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sábado, 4 de junho de 2016

Trecho do livro O Rei Legítimo de Dahaar de Tara Pammi- Vol.2 da série Dinastia Areia e Escândalo.

[...] Ela lhe afagou o peito com mãos ansiosas e soltou-lhe os botões da camisa, deixando-a aberta. Explorou-lhe o peito com avidez, afundando as mãos nos pelos escassos que o cobriam, deliciando-se ao ouvi-lo com a respiração acelerada. A seguir, acariciou-lhe o abdome firme, traçando os contornos da cintura baixa da calça branca com os dedos, insinuando-os pelo tecido. Cada músculo dele se retesou em expectativa.

Nikhat curvou-se e beijou-lhe o peito. Azeez soltou um gemido e afundou as mãos nas mechas sedosas do cabelo dela, esforçando-se para se ater ao seu controle, enquanto ela o percorria com beijos suaves. Beijou-lhe, então, o pescoço, deixando uma trilha de fogo pelo caminho. No instante em que ele sentiu a carícia da língua dela em seu mamilo, puxou-a mais para si.

Nikhat ergueu a cabeça com um sorriso malicioso e com os dedos segurando-lhe a cintura. Os bonitos olhos castanhos, sedutoramente marcados com o delineador, brilharam de desejo. Ele lhe segurou as mechas do cabelo e olhou-a, à espera de algum sinal de dúvida. A respiração acelerada de ambos foi o único ruído no quarto. Ainda o olhando, ela se inclinou e sugou-lhe o mamilo.

O contato da língua molhada dela, a sucção de seus lábios, as curvas suaves de seu corpo roçando o abdome dele, logo acima de sua ereção... Azeez achou que perderia a batalha contra seu já frágil controle. Virou-a, deitando-a na cama.

Apoiando-se no lado bom do quadril, afagou-lhe o rosto, o pescoço, o decote da camisola. A pele dela era como seda pura. Seu peito arfante, os seios exuberantes comprimindo-se contra o cetim da camisola e a respiração acelerada cativaram-no. Beijou-lhe o pescoço, lambeu-lhe a pele e, mais uma vez, afagou-lhe o cabelo.

A visão dos mamilos dela, túmidos e comprimindo-se contra o cetim da camisola creme, produziu uma onda de lascívia nele.

– Tire a sua camisola.

Nikhat o olhou com ar ardente.

– Não vai me beijar primeiro?

Ele lhe mordiscou o lábio inferior e ela soltou uma exclamação de deleite antes de segurar-lhe os ombros e lamber seus lábios. Azeez recuou, perguntando-se se conseguiria ser gentil com ela.

– Vai discutir sobre cada simples aspecto disto também?

– Apenas não vejo por que é você quem decide o que deve...

Com um gesto rápido que surpreendeu até a si mesmo, Azeez sentou-se e puxou-lhe a camisola. Ela se rasgou, deixando os magníficos seios de Nikhat expostos ao seu olhar.

Ele a deitou na cama, sugando-lhe um dos mamilos rosados.

Nikaht soltou um gemido abafado e arqueou as costas, encorajando-o.
Azeez massageou o bico túmido com a língua, sugou-o, inalando a fragrância da pele dela, mergulhando em suas curvas. Era como se uma febre o consumisse.

– Sou eu que decido porque sou o príncipe, dra. Zakhari. Há certas áreas em que nunca vou me curvar à sua vontade, e uma cama com nós dois em cima é a primeira da lista.

Nikhat tinha um gosto melhor do que a mais erótica fantasia que já houvesse tido com ela. Em seus momentos sombrios, ele se perguntara qual seria o gosto dela, e nenhuma fantasia chegara perto da realidade.

Colocando-se de joelhos, livrou-a por completo da camisola rasgada. A visão do corpo dela inteiro com sua deliciosa fragrância pairando no ar e o ligeiro tremor nas coxas firmes apagou a lembrança de qualquer outra mulher que já tivesse tocado para tentar esquecê-la.
Nikhat pôde sentir a intensidade do olhar de Azeez em cada pedacinho do seu corpo. Moveu as mãos instantaneamente para cobrir seu sexo, chocada com sua própria audácia. Imaginá-lo indo até ali, olhando-a... A fantasia fora fácil.
Mas a realidade do olhar ardente dele acariciando sua nudez, dos tremores percorrendo a pele dela, do desejo intumescendo seus mamilos, de seu sexo latejante e úmido antes mesmo de ele a ter tocado era bem diferente de uma fantasia.

Azeez depositou um beijo demorado em seu ventre, e ela se retorceu sob o toque hábil, precisando de mais.

