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sábado, 4 de junho de 2016

Trecho do livro O Último Príncipe de Dahaar de Tara Pammi- Vol.1 Da Dinastia Areia e Escândalo- Harlequin

[...]O cheiro da pele de Ayaan parecia penetrar no seu sangue e desencadear algo além do simples desejo físico.

Zohra tocou-lhe o peito, sentiu a firmeza dos seus músculos e se ergueu até se sentir totalmente envolvida pela força do seu corpo. Soltou um suspiro e abraçou-o, esperando ser rejeitada, mas ele a abraçou com força. Ela sentiu um nó se formar na garganta e fechou os olhos. Por apenas um segundo, aquele abraço resumia tudo que ele era.

Ela sentiu que ele subia a mão pelo seu pescoço, enfiava os dedos em seu cabelo e beijava a sua testa. Sentiu o calor do seu suspiro de alívio sobre a pele, abafou um gemido e escondeu o rosto no ombro de Ayaan.

– Você tem um cheiro maravilhoso, latifa.
Zohra não teve controle sobre o que fez a seguir. Abriu a boca e lambeu o peito dele. Sentiu o calor aquecer sua pélvis e se concentrar no meio de suas pernas. Ele tinha um gosto doce e salgado que ela nunca sentira.
Ayaan estremeceu, e as batidas aceleradas do seu coração ressoaram nos ouvidos de Zohra.

– Eu quero tanto estar dentro de você, que chega a me doer fisicamente... – O desejo que vibrava na voz dele pareceu envolvê-la. Zohra abraçou-o pelo pescoço. – Mas, Ya Allah, Zohra, depois de tudo que viu, você ainda quer fazer isso? – Ele encostou a cabeça no seu pescoço, segurando-a de maneira possessiva, enquanto lutava contra ele mesmo, contra a honra que estava em seu sangue. – Se eu tocá-la, não terei forças para parar.

Ao pensar que ele poderia ir embora, Zohra sentiu o coração se apertar.

A imagem de Ayaan com as mãos na cabeça e o rosto coberto de angústia, como o vira antes, deveria afugentá-la, mas, pela primeira vez, ela percebera o peso do dever que ele carregava com orgulho e com elegância, compreendera a honra que ele via em dar tudo de si e a batalha que ele travava a cada dia, sem se queixar.

Porque ele nascera para fazer aquilo. Aquela era a sua realidade. E ela ansiava por fazer parte dela.

Ela queria lhe dar prazer, queria ser o alívio que ele procurava, queria estar com ele porque, pela primeira vez, desde que se lembrava, ela não se sentia em conflito, confusa, e tinha certeza de que aquilo estava certo.

– Ayaan... – suspirou ela, imaginando por que seu coração sempre escolhia o caminho mais difícil. – Eu não estou aqui porque me ensinaram que eu não deveria fazer isso, por querer ultrapassar os limites ou por querer atingir alguém. Eu estou aqui porque quero fazer isso.

Ela murmurou o nome dele repetidamente, junto ao seu peito, ouvindo as batidas do seu coração. Desceu as mãos pelo seu peito, adorando sentir que ele contraía os músculos.

Ayaan estremeceu e praguejou. Ainda segurando seu cabelo, ele fez com que ela se levantasse. Em seus olhos havia o brilho de vários sóis, do seu desejo, de seus demônios e de suas lutas. Tudo estava à mostra para que ela pudesse ver. Naquele instante, ele lhe tirava o fôlego, e Zohra não sabia como se segurar, como evitar se perder nele.

Ele soltou um gemido desesperado.

– É o que eu queria, mas não tenho preservativos, Zohra, e não posso me arriscar a...

– Faz muito tempo que eu tomo anticoncepcional – confessou ela, sem conter o nervosismo. Ele olhou para ela, sem nada dizer. Zohra se questionou se a perfeição daquele momento iria

se estragar.

– Ayaan, eu sei o que você está...

– Shh – disse ele, segurando o rosto dela. – Você me quer como eu sou, não é, Zohra? – Ela concordou, sentindo o coração bater na garganta, percebendo que caminhava no limite entre o querer e algo mais forte, que maculava a beleza do homem que a segurava. – Eu também quero você do jeito que você é.

Ele puxou-a até seus lábios ficarem a centímetros de distância. A expectativa a revirava por dentro, seus músculos amoleciam. Ela sentiu os lábios quentes e macios de Ayaan tocarem os seus. Ele a segurou pelos quadris e lambeu seu lábio, mordiscou-o, voltou a lambê-lo exigindo, apossando-se de sua boca e perdendo totalmente o controle. E voltou a fazer isso tudo, até que suas respirações se misturaram e suas bocas se fundiram, até deixar um pedaço de sua pele encravado na dela.
De vez em quando, ele a deixava respirar, e Zohra voltava a se entregar.

Uma lambida erótica, um toque da palma da mão em seu corpo, um sussurro pecaminoso em seu ouvido, e ela se perdia em um mar de sensações e o agarrava pelo cabelo, pressionava o corpo contra o dele e lhe acariciava as costas.

– Por favor, Ayaan... – Ela implorou com voz trêmula.

Ele passou as mãos por seus ombros, por seus braços, com um olhar intenso de desejo.

