe pedir para nunca, nunca parar. E, de repente, estava lá, suspensa por segundos infinitos enquanto ele se retirava quase completamente e então com a poderosa estocada seguinte, a represa se rompeu. Kitty foi abalada por espasmo após espasmo de uma sensação tão intensa que a fez gemer, um som abafado preso na garganta.
Nikos continuou a se mover, cada estocada mais poderosa e mais urgente que a anterior. Mas, quando os músculos internos de Kitty o abraçaram, aquele controle formidável foi abalado e, com um gemido áspero, Nikos se derramou dentro dela, o corpo estremecendo com o poder daquele orgasmo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Trecho do livro de Melanie Milburne- O futuro do Amor- serie Casa dos Karedes


Cassie podia sentir os poros de sua pele se abrindo para absorver o máximo dele. Podia sentir o cheiro almiscarado do corpo másculo, o calor que a estava enlouquecendo, mas ele estava indo devagar. Os beijos eram suaves, demorados. Cada carícia das mãos grandes a torturavam de modo que ela nunca experimentara antes. Sebastian segurou-lhe os seios, usando o polegar para provocar os mamilos sensíveis, até que Cassie estivesse gemendo com impaciência. Queria sentir a língua sensual sobre seus mamilos, o roçar dos dentes. Queria-o em seu interior. Ela abriu as pernas, mas ele não fez o esperado. Continuou beijando-a, na boca, no pescoço, nos lóbulos da orelha, os seios, até que ela estivesse ofegando e a ponto de abrir mão do seu orgulho, até suplicar. 
— Eu sei o que você quer e não vou lhe dar — Sebastian sussurrou entre beijos. — Ou pelo menos ainda não.
Cassie arqueou a coluna num esforço de sentir a virilidade de Sebastian mas, pela primeira vez em sua experiência com ele, fracassou.
— Se você não me possuir neste minuto, eu vou...
A risada rouca em resposta apenas aumentou o desejo de Cassie.
— Vai, o quê? Esta noite, eu vou levar o tempo que quiser. Ela gemeu baixinho, e entregou-se ao ritmo lento que Sebastian estava estabelecendo.
Havia alguma coisa especial sobre fazer sexo demoradamente, decidiu alguns minutos depois. Estava se tornando ciente de seu corpo de uma maneira que nunca acontecera antes. Sentia o fluxo de sangue no centro feminino, o quanto pulsava, implorando para ser acariciado. Ela se movimentou lentamente sob ele, tentado a preenchê-la, mas não funcionou. Sebastian continuou provocando-a, enlouquecendo-a.  
— Você está fazendo isso de propósito — reclamou Cassie, mesmo enquanto se agarrava a ele. ― Quer que eu suplique...
 Ele sorriu e abaixou a cabeça para um dos seios, finalmente mordiscando-o até que todo o corpo de Cassie vibrasse.
— Se serve de consolo, estou tendo muita dificuldade de manter o controle — disse Sebastian. — Quero levá-la ao topo como ontem à noite, mas não vou fazer isso. Não desta vez.
Desta última vez... As palavras quase ecoaram no silêncio.
Cassie ignorou a realidade.
— Faça isso agora ou nunca — exigiu ela com um brilho feroz nos olhos.
— Você não está falando sério. — Sebastian trilhou beijos pelo seu corpo, descendo para a barriga, e então para o centro úmido da feminilidade.
