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quarta-feira, 15 de junho de 2011

RESUMO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND

Queen’s Stonor era uma das grandes construções da Inglaterra que fascinava a todos que a visitava, ela pertencia à família dos Stonor e todos os membros da família acreditavam que a mansão deveria pertencer somente a eles, por essa razão, indo contra os padrões da sociedade de evitar casamento entre primos, os dois irmãos Maria Stonor e Edward Stonor decidiram realizar o casamento de Sophia Stonor (filha única de Edward) e Stonor Whitley (filho de Maria),o herdeiro sucessor da mansão caso Edward viesse a falecer, preocupado com a filha Edward passou por cima de suas convenções e aceitou o acordo com a irmã, então Sophia foi para Londres para então ser desposada pelo primo. Sophia tinha apenas 16 anos, era um encanto de menina, criada apenas com o pai, ela possuía o espírito livre e audacioso. Seu rosto era uma mistura de delicadeza e meiguice que lhe davam uma beleza estonteante, seu sorriso e olhar traíam a natureza apaixonada que herdara do pai. Ao chegar a Londres na casa de sua tia Maria, ela conheceu Stonor um rapaz de 19 anos, um homem seguro de si, apesar de ter se apaixonado perdidamente por ela, ele se apresentou a Sophia como o mais distantes de todos os homens, ela ficou decepcionada, porém ao ver Wolfe à coisa foi diferente, ali estava o mais presunçoso e arrogante dos homens, ele era ela por inteiro, ela adorou aquele olhar penetrante, que mais parecia despi-la, ao vê-la ele também se apaixonou instantaneamente, mas o objetivo dele era afrontar Stonor, pois os dois eram inimigos mortais, meio irmãos, Stonor o odiava, por ser ele o preferido do pai, e ele odiava Stonor por ser o filho legítimo, foram criados na mesma casa com acentuado antagonismo entre um e outro.Assim nasceu o triangulo amoroso que durou décadas, que arrebatou e usou uma mulher em jogo de sedução onde só o amor pode vencer. Sophia viveu com os dois, apesar da paixão avassaladora que nutria por Wolfe, ela amou apenas Stonor, e ambos a amaram com a própria vida, cada um com seu sacrifício e disputas veladas, no final 

Queen’s Stonor acabou não ficando com um Stonor legítimo, mas com um Whitley ilegítimo, e Sophia percebeu que toda luta de vida por aquela casa não passou de um mero jogo de concessões entre perdas e ganhos, onde só o amor falou mais alto. 
  No final dessa saga  Stonor se faz vencedor,  depois de conceder e esperar pela mulher de sua vida enquanto Wolfe teve toda uma vida para desejar e amar, sendo roubado pela morte nos braços daquela que sempre foi dele, mas nunca ele foi dela como Stonor o era. É um romance surpreendente, cheio de traições e armadilhas do próprio destino.


segredos, um romance marcante e polêmico

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND WOLFE FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ ... PRIMEIRA PARTE