– Eu não tenho lembranças do corpo de outra mulher, Zohra, não me lembro de já ter sentido esse tipo de desejo. – Ele lambeu a veia que pulsava na garganta de Zohra e alimentou a chama do seu desejo. – Você sabia o quanto eu queria sentir o seu gosto e quantas vezes eu fiquei do lado de fora da sua porta, lembrando os motivos pelos quais não podia entrar? – Ele sugou a garganta de Zohra, e ela se derreteu. – Eu a expulsei do meu quarto, mas o seu perfume ficou no ar. – Ayaan pegou nas mãos dela e colocou-as sobre a sua ereção. Ela se sobressaltou e sentiu o calor entre as pernas se intensificar quando pensou que logo ele estaria dentro do seu corpo. – Faz um mês que eu não consigo me tocar porque só penso em ser tocado por você e por sua boca. – Ao saber dos pensamentos eróticos que ele tivera com ela, Zohra sentiu a umidade se espalhar pelo vértice das coxas. Tocou-o, e Ayaan se afastou e segurou na mão dela. – Não, Zohra. Você só vai me tocar depois de eu ouvir seus gemidos e de ter acariciado todo o seu corpo e lambido o meio das suas coxas.

Zohra prendeu a respiração. Ayaan desceu a boca pelo seu pescoço, lambendo-a, beijando-a, excitando-a cada vez mais.

Ela estava tão perdida no que ele fazia com a boca, em como ele seguia a curva do seu seio, que só reparou que ele segurara a barra da sua camisola, quando ele a tirou pela sua cabeça. Zohra cobriu os seios instintivamente, mas ele continuou olhando para baixo, e ela acompanhou o seu olhar. Sua calcinha de seda creme era tão minúscula que mal a cobria e tinha o cós enfeitado por pequenas pedras que refletiam a luz.

– Eu... – Zohra suspirou quando ele passou o dedo sobre o cós. – A estilista fez as minhas malas. – Ayaan espalmou a mão sobre a calcinha, e ela pressionou o corpo contra seus dedos, ansiando por mais. Ele beijou-lhe a testa e pressionou os dedos sobre seu corpo. Ela soltou um soluço e mordeu o ombro dele.

– Eu pedi que preparassem você para mim. Lembre-me de agradecer à sua estilista.

O tom malicioso era tão excitante quanto os dedos dele, e Zohra voltou a arquear o corpo.

Os olhos de Ayaan ficaram mais escuros que o deserto ao anoitecer e se voltaram para seus seios e para seus mamilos endurecidos. Ela fechou os olhos, ouviu-o ofegar e sentiu uma onda de satisfação.

– A minha imaginação não lhe fez justiça, Zohra. Sabe quantas vezes eu imaginei seus seios? Ela sentiu que ele tocava a curva do seu seio e gemeu. Ele segurou seus seios e circulou seu mamilo com os dedos, e ela estremeceu. Sentiu o calor da boca de Ayaan no meio dos seios e percebeu que ele continha a respiração, quase com reverência. 
Zohra começou a tremer e sentiu as pernas se dobrarem. Ele passou o braço pela sua cintura e a segurou. Ela sentiu os seios se avolumarem, a garganta ficar seca, a respiração, ofegante, mas ele continuou a provocá-la, sem tocar seus mamilos, até que ela soltou um soluço rouco e pegou na mão dele. Ayaan segurou seu pulso e beijou-a.

– Abra os olhos, Zohra.
Ela olhou para baixo, viu-o tocar seu mamilo com a ponta dos dedos, sentiu uma onda de prazer indescritível e gemeu.

– Veja o que eu estou fazendo com você – mencionou ele em tom rouco e excitante.

A visão era tão fascinante que ela não conseguiria fechar os olhos, nem que ele pedisse. Ele apertou seu mamilo, sugou-o e empurrou-a sobre a cama. Ela gritou o nome dele e o som ecoou na tenda e, provavelmente, pelo deserto. Zohra segurou-o pelo cabelo e pressionou sua cabeça contra o seio, num apelo desesperado.

Ele a sugou mais avidamente, até que tudo que ela podia ver, sentir e ouvir era o ruído da sua boca. O prazer se apoderara de todos os seus sentidos.

Ayaan fez com que ela se deitasse na cama e beijou sua barriga. Pegou um lenço de seda e, antes que ela percebesse, fez com que ela esticasse os braços acima da cabeça e amarrou seus pulsos delicadamente. Beijou-a e colocou alguns travesseiros sob sua cabeça.

– Para você poder ver o que eu estou fazendo com você.

Ela sentiu o calor se espalhar pelo corpo, enquanto ele beijava o contorno da sua calcinha, descia-a por suas pernas e se inclinava sobre ela.

– Olhe para mim, Zohra – ordenou ele, com a voz tão carregada de desejo e de satisfação, que a fez vibrar.

Zohra olhou para ele, conteve a respiração e tentou soltar os pulsos. Queria tocá-lo e retribuir o prazer que ele estava lhe dando. Ayaan roçava as pontas dos dedos na parte interna de suas coxas, com a expressão primitiva de um guerreiro conquistador.

E, então, ela sentiu que ele colocava a boca na parte mais íntima do seu corpo e a lambia. Zohra ergueu o corpo da cama, tremendo, o prazer se espalhando dentro dela com tamanha

intensidade que seus quadris se mexiam por conta própria. Ela gritou alto quando ele a lambeu demoradamente e depois beijou-a, fazendo com que ela gravasse a imagem de sua boca contra a carne trêmula. Ele continuou a provocá-la até que seu corpo fosse atravessado por espasmos. 