— É claro que... estou. — Cassie arfou no momento que os lábios sensuais tocaram suas dobras inchadas. — É direito de uma mulher mudar de ideia a qualquer momento durante o procedimento.
— Conheço a lei, Cas — disse ele, abrindo-a suavemente. — Deus, você parece uma orquídea. Tão linda.
Cassie sempre se intrigara com as questões do corpo. Seus pequenos lugares secretos eram tão diferentes dos dele. Sebastian não tinha como esconder sua reação física, mas ela poderia esconder... Quase.
Homens e mulheres também eram diferentes emocionalmente. Mulheres eram mais vulneráveis no que dizia respeito a sexo. Ela sentia alguma coisa quando compartilhava seu corpo com Sebastian. Algo visceral, instintivo e totalmente consumidor. Seu coração respondia da mesma forma. Não estaria fazendo aquilo se não gostasse dele. Era um amor sem futuro mas naquela noite teria de durar para sempre.
Cassie faria durar para sempre.
Tinha vivido seis anos no inferno e conseguido sobreviver. Mais sessenta anos não seria fácil, mas pelo menos havia amado e perdido. Não era melhor do que nunca ter amado? De alguma maneira, duvidava disso.
Ela voltou ao momento presente quando a língua dele penetrou seu centro, provocou-a, levando-a a um clímax que nunca tinha experimentado antes. Seu corpo parecia desconectado da mente, enquanto sensações indescritíveis a percorriam, deixando-a sem energia, tremendo da cabeça aos pés.
— Bom? — perguntou Sebastian com um sorriso.
— Melhor do que bom — ofegou ela. — Um dos melhores...
Ele moveu-se sobre o corpo de Cassie.
— Acho que devemos colocar isso em teste, não acha?
Ela não conseguia falar. Em vez disso, observou-o vestir o preservativo, a visão do membro poderoso excitando-a novamente.
Sebastian posicionou-se sobre ela, apoiando o peso sobre os cotovelos, os olhos brilhando de desejo quando lhe apartou as pernas. Cassie arqueou a coluna para receber a primeira investida maravilhosa do corpo másculo, um gemido escapando de seus lábios no momento em que ele começou um ritmo lento e torturante. Ela enterrou os dedos nas nádegas firmes, seu ser inteiro suplicando por maior velocidade. Ele acelerou o ritmo aos poucos, a respiração ofegante a informando que Sebastian estava cada vez mais quase perdendo o controle. Ela o acompanhou o tempo todo, movendo os quadris sensualmente para encontrar as investidas. Atingiu o clímax primeiro, Sebastian liberou seu prazer em seguida, os tremores fortes ao esvaziar-se preenchendo Cassie de prazer.
Ela ouviu o som da respiração de ambos, enquanto um silêncio abençoado os envolvia no aconchego, o rosto de Sebastian pressionado contra seu pescoço, o hálito quente roçando-lhe a pele enquanto Cassie fechava os olhos e gradualmente caía no esquecimento...
Sebastian saiu de dentro dela gentilmente, livrando-se do preservativo antes de voltar para remover os cabelos do rosto de Cassie. A boca suave estava inchada pelos seus beijos, as faces coradas pelo prazer sexual. Esta era a Cassie que ele passara a amar no passado. Somente quando ela abaixava a guarda assim, era possível ter um pequeno vislumbre de quem ela realmente era. Sua Cas era uma mulher complexa e intensa. A mulher que ele nunca poderia ter.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