– Você achou que isso seria simples, não é, habeebi? – Passou a língua em torno do umbigo dela, fazendo-a estremecer de prazer.

Nikhat assentiu. A facilidade com que ele lia seus pensamentos não a surpreendeu.

Azeez afastou-lhe os pulsos do caminho. Pousou uma das mãos entre os seios dela, prendendo-a na cama, e moveu a outra acima de seus joelhos, de suas coxas, com a respiração suave entre as pernas dela. Separou-lhe os joelhos com um leve toque, e as coxas dela se entreabriram.

Quando Nikhat sentiu o nariz dele roçando suas coxas, sua respiração ficou entrecortada.

Era uma mulher experiente, mesmo com suas origens tradicionais, conservadoras. Não ficara com vergonha ou pudor quando olhara para o corpo nu de um homem pela primeira vez.

Mas agora, ao saber que a parte mais íntima de si estava exposta ao olhar ávido de Azeez, sentia a pele queimando. Ele a beijou nas coxas, e sua respiração acelerada foi prova de que se esforçava para manter o controle.

Então, ele lhe encontrou o centro da feminilidade com os dedos.

Nikhat jogou a cabeça para trás com um gemido longo, e cada pedacinho de seu ser ganhou vida numa combinação de desejo e desespero. Azeez acariciou-lhe o centro da feminilidade longa e habilmente, observando-lhe as reações, aumentando a pressão quando necessário.

– Oh, por favor – suplicou ela, quando não pôde mais suportar. Arqueou os quadris, indo de encontro ao toque, mas ele não a deixou mover-se da maneira que queria, com a rapidez que queria.

A cada vez que Azeez girava seu mamilo entre os dedos, ela sentia o calor em resposta indo em direção ao seu ventre. Mas não era o bastante.

Então, sentiu o hálito quente dele na parte interna das suas coxas, sentiu-lhe os dedos desvendando-a, sentiu-lhe uma carícia demorada da língua em sua parte mais íntima, como se fosse um banquete que estivesse prestes a devorar. Nikhat foi tomada por sensações maravilhosas, enquanto cada pedacinho de seu sexo se contraía e relaxava, e espasmos de prazer percorriam seu corpo.
E Azeez não parou. Não parou enquanto não a fez sentir cada onda de prazer possível, enquanto não ficou trêmula com a intensidade do seu clímax. Uma camada de transpiração cobriu a pele dela, e os tremores cessaram lentamente.

Colocar-se de joelhos exigiu mais energia do que tinha, mas estava determinada a não ser uma participante passiva.

Com os braços trêmulos, segurou os ombros de Azeez e deu-lhe rapidamente um beijo na boca. Desatando-lhe os cordões da calça branca, removeu-a e sentiu-lhe o membro rijo entre as mãos.

Uma nova onda de desejo percorreu-a. Ele era como aço e veludo em suas mãos, e ela queria senti-lo dentro de si, possuindo-a e, acima de tudo, encontrando prazer dentro dela. Nikhat lhe afagou os ombros e o puxou para si. Ambos caíram juntos na cama. Ela entreabriu as pernas instantaneamente para recebê-lo. O anseio de antes voltava a percorrê-la. Com um grunhido abafado, Azeez a penetrou, encontrando-lhe o bem-vindo centro do calor. E Nikhat ouviu os gemidos baixos e longos que saíram de seus próprios lábios e fechou os olhos diante de um prazer tão absoluto. 
Quando os abriu, encontrou Azeez olhando-a, ofegante, com o rosto repleto de desejo. Tomou os lábios dela com um beijo sôfrego, reavivando-lhe a necessidade premente em seu íntimo.

Ela lhe mordiscou o ombro, sentindo-lhe o gosto da pele.

– Por favor, Azeez. Eu quero mais.

Ele tornou a penetrá-la, moldando-lhe os seios junto ao seu peito.

Ela o segurou pelos quadris para se apoiar, o que o fez contrair o rosto de imediato.

– Oh, eu esqueci.

Ele lhe tocou a fronte com a sua e a beijou nos lábios com ternura. Algo brilhou em seu olhar, e Nikhat ficou infinitamente contente por estar ali com ele naquele momento.

A dor o fez comprimir os lábios.

– Não consigo me mover como eu quero. Depois dos últimos dias no deserto, meu quadril... É insuportável me mover, sustentar meu próprio peso.

Com um suspiro frustrado, ele se moveu para o lado, soltando-a, e Nikhat sentiu sua falta de imediato. Sem hesitar, beijou-lhe o rosto.

Continuou depositando-lhe beijos no peito, no pescoço, no maxilar. Deixando o pudor de lado, sentou-se em cima de Azeez e suas faces queimaram.