Ela emitia sons, às vezes, um soluço, um gemido, às vezes dizia o nome dele, implorando, pressionando a cabeça no travesseiro. Zohra tinha a sensação de que a excitação iria fazê-la sair da pele. Aumentava, quando ele a tocava, diminuía, quando ele deixava de tocá-la por um segundo.

O orgasmo a atingiu com a força de uma tempestade. Ela tentava sorver o ar, mas soluçava, produzindo um ruído rouco que soava erótico. Ondas de prazer, agudas e de tirar o fôlego, pareciam virá-la do avesso. Mas Ayaan não parava. Segurava-a pelos quadris e continuava a acariciá-la com a língua até extrair cada gota de prazer do seu corpo, até que ela se tornasse uma massa trêmula de sensações.

Quando os tremores do clímax se acalmaram, Zohra se deixou cair sobre a cama e sentiu um arrepio, desta vez, de inquietude, lhe subir pelas costas. Ainda com as mãos amarradas acima da cabeça, ela se virou de lado, sentindo-se subitamente envergonhada.

Ayaan afastou o cabelo úmido que caía sobre a sua testa e beijou sua têmpora, acariciou a curva do seu quadril, suas pernas, suas costas. A maneira como ele a acariciava acalmava algo dentro dela, que não deveria precisar ser acalmado.

– Zohra?

Ouvi-lo dizer o seu nome aqueceu-a internamente, e ela percebeu que ele lhe fazia uma pergunta. Zohra concordou com a cabeça e lhe mostrou os pulsos amarrados.

Ele sacudiu a cabeça com um olhar de pura arrogância masculina.
– Eu nunca vi nada mais erótico que você tendo um orgasmo. Acho que posso ficar viciado nisso.
Ele a beijou, e Zohra sacudiu a cabeça.

– Acho que o acampamento inteiro me ouviu, Ayaan – Tem alguém...

– Ninguém que esteja perto o suficiente, ya habibati – respondeu ele, adivinhando a pergunta que ela iria fazer, virou-a de frente e se colocou em cima dela.

Ele era pesado, mas sentir seu preso era um prazer.

– Ayaan?

Ele enterrou o rosto no seu pescoço.

– Hã...?

Ela ia falar, mas desistiu porque o medo obstruíra sua garganta. As sombras sempre presentes nos olhos de Ayaan haviam desaparecido, e ela não queria arriscar a fragilidade daquele instante, mencionando outra pessoa.

– Eu queria uma coisa...

Ele segurou-a com maior firmeza.

– Esta noite você terá tudo que quiser, ya habibati.

– Eu queria tocar sua cicatriz, beijá-la, lambê-la. – Ayaan suspirou junto ao seu seio e, em seguida, desamarrou suas mãos e deitou-se na cama.

Ela ficou admirando o seu corpo, com a respiração ofegante. Seu cabelo estava caído sobre a testa. Ele esticara os braços acima da cabeça. Seu torso largo se estreitava na cintura, e seu abdome era reto. A parte inferior do seu corpo estava escondida sob a calça de moletom, e a sua pele cor de oliva brilhava de suor. Era uma imagem que ela guardaria para sempre.

Zohra se deitou de lado e passou os dedos sobre a cicatriz enrugada. Sentiu as lágrimas lhe subirem aos olhos, mas controlou-as. Naquele momento, não havia lugar para a compaixão.

– Como você ficou com essa cicatriz? – indagou ela baixinho, encostando o rosto na pele de Ayaan, sentindo o seu perfume cítrico. Ele enfiou os dedos no cabelo dela.

– Eles me amarraram com uma corrente de ferro cheia de nós – respondeu ele simplesmente. Zohra abafou uma expressão de terror e chegou para mais perto dele, roçando os seios contra

o seu peito, enquanto beijava a cicatriz. Sentiu que ele lhe puxava o cabelo e que contraía o peito, e levou alguns segundos para entender que ele tinha gostado.

Ela se apoiou sobre o cotovelo, passou a língua ao longo da cicatriz e cobriu-a de beijos.

– Vire-se.

Para satisfação de Zohra, ele se virou. Livre do seu olhar, ela se tornou mais ousada, se ajoelhou e beijou a cicatriz que lhe atravessava o torso e roçou os seios em sua pele. Desta vez, os dois gemeram.

– Vire-se de novo – murmurou ela. Ele se virou.

Ela se inclinou para beijar o outro lado, passou a mão em seu peito e desceu-a pela sua barriga, até alcançar a sua ereção. Ayaan soltou um gemido rouco e ergueu os quadris. Ela o tocou e sentiu uma onda de calor atingi-la.

Antes que ela percebesse, ele se colocava em cima dela e a encarava com os olhos brilhando de desejo e de algo mais, que atingia o coração de Zohra e a envolvia.

– Você não me pediu permissão para fazer isso.

Era o brilho de contentamento, ela percebeu, pensando que era uma dádiva à qual deveria se agarrar.
Quando Ayaan a beijou, Zohra percebeu que o ritmo do seu beijo mudara. Ele passava a mão pelo seu corpo cuidadosa e eroticamente, mas com uma ânsia que parecia estar fora de controle. Quando ele se colocou entre suas coxas e ela sentiu que ele tocava o seu corpo, Zohra esqueceu seus pensamentos e se perdeu outra vez.
Aquilo seria o suficiente?