RESUMO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND

Queen’s Stonor era uma das grandes construções da Inglaterra que fascinava a todos que a visitava, ela pertencia à família dos Stonor e todos os membros da família acreditavam que a mansão deveria pertencer somente a eles, por essa razão, indo contra os padrões da sociedade de evitar casamento entre primos, os dois irmãos Maria Stonor e Edward Stonor decidiram realizar o casamento de Sophia Stonor (filha única de Edward) e Stonor Whitley (filho de Maria),o herdeiro sucessor da mansão caso Edward viesse a falecer, preocupado com a filha Edward passou por cima de suas convenções e aceitou o acordo com a irmã, então Sophia foi para Londres para então ser desposada pelo primo. Sophia tinha apenas 16 anos, era um encanto de menina, criada apenas com o pai, ela possuía o espírito livre e audacioso. Seu rosto era uma mistura de delicadeza e meiguice que lhe davam uma beleza estonteante, seu sorriso e olhar traíam a natureza apaixonada que herdara do pai. Ao chegar a Londres na casa de sua tia Maria, ela conheceu Stonor um rapaz de 19 anos, um homem seguro de si, apesar de ter se apaixonado perdidamente por ela, ele se apresentou a Sophia como o mais distantes de todos os homens, ela ficou decepcionada, porém ao ver Wolfe à coisa foi diferente, ali estava o mais presunçoso e arrogante dos homens, ele era ela por inteiro, ela adorou aquele olhar penetrante, que mais parecia despi-la, ao vê-la ele também se apaixonou instantaneamente, mas o objetivo dele era afrontar Stonor, pois os dois eram inimigos mortais, meio irmãos, Stonor o odiava, por ser ele o preferido do pai, e ele odiava Stonor por ser o filho legítimo, foram criados na mesma casa com acentuado antagonismo entre um e outro.Assim nasceu o triangulo amoroso que durou décadas, que arrebatou e usou uma mulher em jogo de sedução onde só o amor pode vencer. Sophia viveu com os dois, apesar da paixão avassaladora que nutria por Wolfe, ela amou apenas Stonor, e ambos a amaram com a própria vida, cada um com seu sacrifício e disputas veladas, no final 

Queen’s Stonor acabou não ficando com um Stonor legítimo, mas com um Whitley ilegítimo, e Sophia percebeu que toda luta de vida por aquela casa não passou de um mero jogo de concessões entre perdas e ganhos, onde só o amor falou mais alto. 
  No final dessa saga  Stonor se faz vencedor,  depois de conceder e esperar pela mulher de sua vida enquanto Wolfe teve toda uma vida para desejar e amar, sendo roubado pela morte nos braços daquela que sempre foi dele, mas nunca ele foi dela como Stonor o era. É um romance surpreendente, cheio de traições e armadilhas do próprio destino.


segredos, um romance marcante e polêmico

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND WOLFE FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ ... PRIMEIRA PARTE


Ambos haviam esperado por aquele momento a vida inteira. No entanto, na hora de vivê-lo, relutavam em aproximar-se um do outro. Eram como dois corredores que, depois de darem o máximo de si durante toda a corrida, não podiam fazer mais que rastejar em direção à vitória. Suas carícias eram um prolongamento deliberado do momento que viviam. Fitando-se nos olhos, eles se tocavam com movimentos leves, sem pressa, embora em seu íntimo a paixão crescesse cada vez mais.
Wolfe cobriu de beijos cada centímetro de pele macia, desde o queixo até o colo. Enquanto isso, com os olhos bem abertos, olhando sem ver as nuvens escuras que corriam pelo céu, ela acariciava os cabelos dele, macios e espessos.
Ele beijou-lhe a orelha, tomado pela necessidade de tocar, sentir o gosto e conhecer cada parte do corpo dela. Nunca experimentara um desejo tão profundo por outra mulher. Suas aventuras na Ratcliffe Highway não tinham sido mais que a busca de um alívio físico. Muito diferente daquele momento, quando seu coração, sua mente e seu corpo o incitavam a possuir Sophia, pois nunca mais viveria um prazer como aquele.
Com a ponta da língua, ele acariciou as pálpebras de Sophia, brincando com os longos cílios e excitando-se com a sensação causada por aquele contato. Mas logo seus lábios voltaram aos dela, e a troca sensual, profunda e entorpecedora recomeçou, com as línguas se tocando e as respirações se misturando, como se suas vidas estivessem se fundindo numa só.
Movendo as mãos, Wolfe abriu a camisola de Sophia, procurando o corpo macio e quente sob o tecido branco. A pele dela era como seda, e ele traçou cada curva dos ombros femininos com a ponta dos dedos, descendo aos poucos, adiando propositadamente o momento em que tocaria os seios pequenos e eretos.
De olhos fechados, correspondendo totalmente às carícias de Wolfe, Sophia pôs-se a respirar de um modo mais rápido e superficial. Desabotoando-lhe a camisa, ela encostou a palma das mãos no peito viril, acariciando-o com a mesma volúpia com que ele a acariciava.
De repente, Wolfe envolveu-lhe ambos os seios com as mãos friccionando os mamilos pequenos e rijos. Com um grito abafado ela arqueou o corpo para cima e ele saboreou com alegria a sensação de tê-la excitado tanto. Então devagar, quando ela já tremia com a doçura da antecipação, inclinou a cabeça e envolveu-lhe um dos mamilos com a boca, fazendo-a gritar de prazer.
Sophia movia o corpo, gemendo, sem ligar para mais nada, consciente apenas da presença de Wolfe e da sensualidade das carícias dele. Tomada por uma onda infinita de desejo, agarrou-o pelos cabelos e puxou-o de encontro a si.
Wolfe deslizou as mãos por baixo da camisola, moldando-lhe o corpo e explorando todos os contornos. Fora de si, Sophia murmurava seu nome sem parar. Ele já a despira por completo, e o ar da noite banhava-lhe a pele, nua, fazendo-a tremer.
Sem tirar os olhos dela, Wolfe começou a se livrar das próprias roupas.
Sophia olhou para o céu. Sentia-se gelada, apesar de estar profundamente corada, e a grama úmida, de encontro a seu corpo nu, parecia aumentar sua febre. Parara  de pensar, muito tempo atrás. A lembrança de Stonor desaparecera de sua mente, como se ele nunca tivesse existido. Deixara de analisar as coisas em função do futuro que sacrificaria, da mágoa que causaria ao pai e da casa que perderia. Só tinha importância à força vital que a guiava. Já era capaz de sentir a aproximação da mais expressão do amor, e, num contentamento absoluto, esperava que Wolfe a conduzisse ao ponto final do ato que praticavam.