Ele a percorreu com um olhar tão demorado e faminto que ela sentiu o sexo úmido outra vez.

– Você é uma mulher teimosa, determinada – disse-lhe com um sorriso malicioso. – Eu havia me esquecido disso.
– Eu quero o meu príncipe e vou tê-lo, não importa como – falou ela, contente em vê-lo sorrir. Uma profunda alegria a invadiu. Outro homem, sabia, teria sentido vergonha por sua inaptidão naquele momento, teria perdido a confiança. Mas não ele. A alegria que sentia também se devia ao fato de que o homem que amara no passado começava a voltar. O homem que tinha Dahaar nas veias ainda estava vivo sob as garras da culpa e da recriminação.
Nikhat segurou-lhe a ereção e guiou-o para si, baixando o corpo lentamente. Um bem-vindo calor se espalhou pelas paredes do seu sexo, enquanto uma deliciosa fricção estimulava sua pele. Endireitou a espinha, e os olhos de Azeez foram atraídos pelos seus seios. Apoiando-se nos cotovelos, dirigiu-lhe um olhar ardente.

– Curve-se, Nikhat. Quero beijar você.

Quando ela o fez, ele fechou os lábios em torno de um de seus seios. Mordiscou-lhe o mamilo, e o anseio começou a crescer dentro dela novamente.

– Mova-se do jeito como o seu corpo quer – disse, afundando o rosto no pescoço dela. – Sou todo seu.

Cedendo aos instintos do seu corpo, Nikhat se moveu. Seus olhares se encontraram, a respiração ficou acelerada, conforme ela se moveu mais depressa, encontrando um ritmo que a levou novamente rumo ao clímax.

– Goze para mim, Nikhat.

As palavras de Azeez foram uma ordem carregada de excitação. Para acompanhá-las, insinuou as mãos no ponto em que seus corpos estavam unidos.

Os dedos bronzeados de Azeez no centro de sua feminilidade foram a visão mais erótica que Nikhat já tivera. Com as deliciosas sensações dominando-a num crescendo, apertou as coxas e continuou se movendo em cima dele. Até que um êxtase incrível a arrebatou, e ela gritou o nome dele alto.

Com as mãos nos quadris dela para lhe controlar os movimentos, Azeez guiou-a em cada arremetida, enquanto seus corpos cobertos de transpiração colidiam. Seus olhos ficaram febris de repente, e cada músculo de seu corpo se retesou. Movendo-se sem parar, Nikhat o observou avidamente enquanto o clímax o arrebatava.

A respiração dele estava alta e acelerada no silêncio do quarto, o peito arfava, cada músculo rijo tremia.

O fato de ter feito isso àquele homem poderoso, bonito, de ter sido seu corpo a fazer com que aqueles espasmos de prazer percorressem o dele, levou Nikhat a se sentir radiante, magnífica. Desabou em cima do corpo de Azeez e, quando ele lhe afastou o cabelo da testa e a beijou, ela abriu um sorriso feliz. Uma camada de transpiração lhe cobria a pele, pequenos tremores lhe percorriam as coxas, e ela ainda estava unida a Azeez da maneira mais íntima. Sorrindo, beijou a pele quente dele. 

Jamais se sentira tão bem consigo mesma como  mulher.


[...] 
Colocando o cabelo molhado para trás com uma das mãos, estendeu a outra mão para pegar uma toalha, quando Azeez apareceu subitamente na entrada do banheiro. Tinha o cabelo negro úmido e usava uma camisa branca. Observou-a com um brilho especial no olhar, como se a possuísse.

Sem dizer uma palavra, estudou-lhe o corpo nu demoradamente, e ela não se envergonhou, embora segurasse a toalha na prateleira com força.

– Saia da banheira.

As palavras ditas num tom baixo, tenso, fizeram o que o brilho ardente nos olhos dele não conseguiu. Lançaram uma onda de apreensão sobre ela, deixando-a com a pele arrepiada. Algo estava errado, algo além do fato de que ela o pressionara a reviver seu pior pesadelo porque quisera ter certeza de que tomara a decisão certa.

– Lamento quanto a ontem à noite. Não quis pressionar você.

O silêncio tenso se prolongou e, estremecendo, ela aproveitou para se enxugar com a toalha. O fogo do desejo cintilava nos olhos de Azeez enquanto lhe acompanhavam os movimentos,

porém havia algo mais que ela não compreendia.

Inclinou-se para enxugar a perna e, de repente, deu-se conta de que Azeez estava muito próximo. Conteve uma exclamação de surpresa quando ele lhe tirou a toalha da mão, jogando-a atrás de si. Segurou-a pelo pulso, puxando-a de encontro ao seu peito.