A pergunta insistente se misturava ao desejo que corria no sangue de Ayaan.

Tinha de ser, ele respondeu arrogantemente, para si mesmo. Afinal, aquilo era sexo.

Zohra podia ser bem diferente das mulheres que ele conhecia, mas o seu corpo estava se deleitando de prazer por simplesmente poder tocá-la e beijá-la.

Ayaan correu a boca pela garganta de Zohra, deleitando-se com o seu gosto. Ela automaticamente afastou as coxas e acolheu a sua ereção. Foi o bastante para que ele perdesse o último traço de controle.

Zohra contorceu o corpo e soltou um gemido rouco. Seus seios roçavam o peito de Ayaan, aumentando o seu estado de excitação. Ele lambeu seu mamilo e ela arqueou o corpo e gritou o nome dele, num tom gutural.

– Por favor, Ayaan... Eu quero tocar você, preciso...

Ele balançou a cabeça, passou o dedo entre suas pernas e colocou-o dentro do seu corpo. Sim, ela estava pronta para ele, e ele queria lhe proporcionar prazer novamente, mas foi dominado por seu próprio desejo.

– Abra as pernas, Zohra – falou ele, sem reconhecer o tom da própria voz.

Quando ela fez o que ele pedia, Ayaan segurou-a pelos quadris e, com um só movimento entrou no seu corpo.

Zohra viu estrelas ao sentir a pressão dentro do corpo e contraiu todos os músculos. Ele ia se movimentar, quando percebeu que ela estava paralisada. Olhou para ela, viu a verdade em seus olhos e ficou chocado.

– Entre todas as mentiras que você poderia contar, Zohra...! – exclamou Ayaan, praguejando. O desgosto afetava o prazer, mas apenas um pouco. Ele sentiu as coxas tremerem por ter de se manter parado e começou a recuar com imenso cuidado, tentando ser delicado. Esticou-se e beijou-a carinhosamente, ao sentir


 que ela se encolhia.

– Fique parada, Zohra – resmungou ele, suando por causa do esforço de permanecer parado. Mas claro que sua mulher não lhe deu atenção.

– Não está doendo, Ayaan, não mais. A sensação é... – Ela o segurou pelos ombros e ergueu os quadris. – Ahhh... É uma sensação de completude, tão gostosa... Por favor, continue...

Ele sentiu uma onda de fogo descer pelas costas, praguejou sonoramente e voltou a pressionar o corpo contra o dela. O gemido rouco de Zohra pareceu esfolar sua pele, deixando-o concentrado apenas em suas sensações.

A excitação se espalhava pelo seu corpo, atingia seus nervos, até nada existia além do calor de Zohra, sua esposa. Ayaan se deixou controlar pelo ritmo do próprio corpo e começou a se movimentar sem nenhuma gentileza, sem pensar nas palavras que saíam de sua boca. Zohra acompanhava o seu ritmo e emitia sons cada vez mais cheios de ânsia, mas ele resolveu esperar até que ela obtivesse prazer, acariciou-a com os dedos e ela explodiu, contraindo os músculos em torno dele. Ayaan investiu mais uma vez e também explodiu em um orgasmo que atingiu todos os seus nervos.

Ele se soltou em cima dela e, assim que os dois se acalmaram, ele pensou que havia algumas coisas a esclarecer. Ainda com os corpos ligados intimamente, ele rolou em cima da cama, invertendo a posição em que estavam. Zohra imediatamente cobriu os seios e corou intensamente.


– Você era virgem – puxou ele as mãos com que ela cobrira os seios e voltou a ficar excitado ao ver seus mamilos rosados. 

sábado, 2 de abril de 2016

O Preço do Desafio de Maisey Yates ( mais uma história de sheik)