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND WOLFE FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ SEGUNDA PARTE


O instante da posse foi violento. Sem fazer concessões à inocência de Sophia, Wolfe não lhe proporcionou uma iniciação gentil. Caindo sobre ela, invadiu-lhe o corpo com um movimento forte e brusco. Sophia gritou, arqueando os quadris num gesto de defesa, mas ele a silenciou com a boca, sem mais se movimentar, como se sua pressa tivesse acabado, no momento em que conseguira fundir o corpo ao dela.
Devagar, com habilidade, sabendo que a dor da invasão acabara com o prazer de Sophia, Wolfe recomeçou a acaricia-la, até que, aos poucos, a viu relaxar. Pequenos gemidos escapavam dos lábios febris, e a pressão das coxas masculinas sobre as femininas aumentou.
Faça como eu, querida – Wolfe sussurrou. Mexa-se comigo
Inexperiente, tremula, ansiosa, Sophia começou a reagir aos ensinamentos de Wolfe, que continuava a acaricia-la com sensualidade. Ela correspondeu a cada movimento com excitação cada vez maior, explorando-lhe o corpo rijo e fazendo-o gemer de prazer. De repente, o mundo parecia colorido a fogo. Gemidos escapavam de seus lábios e seus movimentos e a respiração eram cada vez mais rápidos. Wolfe, porém, desacelerou os passos, silenciando sua exclamação de protesto com um beijo.
Devagar, minha querida. Devagar...
Wolfe queria que tudo fosse perfeito, e a pressa só encurtaria o fio do prazer. A sensação tinha que se tornar tão intensa, a ponto de terem a impressão de que estavam morrendo. Pelo resto de suas vidas, aquela noite tinha que estar em sua memória.
Ele sabia que o risco da separação ainda existia. A vida era incerta. Mas, acontecesse o que acontecesse, teriam aquela noite. E ela tinha que ser o ponto alto de suas existências.
Sophia mexeu-se, relutante diante daquela desaceleração em seu ato de amor. Sua impressão era de que se aproximava vagarosamente da beirada de um penhasco, pronta a se jogar no ar, enquanto Wolfe a puxava para trás. Tão grande fora a desaceleração provocada por ele que agora gemia com cada movimento. A espiral de tensão em seu corpo chegava ao ponto insuportável e sua cabeça caiu para trás, os lábios entreabertos num longo gemido. Estava completamente diferente, irreconhecível com aquela expressão selvagem e primitiva, que transformava suas feições numa máscara de desejo. A menina cedera lugar à mulher.
Wolfe ergueu os olhos para a casa, como que chamando-a para testemunhar o que fizera. A silhueta escura, desenhada de encontro ao céu noturno, parecia fazer parte de seu ato de amor.
Então, deliberadamente, ele escalou mais um ponto na ascensão do prazer e permitiu que tudo explodisse. Juntos, eles caíram no abismo infindável do êxtase, suas vozes expressando, num soluço, uma satisfação que era quase uma agonia.