Nikhat segurou-lhe o tecido macio da camisa branca, e seus mamilos latejantes comprimiram-se contra o peito de Azeez. Somente, então, deu-se conta da intensidade da emoção que ele estava tentando reprimir. Foi algo na maneira possessiva como lhe segurou os quadris, na maneira como pressionou a ereção no ventre dela. Foi como se estivesse zangado.

Mas Nikhat não teve medo, nem tentou se soltar. Em vez disso, deu ouvidos aos anseios primitivos de seu corpo. Não houve lugar para mais nada a não ser o modo como Azeez afagou

seu rosto com o polegar, como lhe acariciou o lábio inferior. Um delicioso calor envolveu-a, os mamilos ficaram intumescidos e o sexo úmido se contraiu em resposta.

Nikhat o abraçou pelos ombros quando ele colocou o dedo polegar em sua boca. Estremecendo de prazer, sugou-lhe o dedo com vagar.

Movida pelo instinto, encostou-se mais nele, sentindo-lhe a ereção em seu ventre. Um imediato pulsar entre suas pernas a fez fechá-las com força.

Inclinando a cabeça, lambeu a curva do pescoço dele, sentindo-lhe o gosto da pele. Queria dizer algo, perguntar-lhe o que havia de errado, confortá-lo se pudesse, mas as palavras lhe faltavam, como se seu corpo estivesse sob uma avalanche de sensações, como se não pudesse processar um pensamento sequer, quanto mais falar.

Azeez pegou-a pela cintura e ergueu-a, indo posicioná-la em frente ao grande espelho que encimava o gabinete de mármore do banheiro. Uma onda de expectativa dominou-a enquanto ele se livrou da camisa.

Nikhat admirou-lhe o peito, os mamilos escuros. Quando ele baixou a calça folgada e sua ereção roçou as nádegas dela, Nikhat não pôde mais pensar em nada a não ser no anseio para senti-lo dentro de si, rumo a um mar de prazer.

Seus seios ficaram pesados, os mamilos enrijeceram diante do olhar faminto dele.

– Alguma vez você já me falou a verdade?

A pergunta de Azeez rompeu o silêncio, mas ela não pôde se concentrar porque ele descrevia círculos com o dedo em torno de seu mamilo, deixando-a ofegante. Soltou um gemido deliciado quando ele finalmente lhe beliscou o bico do seio. Tremores de excitação a percorreram, deixando-a ainda mais molhada. Segurou os pulsos dele para lhe manter os dedos em seus mamilos rijos, precisando de mais, pronta para implorar por mais. Ficou desapontada, porém, quando ele apenas moveu as mãos sobre seus seios sem tocar os mamilos e desceu mais até o ventre sem tocá-la onde ansiava por ser tocada. Conteve um soluço angustiado no momento em que percebeu o que estava acontecendo. Azeez a estava punindo. O que estava em questão ali não era fazerem amor. Era a fúria que estava dentro dele buscando uma válvula de escape. E não porque estivesse lhe negando o que ela queria. O que pretendia era ser o dominador ali. Ainda assim, ela não conseguia dizer não. Porque, se dissesse, ele pararia.

Ele lhe tocou as costas, fazendo com que se curvasse. Apoiando-se nas mãos, Nikhat inclinou-se para a frente até que seus seios tocassem a bancada de mármore do gabinete. Os mamilos endureceram com o frio, mas isso não foi nada em comparação às chamas da paixão que a consumiam.

Azeez beijou-lhe o ombro e acariciou-lhe as costas com a língua e os lábios úmidos.

– Abra as pernas – sussurrou-lhe ao ouvido.

Tomada pela expectativa, ela obedeceu. Levando a mão até a frente, Azeez afagou-a com a palma, movendo-a acima do centro de sua feminilidade. Ela estava ofegante agora, movendo seu corpo no mesmo ritmo dos afagos.

Estava tão perto do prazer absoluto; podia sentir. Seu corpo inteiro estremecia, pronto para chegar ao clímax com uma carícia certeira.

Mas Azeez não a acariciou.

Abraçou-a por trás até que sua ereção encostasse nela, e Nikhat virou a cabeça para olhá-lo. Desejo. Raiva. Fúria. Todas aquelas emoções se evidenciavam nos olhos dele.
– Por favor, não se feche para mim agora.

Mas, em vez de lhe responder, Azeez segurou-a pelos quadris e penetrou-a com uma investida longa, profunda.

Nikhat fechou os olhos e gemeu no momento em que seu corpo foi tomado pelos espasmos de um clímax incrível. Abraçando-a pela cintura com a mão, ele a segurou com força junto a si até que os tremores cessassem.