— Como ousa? — Repetiu. — Que audácia querer que o deseje! Deveria odiá-lo. E matá-lo.
Entretanto, se inclinou para frente e implorou pelos lábios dele, mesmo com Ferran tentando empurrá-la para trás. Ele passou um braço pelas suas costas e a prendeu pela nuca, enfiando os dedos em seus cabelos e afastando sua boca.
— Por que faz isso, Samarah? — Disse com voz rouca.
— Não sei mais o que fazer — retrucou-a. — O que mais posso fazer?
— Deve fugir de mim, garotinha — explicou ele com expressão séria.
Mas Samarah o modificara.... Não era mais uma casca vazia. Algo despertara em seu íntimo.
Paixão.
Uma paixão que Samarah deveria temer, mas que não temia. Não tinha medo dele.
— Não fujo — declarou ela encarando-o. — Permaneço firme e enfrento todos os desafios. Pensei que já soubesse disso a meu respeito.
— Deveria fugir desse desafio — insistiu ele. — E se proteger de mim.
Ela quis se aproximar de novo, mas ele a empurrou, pregando-a ao encontro da parede.
— Não me assusta, Ferran Bashar.
— No que diz respeito à sua família, sou a própria morte. Se tivesse juízo, fugiria deste quarto, deste palácio, e não usaria meu anel.
O coração dela parecia sair pela boca e a dor a dominava. Não podia se afastar dele. Seria fácil se livrar de seus braços se assim o desejasse. Um golpe bem dado o faria cair no chão, mas ela não queria se libertar. Nem mesmo agora.
— Quer que eu fuja covarde? É você quem tem medo? — Perguntou. — Eu sou uma grande tentação?
Ela acabava de cruzar o limite.
Os lábios dele esmagaram os seus, o aperto em seus cabelos se intensificando. Não era um beijo agradável. Era para assustá-la. Uma demonstração da paixão perigosa que Ferran sentia, entretanto, Samarah não se assustou.
Ao contrário, correspondeu ao beijo, incentivada por todas as emoções que a dominavam e pelo desejo que crescia em seu íntimo desde que o revira. Desde o momento em que penetrara no palácio em busca de vingança.
Desejara-o desde então, mas fora muito inocente para perceber. O véu fora rasgado e agora enxergava. E o escudo com que envolvera seu coração desaparecera.
Porque não podia mais odiar Ferran. Nem mesmo com essa nova revelação sobre a morte de seu pai. Tudo que Samarah via era o que ambos haviam perdido. Tudo que sentia era a dor de ter perdido o pai que idealizara; o homem que fora um deus para ela se transformara em um monstro que matara uma mulher indefesa. E a única coisa que conseguia fazer era deixar que as emoções aflorassem.
Pelo menos um beijo era uma maneira de agir.
Embora, agora que toda a paixão se relevara intensa como um furacão, perguntava-se se os dois iriam sobreviver.
Ferran se afastou, erguendo os pulsos de Samarah encostados na parede. Seus olhos escuros brilhavam.
— Por que não foge de mim?
— Porque tenho uma dívida a cobrar — respondeu ela respirando com dificuldade. — Você roubou minha vida, e depois me deu isso — murmurou se referindo ao desejo que sentia agora. — Nunca havia beijado um homem porque só sentia desconfiança e receio deles. Precisava me resguardar porque não tinha ninguém que me protegesse. Não podia pensar nem desejar nada além de comer e beber. Então me deve isso, sheik. E vou ter você porque quero. Você me deve isso, e pagará com seu corpo.
— Então deseja minha paixão, Samarah? Depois de tudo que lhe revelei?
— E não tenho direito? Você despertou meus instintos e agora exijo a satisfação.
Raiva, desejo, angústia se misturavam no coração dela como tentáculos, formando um nó que tudo consumia exceto o desejo cego e sombrio.
— Quer se satisfazer? — Perguntou ele com a voz rouca e baixa, encostando os quadris aos dela, a ereção enorme ao encontro do ventre de Samarah.
— Exijo isso — replicou ela.
Ele se inclinou para frente, o hálito quente ao encontro do pescoço de Samarah, os lábios roçando sua orelha.
— Sabe o que está pedindo, pequena víbora?
— Você — respondeu ela. — Dentro do meu corpo. Está se fazendo de desentendido, mas não desrespeite minha vontade.
— Não, Samarah, você sempre parece saber o que quer quando quer. — Isso não era inteiramente verdade, porque ela demorara a perceber que o queria. — Porém, às vezes não quer o que é bom para você.
— E quem sabe o que é bom ou mau para si? — revidou ela.
— Creio que ninguém.
— Sempre estamos atrás de coisas que vão nos prejudicar. Doces demais, por exemplo. Vingança.
— Sexo — acrescentou Ferran.
— Sim, sexo — concordou Samarah.
— É isso que quer? O fim dos dezesseis anos de meu celibato libertados dentro de você?
— É o que exijo — confirmou-a.
Ele a afastou da parede e a tomou nos braços com um movimento rápido, carregando-a pelo quarto. Samarah apoiou a mão em seu peito e sentiu o coração que pulsava depressa.
— Então terá o que deseja — disse ele, colocando-a sobre o colchão e retirando a camisa pela cabeça. Seu físico era perfeito. Lindo. Não era uma beleza refinada, refletiu Samarah. Ferran era másculo, um tanto bruto e amedrontador, tão maravilhoso que a fazia sentir um aperto no coração.
— Mas saiba de uma coisa, minha querida, aqui suas ordens acabam. Daqui em diante você é minha. — Passou um dedo por sua face, os olhos negros dentro dos dela. — Se assim quer, assim será. Mas sob as minhas condições.
— Trata-se do pagamento que me é devido — insistiu ela. — É só isso que quero.
— E é aí que se engana pequena guerreira, porque serei eu o conquistador.
— E eu uma guerreira.
— Não mais me surpreende, porém no fim, é o homem quem possui. Fuja de mim agora, se não quer ser dominada.
Samarah mal conseguia respirar ou raciocinar. Mas não queria pensar nesse momento, e sim se focalizar no que Ferran despertava em seu corpo. Porque a satisfação dos sentidos que desejava obter superava qualquer raciocínio.
O desejo estava acima de tudo, e ela não iria fugir.
Ele colocou as mãos no cós da calça e a puxou para baixo. Samarah prendeu a respiração, a virgem hipnotizada ante a visão do órgão sexual ereto.
Samarah podia não saber o que desejava, mas seu corpo sim. Sentia a umidade entre as coxas.
— Deixe-me vê-la — pediu ele. — Estou em desvantagem, pois já me viu sem roupa duas vezes, e eu só tenho vislumbres de seu corpo.
Mas ela permaneceu sentada na cama, fitando-o, se sentindo muito tonta para obedecer.