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND STONOR FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ

—Faça amor comigo Stonor. Tenha fé e se arrisque. Nós precisamos um do outro.
Parecendo estar em transe, Stonor inclinou a cabeça e beijou-a com paixão, obtendo uma resposta que o fez estremecer. Seu autocontrole sumiu, e o ardor que ele sufocava no intimo foi libertado, manifestando-se no olhar  brilhante e nas mãos tremulas com que a tocava.
A sensualidade que Stonor escondera por tantos anos emergiu. Ele explorou o corpo dela, incitando-a a fazer o mesmo com o seu.
Debaixo dele, ela se movia gemendo baixinho, deliciando-se com cada carícia. Separando-lhe as pernas gentilmente, ele a tocou na intimidade, fazendo-a gemer de prazer.
—Stonor! Stonor!!!
Com um riso rouco, ele voltou a beijá-la na boca, segurando-a pelos cabelos.
—Faz tanto tempo que quero fazer isso! Não acha  que podemos parar por aqui minha querida? Assim não haveria risco para sua vida. Podemos fazer amor de muitos jeitos sem arriscar nada.
—Não, Stonor, eu quero que você me possua!
Tomada pela paixão, Sophia arqueou o corpo de encontro ao dele. Por um segundo Stonor hesitou, mas depois cedeu. No instante da posse gemeram juntos, emocionados, imobilizados.
Sophia tinha um brilho febril nos olhos azuis. Cada centímetro de seu corpo ardia em chamas. Wolfe e o passado tinham sumido de sua mente e só havia desejo em seu olhar, quando o convidou a continuar o ato, com um movimento de seu corpo sensual.
Cedendo às exigências de seu sexo, Stonor moveu-se com ferocidade, cada vez mais depressa. Receptivo, o corpo dela correspondia a seus movimentos ajudando-o em sua escalada rumo ao orgasmo.
—Querido, querido... – Sophia gemeu, beijando-o no pescoço.
Toda a frieza e autocontrole esquecidos, Stonor fitou-a com os olhos vidrados de paixão. Sophia enterrou as unhas nas costas dele soluçando, ofegante, até que a agonia acabou.
O rosto corado de Stonor colou-se ao dela, quando ele escorregou pelas espirais do prazer e da satisfação, murmurando-lhe o nome em voz rouca. Depois, caiu de lado, respirando fundo, feliz.