NIKHAT ESTAVA linda à sua frente, e Azeez não conseguia ver nada além de seu corpo trêmulo, nem perceber nada além da sensação de tê-la em torno de si. Afagou-lhe as costas, sentiu-lhe a pele acetinada contra as palmas de suas mãos, o corpo dela se moldando à sua vontade e ao seu desejo.

E, ainda assim, ele não estava satisfeito. A dor dentro de si não cessava.

– Azeez. – Nikhat se virou para olhá-lo da posição em que estava, acima do gabinete.

Ele estava dentro dela, dizendo a si mesmo para soltá-la, para parar antes que criasse novas mágoas.

Olhou-a, e a raiva que o impelira a usá-la daquela maneira cessou. Inclinando-se, tomou-lhe os lábios com um beijo ardoroso. Ela retribuiu o beijo com idêntico desejo, com um desespero que o tocou.

Agora, ela era sua da maneira que queria. Apenas os dois existiam juntos. Ele poderia ter morrido feliz naquele momento.

Deslizando as mãos pelo corpo sensual dela, segurou-lhe os seios e estimulou-lhe os mamilos. Nikhat arqueou o corpo na direção dele, e Azeez deu uma arremetida de volta.

O som do gemido baixo que ela emitiu, o contato dos quadris dele contra os dela, o tremor nas pernas compridas dela enquanto ele se movia de maneira ritmada... Azeez se deixou enlevar por todas as sensações criadas. Ela era perfeita para ele em todos os sentidos, como sempre presumira, e a possuiu lenta e deliciosamente até que lhe sentiu o sexo se contrair em torno de si.

A cada lenta arremetida, mergulhou mais no calor úmido dela; a cada onda de prazer que sentiu, liberou a raiva, a mágoa dentro de si.

Buscando dentro de si o restante de seu controle, beijou-lhe as costas e lhe disse ao ouvido:

– Eu teria encontrado um meio. Eu teria protegido você.

Azeez encontrou-lhe o centro do prazer e girou-o entre os dedos com gentileza. O clímax de Nikhat foi imediato e seu sexo se contraiu em torno dele, as contrações de seus músculos levando-o ao próprio clímax.

O êxtase reverberou por Azeez, fazendo-o esquecer de tudo mais, exceto a mulher em seus braços. Ainda dentro dela, segurou-a junto a si por mais um momento, inalando-lhe o perfume, provando-lhe a pele com seus lábios, deliciando-se com o calor de seu corpo.

Nikhat sentia afeição por ele. Sabia disso. E ela havia voltado e o ajudara a enxergar a luz no fim do túnel. Mas ele não se conformava com a verdade que lhe escondera, com o sacrifício que fizera.

Ela era tudo que ele sempre achara que era e, pelo mesmo princípio, ela se colocara fora do seu alcance.

Seu primeiro instinto era o de prendê-la ali, de mantê-la ali com seu poder até que não houvesse lugar para onde pudesse ir, deixá-la sem escolha a não ser ele.

Tratou de lutar contra os desejos egoístas porque não queria fazê-la sofrer. Sua natureza passional, porém, rebelou-se contra a ideia de desistir de Nikhat.

Pegando-a no colo, levou-a para a banheira outra vez. Abrindo a água, banhou-a com o sabonete de jasmim que ela adorava. Enxugou-a, embrulhou-a num robe e carregou-a até a cama.

Então, viu-lhe as lágrimas nos bonitos olhos castanhos. Nikhat pegou-lhe o pulso e o beijou enquanto ele ajeitava as cobertas.

– Durma, habeebi – sussurrou-lhe, e deixou a suíte sem olhar para trás.

Seu coração, finalmente, parecia uma pedra dura dentro do seu peito. Algo que ele estivera lutando para obter durante seis longos anos.