Ele se aproximou da cama estendendo as mãos para frente do vestido com fechos e laços.
— Considere isso meu prêmio e pagamento — disse Ferran. — Por tudo que me foi roubado. Pois não tornei a tocar em uma mulher desde aquele dia fatídico, e o destino quis com justiça que você fosse aquela que fizesse o desejo retornar em minha vida.
— Como disse, foi uma troca justa — replicou ela. — E quem sabe no fim nenhum dos dois deva mais nada ao outro.
— Talvez — disse ele com voz rouca.
Abriu os fechos de metal na frente do vestido e começou a afastar a seda com gestos lentos e deliberados. Os seios dela estavam descobertos sob o tecido pesado. Samarah tinha seios pequenos e isso os deixava eretos mesmo sem suporte.
Mas no momento ela desejava ter colocado um sutiã diante do olhar quente de Ferran e do frio no quarto.
Ele afastou o vestido de seus ombros, deixando-a apenas com a pantalona oriental e nada mais. Fitou seus seios com admiração.
— É mesmo linda. Solte o cabelo para mim.
Ela segurou a trança pela ponta e retirou a presilha, passando os dedos pelos fios negros e deixando que caíssem sobre os ombros até a cintura, enquanto algumas mechas cobriam seus seios.
— Está me provocando — murmurou ele, absorvendo aos poucos a visão de seu corpo. — Quero ver tudo. Esperei demais. Fique de pé.
Ela obedeceu porque agora estava louca para receber instruções. Ali não era a especialista.
Apenas o instinto a guiava, e o raciocínio não tinha vez nesse instante.
Ele se sentou na cama enquanto ela se erguia, e puxou a pantalona para baixo junto com a calcinha, deixando-a completamente nua. Ficou de joelhos no nível de suas coxas.
— Ferran...
Ele beijou uma das coxas, deslizou os lábios para o quadril e depois para o centro de suas pernas, explorando lugares que Samarah não supusera que os homens desejassem beijar.
— Quer que minha paixão lhe dê prazer, Samarah? Então se submeta.
— Eu... Sim — murmurou ela.
— Não lute contra.
— Não lutarei.
— Não brigue contra o que nós dois queremos. Sinto que quer escapar.
— Não — respondeu ela quase sem voz.
— Mentirosa — murmurou Ferran explorando com a boca o interior de suas coxas. — Abra-se para mim.
Ela obedeceu, pois Ferran saberia como agir. Era experiente e tinha razão ao dizer que se ela queria sua paixão precisava aceitar tudo sem tentar controlar.
Ele se inclinou para frente, a língua acariciando suas partes mais íntimas e mergulhando nas profundezas de seu corpo.
— Ferran. — Ela o segurou pelos ombros para manter o equilíbrio, as pernas bambas e o colchão oscilando sob seus pés. Ele a firmou com as mãos, segurando seus quadris com força enquanto acelerava as carícias cada vez mais profundas, aumentando a pressão e a rapidez sobre a carne úmida.
O estômago de Samarah se contraiu, o prazer aumentou e um desejo incessante a fazia prender a respiração. Cada músculo em seu corpo retesava, e ela sentia que iria explodir a qualquer momento.
Ferran continuou enfiando um dedo dentro de seu corpo, uma sensação totalmente nova para Samarah.
Ele estabeleceu um ritmo constante, para dentro e para fora. Samarah mordeu a língua para não gritar ou se desintegrar.
Tinha medo de se entregar completamente. Pavor do que a satisfação do desejo traria a seguir.
— Se entregue, Samarah — murmurou ele. — Sinta prazer.
— Não... Posso.
— Pode. — Ele acrescentou outro dedo no interior de seu corpo sem parar de acariciá-la com os lábios. Seus dedos há penetraram um pouco mais, causando uma ligeira dor.
— Tenho medo — confessou ela.
— Não precisa ter.
Sua língua e seus dedos continuavam a trabalhar no ritmo contínuo até que Samarah não conseguiu mais resistir; o clímax a envolveu como um maremoto, apenas Ferran a mantinha de pé segurando seus quadris, e ela confiou que não a deixaria cair.
Depois ele a fez deitar na cama, beijando-a na boca de modo profundo e longo. Seu órgão rijo pressionava seu quadril, evidenciando que ele lhe dera prazer, mas que ainda nada recebera em troca.
Evidência também de que gostara de satisfazê-la. Um calor de puro orgulho feminino a possuiu. Ferran sentira prazer ao lhe dar prazer. E a desejava apesar de ter aconselhado que fugisse.
Samarah não sabia por que isso a fazia se sentir tão poderosa. Não queria escapar depois do clímax, queria ficar. Desejava mais, pois não tinha vergonha do que Ferran a fizera sentir.
Porque ele sentira também.
Ela entreabriu as pernas sentindo a ponta da ereção junto à entrada de seu corpo.
— Tentei prepará-la — sussurrou ele —, mas mesmo assim, vai doer.
— Não tenho medo da dor, Ferran — respondeu ela deslizando as mãos pelas suas costas e sentindo os músculos rijos. — Não tenho medo de você.
— Não quero machucá-la.
— Mas será preciso, por isso não se preocupe. Por favor, Ferran, eu quero você.
Então ele começou a penetrá-la devagar e com cuidado, até preenchê-la. Foi dolorido, porém não tanto quanto Samarah esperara. Era apenas uma dor misturada à excitação da novidade maravilhosa. Uma dor que fazia bem.
Ele começou a se afastar, e Samarah fechou os joelhos em seu torso, impedindo-o e encontrando seus olhos.
— Não pare Ferran.
— Não vou parar — prometeu ele, arremessando-se de novo dentro dela com força e determinação.
Ela se ajustou à pressão, e o viu de olhos fechados, as veias no pescoço salientes, o queixo cerrado.
Ferran parecia estar sofrendo. Ela o beijou na face e um som cavernoso saiu de seus pulmões.
— Não dê para trás agora — pediu Samara.
— Não quero machucá-la — disse ele beijando-a com violência e deixando-a sem ar.
— Não está me machucando.
Ferran pareceu considerar essas palavras como uma permissão. Começou a se mover dento dela de início devagar para depois acelerar.
O ritmo foi aumentando, enquanto ele respirava cada vez com maior dificuldade. Ela ergueu as pernas e circundou a cintura dele, seguindo o ritmo. Ferran apoiou uma mão sobre o colchão e a outra na cabeça de Samarah, puxando-a para si, os movimentos cada vez mais frenéticos.
Seus olhos se encontraram e ela viu que Ferran perdia o controle, o suor banhava sua fronte e seus dentes estavam cerrados.
Vendo-o naquele estado, tão belo e másculo, também se deixou levar. Com uma última estocada ele a conduziu ao auge da paixão, fazendo-a gritar de prazer e delírio.