Trecho do livro Emoção no Deserto de Donna Young, primeira parte

Agitada, Anna pensou em tirar o seu véu, mas hesitou. Foi assolada pela dúvida. Mesmo assim, ela o puxou e, junto com ele, o orgulho, a ansiedade.
Ela o amava. E ele iria para guerra no dia seguinte.
Já era o suficiente por aquela noite.
Deixando o véu no lugar, ela riscou um fósforo para acender uma vela. Sabia que, com a dança, o havia seduzido.
O calor formigava a parte de trás de seu pescoço. Antes mesmo de se virar, Anna já sabia que Quamar estava lá, observando, esperando.
Ele tinha obedecido.
Sem as vestes e o turbante, usava uma camisa de linho solta e aberta com apenas os dois últimos botões fechados. Ele havia aprendido que ela preferia fazer o resto.
Ele nunca pareceu tanto com um guerreiro como nessa hora. Sua postura era avantajada. Suas feições como granito, desprovidas de emoção. Suas íris pretas continuavam veladas, mas, por baixo, brilhavam afiadas de desejo, necessidade.
Uma agulhada escorregou por sua espinha abaixo, invadiu lhe a barriga e, então, desceu, até doer. Sem dizer uma palavra, Anna acendeu a vela e soprou o fósforo.
Uma tonalidade escura preencheu a tenda, trazendo a intimidade que ela queria.
— Rashid? — ele perguntou com a voz áspera, como se tivesse uma lixa contra as cordas vocais.
Ela achou a dureza confortante, calma.
— Foi passar a noite com seu pai.
Ele balançou a cabeça uma vez, mas não foi adiante. Um silêncio os rondava. A tal ponto que ela quase conseguia ouvir a batida do coração de Quamar, sentir a pulsação presa, ambas no mesmo ritmo das dela.
— Eu vou deixar você, Anna — ele sussurrou.
— Eu sei. — Ela sorriu, tentando reafirmar o que ele havia dito compensar a tristeza que envolvia as palavras dela.
— Mas não esta noite.
Com passos lentos e deliberados, foi até ela, dando-lhe outra oportunidade silenciosa para mudar de idéia.
À medida que o sorriso de Anna tornou-se mais profundo, ela foi ao seu encontro, ficando na metade do caminho, com apenas poucos centímetros separando-os.
— Por que demorou tanto? — O coração dela esmagava-lhe as costelas. Incapaz de controlar-se deslizou os dedos da barriga até o peito de Quamar. Ele tinha a pele quente e era feito de músculos, que se flexionavam e se suavizavam com o seu toque.
Ele ainda estava em silêncio. Mas, quando levantou a mão e segurou o queixo de Anna, seus dedos tremeram.
Se ela já não o amasse, se apaixonaria ali.
Ele retirou-lhe o véu, deixando que seu olhar percorresse o rosto da mulher. Seus olhos fortes, velados, escureceram de paixão, mantendo-a no lugar, roubando-lhe a respiração.
— Roh albi wa hayati wa habibi. Você é minha alma, meu coração e meu amor, Anna. — Com um gemido, ele fixou possessivamente sua boca sobre a dela.
De repente, desesperada para juntar o pequeno espaço que os separava, ela agarrou-lhe os ombros, trazendo-o para ela. A língua de Quamar deslizava dentro de sua boca, invadindo e roçando a dela, aliciando até que respondesse com um abandono totalmente selvagem.
Vagamente ela sentiu um puxão em seu cabelo, percebendo que o véu havia caído. Calafrios deliciosos desciam-lhe pelo corpo como se um material macio acariciasse seu ombro e pescoço e, então, escorregasse até o chão.
Quamar enterrou os dedos nos fios grossos do cabelo de Anna, acariciando-os. Com um grunhido, ele os puxou para trás, provando a doce curva de seu pescoço.
— Tão linda. Não pude suportar o pensamento de seu cabelo ser cortado por Elizabeth.
Os dentes dele mordiscaram-lhe a ponta das orelhas, roçando-as até que ela gritasse de prazer, então continuou seu assédio em seu queixo, pescoço, clavícula. O peito dela se esfregava ao dele de forma inquieta, seus dedos enterravam em seus ombros fortes e vigorosos.
— Quamar, por favor. — Os seios dela formigavam, os bicos do peito endureceram por antecipação.
Ele riu perversamente ao tocar a parte sensível da cavidade de seu pescoço, aumentando os arrepios pelos ombros e pelas costas abaixo.
Em um só movimento de dedos, ele abriu-lhe a túnica, deixando-a exposta ao seu olhar quente.