Ambos haviam esperado por aquele momento a vida inteira. No entanto, na hora de vivê-lo, relutavam em aproximar-se um do outro. Eram como dois corredores que, depois de darem o máximo de si durante toda a corrida, não podiam fazer mais que rastejar em direção à vitória. Suas carícias eram um prolongamento deliberado do momento que viviam. Fitando-se nos olhos, eles se tocavam com movimentos leves, sem pressa, embora em seu íntimo a paixão crescesse cada vez mais.
Wolfe cobriu de beijos cada centímetro de pele macia, desde o queixo até o colo. Enquanto isso, com os olhos bem abertos, olhando sem ver as nuvens escuras que corriam pelo céu, ela acariciava os cabelos dele, macios e espessos.
Ele beijou-lhe a orelha, tomado pela necessidade de tocar, sentir o gosto e conhecer cada parte do corpo dela. Nunca experimentara um desejo tão profundo por outra mulher. Suas aventuras na Ratcliffe Highway não tinham sido mais que a busca de um alívio físico. Muito diferente daquele momento, quando seu coração, sua mente e seu corpo o incitavam a possuir Sophia, pois nunca mais viveria um prazer como aquele.
Com a ponta da língua, ele acariciou as pálpebras de Sophia, brincando com os longos cílios e excitando-se com a sensação causada por aquele contato. Mas logo seus lábios voltaram aos dela, e a troca sensual, profunda e entorpecedora recomeçou, com as línguas se tocando e as respirações se misturando, como se suas vidas estivessem se fundindo numa só.
Movendo as mãos, Wolfe abriu a camisola de Sophia, procurando o corpo macio e quente sob o tecido branco. A pele dela era como seda, e ele traçou cada curva dos ombros femininos com a ponta dos dedos, descendo aos poucos, adiando propositadamente o momento em que tocaria os seios pequenos e eretos.
De olhos fechados, correspondendo totalmente às carícias de Wolfe, Sophia pôs-se a respirar de um modo mais rápido e superficial. Desabotoando-lhe a camisa, ela encostou a palma das mãos no peito viril, acariciando-o com a mesma volúpia com que ele a acariciava.
De repente, Wolfe envolveu-lhe ambos os seios com as mãos friccionando os mamilos pequenos e rijos. Com um grito abafado ela arqueou o corpo para cima e ele saboreou com alegria a sensação de tê-la excitado tanto. Então devagar, quando ela já tremia com a doçura da antecipação, inclinou a cabeça e envolveu-lhe um dos mamilos com a boca, fazendo-a gritar de prazer.
Sophia movia o corpo, gemendo, sem ligar para mais nada, consciente apenas da presença de Wolfe e da sensualidade das carícias dele. Tomada por uma onda infinita de desejo, agarrou-o pelos cabelos e puxou-o de encontro a si.
Wolfe deslizou as mãos por baixo da camisola, moldando-lhe o corpo e explorando todos os contornos. Fora de si, Sophia murmurava seu nome sem parar. Ele já a despira por completo, e o ar da noite banhava-lhe a pele, nua, fazendo-a tremer.
Sem tirar os olhos dela, Wolfe começou a se livrar das próprias roupas.
Sophia olhou para o céu. Sentia-se gelada, apesar de estar profundamente corada, e a grama úmida, de encontro a seu corpo nu, parecia aumentar sua febre. Parara  de pensar, muito tempo atrás. A lembrança de Stonor desaparecera de sua mente, como se ele nunca tivesse existido. Deixara de analisar as coisas em função do futuro que sacrificaria, da mágoa que causaria ao pai e da casa que perderia. Só tinha importância à força vital que a guiava. Já era capaz de sentir a aproximação da mais expressão do amor, e, num contentamento absoluto, esperava que Wolfe a conduzisse ao ponto final do ato que praticavam.

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND WOLFE FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ SEGUNDA PARTE