Um som baixo e rouco escapou dos lábios dele, e Ferran se imobilizou sobre Samarah, alcançando o clímax também.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma noite em teus braços by Cacilda Tanagino



https://www.clubedeautores.com.br/book/130999--Uma_Noite_em_Teus_Bracos
A urgência deles se misturava ao barulho dos zíperes descendo, botas sendo arrancadas, ele a despiu tão logo também o estava; então a ergueu como uma pluma nos braços e a levou para o quarto. Era um sonho, aquilo não podia estar acontecendo, há muito tempo não tocava uma mulher como ela, toda macia, o perfume dela era embriagador, ele se sentou na cama diante dela e lentamente começou a beijá-la, levantou seus cabelos sedosos alcançando as curvas de seu pescoço e foi marcando a trilha do prazer, ele estava louco, mas não poderia voltar atrás, o que estava ali era um presente dos deuses e ele iria aceitar o que estava escrito. Deitou-a devagar em seus braços para sugar-lhe os seios e sentir a suavidade de seu abdômen, nunca tivera algo tão majestoso assim, lentamente foi descendo suas mãos para o triângulo do prazer localizado abaixo, ela se retraiu ante o toque, ele sorriu e voltou beijá-la como que chicoteando sua pele com a língua, foi emocionante sentir a umidade quente no meio das pernas dela, ele sabia que ela estava pronta, mas ele queria mais, então voltou a beijá-la e a acomodou em cima do colchão, enquanto descia para o meio daquele triângulo, ela percebeu a intensão, tentou lhe segurar a cabeça, com um sorriso baixo ele a olhou, ela meio que entorpecida, perguntou o que ele pretendia, ele não respondeu voltou a beijá-la, e de repente ela já estava acariciando os cabelos dele enquanto a sugava deliciosamente, ela se entregou, deixou-se ser levada por aquela insensatez e se pegou gemendo como uma gata no cio.  “Perfeito” ele pensou, enquanto voltava a lhe acariciar os bico dos seios, duros como pedras, àquilo era volúpia do prazer; era isso, ambos já não tinham mais o controle da situação, ele sentiu que estava próximo de explodir, mas se segurou, precisava eternizar aquele momento, foi uma tortura para ele ao se introduzir dentro dela, ela era magnífica, encaixou-se perfeitamente em seu membro como se fosse uma única peça, seu quadril acompanhava sua cadência como as ondas do oceano, ele se desligou completamente por um momento só sentindo a reação do seu corpo naquela mulher, ela ia e vinha junto dele, remando, remando, então involuntariamente, ele a girou deixando-a numa posição de quatro, quando observou aquele trazeiro todo duro empinado ele ficou louco, agarrou-a pelos cabelos e a montou como um cavaleiro e ela correspondeu às investidas como uma verdadeira amazonas, ele estava embriagado, ora beijando, ora mordendo-lhe o pescoço, ora massageando-lhe os seios, ora massageando-lhe o triângulo quente no meio das pernas, então já não restava mais nada para eles, o êxtase já estava além do limite, explodiram em um gozo frenético.
Ao longo de sua vida sexual, ele nunca tinha estado com uma mulher tão receptiva assim, ela o levara aos píncaros do prazer, aquilo tinha que ser repetido novamente.  Ainda assustada, ela jamais imaginou que poderia ter tanto prazer com um homem da forma com teve. A respiração de ambos estava descompassada, nada passava na cabeça deles exceto a onda de prazer magnífica que sentiram.

domingo, 25 de setembro de 2011

Trecho do livro EM SEUS BRAÇOS PARA SEMPRE de Lynne Graham

Mais uma vez a autora Lynne Graham nos envereda em uma história de amor.  Fugindo das areias ardentes do deserto, Lynne nos transfere para as terras francesas, onde uma família tradional, impõe as regras em seu território da maneira que acham correto. O livro é bem interessante, apesar de ter sido clasificado como meloso, vale a pena ler. Por hora se deliciem com um dos encontros avassaladores de  Christien e Tabby. 