terça-feira, 12 de julho de 2011

Trecho do livro de Melanie Milburne- O futuro do Amor- serie Casa dos Karedes


Cassie podia sentir os poros de sua pele se abrindo para absorver o máximo dele. Podia sentir o cheiro almiscarado do corpo másculo, o calor que a estava enlouquecendo, mas ele estava indo devagar. Os beijos eram suaves, demorados. Cada carícia das mãos grandes a torturavam de modo que ela nunca experimentara antes. Sebastian segurou-lhe os seios, usando o polegar para provocar os mamilos sensíveis, até que Cassie estivesse gemendo com impaciência. Queria sentir a língua sensual sobre seus mamilos, o roçar dos dentes. Queria-o em seu interior. Ela abriu as pernas, mas ele não fez o esperado. Continuou beijando-a, na boca, no pescoço, nos lóbulos da orelha, os seios, até que ela estivesse ofegando e a ponto de abrir mão do seu orgulho, até suplicar. 
— Eu sei o que você quer e não vou lhe dar — Sebastian sussurrou entre beijos. — Ou pelo menos ainda não.
Cassie arqueou a coluna num esforço de sentir a virilidade de Sebastian mas, pela primeira vez em sua experiência com ele, fracassou.
— Se você não me possuir neste minuto, eu vou...
A risada rouca em resposta apenas aumentou o desejo de Cassie.
— Vai, o quê? Esta noite, eu vou levar o tempo que quiser. Ela gemeu baixinho, e entregou-se ao ritmo lento que Sebastian estava estabelecendo.
Havia alguma coisa especial sobre fazer sexo demoradamente, decidiu alguns minutos depois. Estava se tornando ciente de seu corpo de uma maneira que nunca acontecera antes. Sentia o fluxo de sangue no centro feminino, o quanto pulsava, implorando para ser acariciado. Ela se movimentou lentamente sob ele, tentado a preenchê-la, mas não funcionou. Sebastian continuou provocando-a, enlouquecendo-a.  
— Você está fazendo isso de propósito — reclamou Cassie, mesmo enquanto se agarrava a ele. ― Quer que eu suplique...
 Ele sorriu e abaixou a cabeça para um dos seios, finalmente mordiscando-o até que todo o corpo de Cassie vibrasse.
— Se serve de consolo, estou tendo muita dificuldade de manter o controle — disse Sebastian. — Quero levá-la ao topo como ontem à noite, mas não vou fazer isso. Não desta vez.
Desta última vez... As palavras quase ecoaram no silêncio.
Cassie ignorou a realidade.
— Faça isso agora ou nunca — exigiu ela com um brilho feroz nos olhos.
— Você não está falando sério. — Sebastian trilhou beijos pelo seu corpo, descendo para a barriga, e então para o centro úmido da feminilidade.
— É claro que... estou. — Cassie arfou no momento que os lábios sensuais tocaram suas dobras inchadas. — É direito de uma mulher mudar de ideia a qualquer momento durante o procedimento.
— Conheço a lei, Cas — disse ele, abrindo-a suavemente. — Deus, você parece uma orquídea. Tão linda.
Cassie sempre se intrigara com as questões do corpo. Seus pequenos lugares secretos eram tão diferentes dos dele. Sebastian não tinha como esconder sua reação física, mas ela poderia esconder... Quase.
Homens e mulheres também eram diferentes emocionalmente. Mulheres eram mais vulneráveis no que dizia respeito a sexo. Ela sentia alguma coisa quando compartilhava seu corpo com Sebastian. Algo visceral, instintivo e totalmente consumidor. Seu coração respondia da mesma forma. Não estaria fazendo aquilo se não gostasse dele. Era um amor sem futuro mas naquela noite teria de durar para sempre.
Cassie faria durar para sempre.
Tinha vivido seis anos no inferno e conseguido sobreviver. Mais sessenta anos não seria fácil, mas pelo menos havia amado e perdido. Não era melhor do que nunca ter amado? De alguma maneira, duvidava disso.
Ela voltou ao momento presente quando a língua dele penetrou seu centro, provocou-a, levando-a a um clímax que nunca tinha experimentado antes. Seu corpo parecia desconectado da mente, enquanto sensações indescritíveis a percorriam, deixando-a sem energia, tremendo da cabeça aos pés.
— Bom? — perguntou Sebastian com um sorriso.
— Melhor do que bom — ofegou ela. — Um dos melhores...
Ele moveu-se sobre o corpo de Cassie.
— Acho que devemos colocar isso em teste, não acha?
Ela não conseguia falar. Em vez disso, observou-o vestir o preservativo, a visão do membro poderoso excitando-a novamente.
Sebastian posicionou-se sobre ela, apoiando o peso sobre os cotovelos, os olhos brilhando de desejo quando lhe apartou as pernas. Cassie arqueou a coluna para receber a primeira investida maravilhosa do corpo másculo, um gemido escapando de seus lábios no momento em que ele começou um ritmo lento e torturante. Ela enterrou os dedos nas nádegas firmes, seu ser inteiro suplicando por maior velocidade. Ele acelerou o ritmo aos poucos, a respiração ofegante a informando que Sebastian estava cada vez mais quase perdendo o controle. Ela o acompanhou o tempo todo, movendo os quadris sensualmente para encontrar as investidas. Atingiu o clímax primeiro, Sebastian liberou seu prazer em seguida, os tremores fortes ao esvaziar-se preenchendo Cassie de prazer.
Ela ouviu o som da respiração de ambos, enquanto um silêncio abençoado os envolvia no aconchego, o rosto de Sebastian pressionado contra seu pescoço, o hálito quente roçando-lhe a pele enquanto Cassie fechava os olhos e gradualmente caía no esquecimento...
Sebastian saiu de dentro dela gentilmente, livrando-se do preservativo antes de voltar para remover os cabelos do rosto de Cassie. A boca suave estava inchada pelos seus beijos, as faces coradas pelo prazer sexual. Esta era a Cassie que ele passara a amar no passado. Somente quando ela abaixava a guarda assim, era possível ter um pequeno vislumbre de quem ela realmente era. Sua Cas era uma mulher complexa e intensa. A mulher que ele nunca poderia ter.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Trecho do livro Oásis de Sedução de Donna Young