O instante da posse foi violento. Sem fazer concessões à inocência de Sophia, Wolfe não lhe proporcionou uma iniciação gentil. Caindo sobre ela, invadiu-lhe o corpo com um movimento forte e brusco. Sophia gritou, arqueando os quadris num gesto de defesa, mas ele a silenciou com a boca, sem mais se movimentar, como se sua pressa tivesse acabado, no momento em que conseguira fundir o corpo ao dela.
Devagar, com habilidade, sabendo que a dor da invasão acabara com o prazer de Sophia, Wolfe recomeçou a acaricia-la, até que, aos poucos, a viu relaxar. Pequenos gemidos escapavam dos lábios febris, e a pressão das coxas masculinas sobre as femininas aumentou.
Faça como eu, querida – Wolfe sussurrou. Mexa-se comigo
Inexperiente, tremula, ansiosa, Sophia começou a reagir aos ensinamentos de Wolfe, que continuava a acaricia-la com sensualidade. Ela correspondeu a cada movimento com excitação cada vez maior, explorando-lhe o corpo rijo e fazendo-o gemer de prazer. De repente, o mundo parecia colorido a fogo. Gemidos escapavam de seus lábios e seus movimentos e a respiração eram cada vez mais rápidos. Wolfe, porém, desacelerou os passos, silenciando sua exclamação de protesto com um beijo.
Devagar, minha querida. Devagar...
Wolfe queria que tudo fosse perfeito, e a pressa só encurtaria o fio do prazer. A sensação tinha que se tornar tão intensa, a ponto de terem a impressão de que estavam morrendo. Pelo resto de suas vidas, aquela noite tinha que estar em sua memória.
Ele sabia que o risco da separação ainda existia. A vida era incerta. Mas, acontecesse o que acontecesse, teriam aquela noite. E ela tinha que ser o ponto alto de suas existências.
Sophia mexeu-se, relutante diante daquela desaceleração em seu ato de amor. Sua impressão era de que se aproximava vagarosamente da beirada de um penhasco, pronta a se jogar no ar, enquanto Wolfe a puxava para trás. Tão grande fora a desaceleração provocada por ele que agora gemia com cada movimento. A espiral de tensão em seu corpo chegava ao ponto insuportável e sua cabeça caiu para trás, os lábios entreabertos num longo gemido. Estava completamente diferente, irreconhecível com aquela expressão selvagem e primitiva, que transformava suas feições numa máscara de desejo. A menina cedera lugar à mulher.
Wolfe ergueu os olhos para a casa, como que chamando-a para testemunhar o que fizera. A silhueta escura, desenhada de encontro ao céu noturno, parecia fazer parte de seu ato de amor.
Então, deliberadamente, ele escalou mais um ponto na ascensão do prazer e permitiu que tudo explodisse. Juntos, eles caíram no abismo infindável do êxtase, suas vozes expressando, num soluço, uma satisfação que era quase uma agonia.

TRECHO DO LIVRO SEGREDOS DE SHEILA HOLLAND STONOR FAZ AMOR COM SOPHIA PELA PRIMEIRA VEZ

—Faça amor comigo Stonor. Tenha fé e se arrisque. Nós precisamos um do outro.
Parecendo estar em transe, Stonor inclinou a cabeça e beijou-a com paixão, obtendo uma resposta que o fez estremecer. Seu autocontrole sumiu, e o ardor que ele sufocava no intimo foi libertado, manifestando-se no olhar  brilhante e nas mãos tremulas com que a tocava.
A sensualidade que Stonor escondera por tantos anos emergiu. Ele explorou o corpo dela, incitando-a a fazer o mesmo com o seu.
Debaixo dele, ela se movia gemendo baixinho, deliciando-se com cada carícia. Separando-lhe as pernas gentilmente, ele a tocou na intimidade, fazendo-a gemer de prazer.
—Stonor! Stonor!!!
Com um riso rouco, ele voltou a beijá-la na boca, segurando-a pelos cabelos.
—Faz tanto tempo que quero fazer isso! Não acha  que podemos parar por aqui minha querida? Assim não haveria risco para sua vida. Podemos fazer amor de muitos jeitos sem arriscar nada.
—Não, Stonor, eu quero que você me possua!
Tomada pela paixão, Sophia arqueou o corpo de encontro ao dele. Por um segundo Stonor hesitou, mas depois cedeu. No instante da posse gemeram juntos, emocionados, imobilizados.
Sophia tinha um brilho febril nos olhos azuis. Cada centímetro de seu corpo ardia em chamas. Wolfe e o passado tinham sumido de sua mente e só havia desejo em seu olhar, quando o convidou a continuar o ato, com um movimento de seu corpo sensual.
Cedendo às exigências de seu sexo, Stonor moveu-se com ferocidade, cada vez mais depressa. Receptivo, o corpo dela correspondia a seus movimentos ajudando-o em sua escalada rumo ao orgasmo.
—Querido, querido... – Sophia gemeu, beijando-o no pescoço.
Toda a frieza e autocontrole esquecidos, Stonor fitou-a com os olhos vidrados de paixão. Sophia enterrou as unhas nas costas dele soluçando, ofegante, até que a agonia acabou.
O rosto corado de Stonor colou-se ao dela, quando ele escorregou pelas espirais do prazer e da satisfação, murmurando-lhe o nome em voz rouca. Depois, caiu de lado, respirando fundo, feliz.