A porta se abriu. Ela olhou para trás de Jarek e viu que Ivan não estava mais à porta. Jarek entrou, virou-se e fechou a porta. Estava com o olhar firme e tinha olheiras. Ele aguardou com a mão na maçaneta, dando a ela tempo de sobra para fazer objeção.
Estava mais do que nunca parecendo um guerreiro. A postura grandiosa, o corpo rígido, as feições fechadas. Suas íris negras faiscaram, intensas de desejo e, ela pensou com tristeza, de fúria também.
— Bash?
— Depois. — Ele balançou a cabeça, nitidamente contendo a raiva. — Preciso que seja depois.
Ela assentiu e Jarek quase suspirou de alívio. Então, num estalar de dedos, os demônios do passado e do presente voltaram para os cantos escuros de onde vieram. E com eles sumiram as incertezas dele, suas perguntas e suas responsabilidades.
— Não sabia se você vinha. — Lentamente, ela tirou o casaco dos ombros e jogou em uma cadeira. — Que bom que veio.
Jarek se forçou a ficar em pé.
Ela ainda estava com o mesmo vestido do baile. O cetim brilhava à luz da lareira. O tom de esmeraldas líquidas e escuras do vestido fluía pelo corpo dela e o tecido lhe envelopava o corpo como uma segunda pele.
Sarah tirara os sapatos. De onde ele estava, viu as pontas dos dedos dos pés dela escapulindo debaixo da barra do vestido. Lentamente, ela baixou as alças dos ombros e levantou os braços.
— Pare. — A palavra saiu da garganta dele em um tom grave e rouco, vibrando com a força controlada.
— Tudo bem. — Ela já não mais denotava nervosismo na voz, que agora emanava segurança feminina. Caminhou descalça em direção a ele com o vestido se agarrando às curvas, cobrindo tudo, exceto os ombros.
Sarah parou a menos de 15 centímetros de seu corpo. O desejo lhe sombreara os olhos, que agora exibiam um tom turbulento de verde. Ela o absorveu com seus olhos maliciosos e ardentes.
— Vamos fazer isto juntos.
Jarek chiou. Foi tomado pelo desejo, tremor após tremor, e assim ela passou a dominar a situação.
Ela pegou a mão direita dele e levou os dedos aos seus lábios. Gentilmente, beijou cada dobra dos dedos, beijos leves como borboletas que o fizeram apertar a mão e retesar o corpo.
Rindo graciosamente, ela pegou o dedo médio dele e o esticou. O verde de seus olhos ganhou um tom maliciosamente sombrio quando ela introduziu o dedo na boca, lambendo-o por inteiro, sugando, brincando, mordiscando.
O desejo se derramou sobre ele como lava, invadindo-lhe as veias e quase o fazendo cair de joelhos.
— Pronto? — Sem esperar resposta, ela levou os dedos ao coração. Ele bateu uma vez, e duas, sob a palma da mão dela, até que ela pegou as duas mãos dele e as colocou sobre os seios.
Os polegares dele lhe roçaram os mamilos, duros e lisos sob o cetim. Ela respirou mais fundo e os seios incharam.
Como se dotadas de vontade própria, suas mãos lhe desceram o corpo vagarosamente, tirando o vestido de cetim da pele sedosa.
Usando as dobras dos dedos, ele traçou o contorno de suas costelas, das laterais, da delicada concavidade onde se encontravam o quadril e as coxas. Com um só puxão usando o polegar, ele fez o tecido fino cair aos pés dela junto com o vestido. Sarah oscilou o corpo, chegando mais perto, e o domínio da situação se reverteu novamente.
Insatisfeito com a distância entre os dois, Jarek desceu o braço até o traseiro dela e a levantou, apertando-a contra o peito.
— Você ainda está de roupa — sussurrou ela enquanto envolvia o pescoço dele com seus braços e mergulhava os dedos em seus cabelos grossos e fartos.
Ele abocanhou um dos mamilos e sugou até ela ronronar de tanto prazer. De repente, ela se soltou e escorregou pelo corpo dele abaixo, curvando-se quando as mãos dele lhe acariciaram da base da espinha ao ponto sensível entre as omoplatas.
— Minha vez. — Um por um, ela foi abrindo os botões da camisa dele, largando beijinhos na pele firme. Ela então foi tirando a camisa pelos ombros, parando apenas ao alcançar os pulsos.
— Não — sussurrou ele com a voz rouca de excitação.
— Shh... — Ela lhe beijou os lábios graciosamente, e ele sentiu seu hálito doce na boca. Então ela puxou e a camisa foi ao chão.
Ela lhe beijou o queixo. Deslizou os lábios pela clavícula. Ele a segurou pela nuca e seus dedos lhe adentraram as madeixas pesadas que batiam nos ombros. As pontas dos cabelos lhe roçaram o peito enquanto ela passava os lábios no mamilo marrom e liso, parando só um pouquinho para brincar mais antes de prosseguir.
Lentamente, ela beijou o músculo rígido entre o pescoço e o ombro. Jarek esperou, prendendo a respiração. Nas pontas dos pés, ela deu a volta e foi para trás dele, largando um rastro de beijos levíssimos em ambas as extremidades dos ombros e na nuca.
As mãos de Sarah foram lhe subindo pelos braços, segurando-o com força enquanto ela apertava o peito contras as costas dele. Jarek grunhiu sentindo o doce prazer que lhe atingiu no ponto mais profundo de si. Fazia muito tempo que suas cicatrizes não sentiam outro toque além do toque do tecido das roupas que vestia. Com os lábios e os dedos, Sarah acariciou cada reentrância, deixando sua marca, afastando os demônios de vez.
Finalmente, Jarek não aguentou mais. Ele virou o corpo, colocou o braço debaixo das pernas dela e a levantou. Embalou-a novamente junto ao peito. Sua boca encontrou a dela em um longo e doce beijo que deixou a ambos sem fôlego.
Com uma gentileza da qual ela jamais imaginou que ele fosse capaz, ele a colocou no meio da cama. Ela se apoiou sobre um cotovelo, os olhos pesados de desejo, observando-o tirar a calça.
Sarah viu os músculos firmes que formavam seu físico. As coxas rijas, o peito bem esculpido. Mas foi o desejo naqueles olhos escuros que a fez levantar os braços.
Pouco depois, ele a apertou sobre o colchão, carimbando seu corpo contra o dela. Como ela acabara de fazer minutos antes.
Ele cavou fundo para encontrar uma ternura que não se permitia usar fazia muito tempo. Uma ternura que ela precisava sentir tanto quanto ele precisava dar.
Como se lendo seus pensamentos, Sarah abriu as pernas, encaixando-o no vértice úmido entre elas.
Um gemido grave brotou do fundo do peito de Jarek. O sub tom indicava uma emoção tamanha que ameaçava partir o coração dele. Sarah lhe puxou os cabelos, empurrando-lhe a boca para baixo, para sua boca.
— Vou fazer melhor, Jarek — sussurrou. — Juro.
Ele a beijou primeiro lentamente, deixando o desejo crescer até suas bocas se moverem juntas. Selvagens. Eróticas.
A mão de Jarek desceu, adentrando o triângulo entre as pernas. Ele sentiu o calor na palma da mão e então usou o polegar, fazendo movimentos circulares gentis até ela começar a balançar o corpo, querendo mais. Sarah começou a massagear os músculos tensos das costas dele, acarinhando a pele trêmula e suada até o desejo espetar a base da espinha de Jarek, e todos os nervos de seu corpo gritaram, pedindo libertação.
Ela tremeu debaixo dele. Sua respiração começou a ficar entrecortada enquanto lutava para controlar o maremoto que ameaçava derrubar o controle de ambos.
— Jarek — sussurrou ela, cravando os olhos agitados nos dele. — Não posso. Por favor.
Ele a adentrou de uma só vez. Depois ficou olhando o verde de seus olhos perdendo o foco para o prazer.
Seus movimentos se coadunaram e ele encontrou a ternura que temia encontrar: ela estava em cada investida fluente e macia.
Pela última vez o domínio da relação foi trocado novamente, mas agora nenhum dos dois estava dominando.
Mas não se importaram com isto. A liberdade compensava. Eles foram com tudo até o limite, explodindo sobre o controle. Agarrados um ao outro, caíram num abismo tranquilo... onde só existiam os dois.