Era uma noite quente, e ela ainda não estava com vontade de ir para a cama. No fim da tarde, Christien a levara para um passeio pela casa, e havia uma piscina no subsolo. Ela desceu as escadas e acendeu as luzes para iluminar o contorno da piscina gloriosa, no formato de um lago. Nunca antes em sua vida vira uma piscina que lhe parecesse tão sedutora.
Tirando ali mesmo a roupa, ela desceu os degraus românicos e suspirou de prazer ao contato da pele quente com a água fria. Nadou um pouco e depois deixou os olhos se fecharem enquanto flutuava.
— Acho melhor você sair da água, se não quiser sofrer as conseqüências — alertou a fala arrastada e rouca de Christien.
Os olhos dela se arregalaram ao vê-lo, agachado junto à borda da piscina, o peito à mostra, peludo e bronzeado.
— Você está vendo um sujeito tentando não ultrapassar seus próprios limites, mon ange.
O rosto dela se tingiu de vermelho, por ela ter se dado conta do volume da excitação dele sob o apertado jeans preto. Christien desabotoou a calça e abriu o zíper com dificuldade óbvia. Mais uma vez, ela notou a faixa suave de pêlos pretos, que descia pela barriga forte e definida dele. Metade envergonhada, metade fascinada, ela nadou até os degraus. Somente ao sair da água, examinou a própria nudez e concluiu o quanto deveria ser provocativo para Christien o fato de ela não ter nem mesmo uma toalha para se enrolar.
Imóvel, Christien olhava a figura dela. Os cabelos molhados, colados ao redor do rosto vivaz, a pele com o brilho sensual de um pêssego maduro.
— Levante-se... Abaixe as mãos... Mostre-me o que eu quero ver. — A fala arrastada, severa, com delicioso sotaque, foi direta e clara.
Ao encarar aqueles olhos dourados em chamas, seu coração disparou e a cabeça parou de funcionar. Ela ergueu os ombros, deixou que as mãos caíssem, e ouviu, com uma pontada de satisfação feminina, o suspiro de Christien.
— É o nosso primeiro encontro — lembrou-lhe Tabby.
— Então eu sou uma presa fácil, ma belle. — O olhar dele se fixou nas formas deliciosas e fartas dos seios dela, nos mamilos rosados, relaxados e úmidos. Um gemido veio do fundo de sua garganta. — Eu sou o tipo do cara que cede tudo logo no primeiro encontro.
— Ah, é? — Tabby se arrepiou, apesar de não estar com frio. Sentia tensão. Sabia que devia fugir, ir embora correndo. As vibrações que ele irradiava anunciavam: vá, ou então... Ela devia ser uma devas¬sa imoral, porque só de pensar no contato das mãos habilidosas dele a deixavam zonza e fraca. Em pé, nua diante dele, ela se sentia uma sem-vergonha, mas muito excitada também.
Ele a alcançou em um só movimento repentino. Tomou-lhe a boca com uma fúria sexual, penetrando rápido e profundamente por entre os lábios dela, com uma urgência que fez o sangue de Tabby pulsar em ritmo frenético pelas veias. Trêmula de desejo, ela se deixou ser carregada até um banco acolchoado junto à parede. Ele a sentou ali e se ajoelhou para lamber as gotas cristalinas de água dos seios e brincar com os pontudos mamilos rosados. Depois, a encostou no banco e abriu suas coxas em busca do ponto dilatado, sensual, sob os cachos de pêlos delicados, que lhe coroavam a feminilidade.
Recostada e aberta para ele, o rosto de Tabby queimava.
— Christien...
— Envergonhada? — brincou Christien, antes de localizar o pequeno botão, insuportavelmente sensível. Tabby passou a suspirar, desnorteada. — Eis mais uma razão para você se casar comigo — murmurou Christien, cheio de satisfação. — Você está aqui às duas da manhã porque você não pôde dormir de desejo por mim. O mesmo acontece comigo. A gente pertence um ao outro.
— Mas...
— Não ouse dizer "mas" para mim — disse Christien, com firmeza. — Você pode também mandar as camas separadas para aquele lugar.
Ele deslizou um dedo para dentro do calor úmido que ela guardava entre as coxas, e Tabby se perdeu. Ele empregou a boca e a ponta da língua no lugar mais delicado. Contorcendo-se em abandono, ela gemeu como uma alma atormentada e se agarrou aos cabelos dele. Um prazer que nunca conhecera a pegara de jeito, e ela não podia falar, não podia pensar, não podia se concentrar em outra coisa que não fosse o impacto incrível do que ele fazia. E então, quando ela estava muito além de qualquer forma de controle, Christien a suspendeu, como se ela fosse uma boneca, a virou para ajeitá-la exatamente ao gosto dele e, por trás, empurrou sua lança dura para dentro da bainha apertada e molhada que Tabby lhe oferecia.
— Oh... Oh — gritou Tabby, num choque sensual, enquanto ele a segurava firme e enterrava mais fundo, a cada golpe certeiro.
A dominação impiedosa de Christien era indescritivelmente excitante. Num ritmo selvagem, ele continuou a empurrá-la para um estado incompreensível de excitação. Ela atingiu o ápice em um instante cego de liberação arrasadora, e todo o corpo de Tabby se convulsionou num orgasmo explosivo. As pernas dela simplesmente desabaram naquele momento.
Com um sorriso compreensivoChristien saiu de dentro dela, se jogou no banco e a levantou para posicioná-la por cima dele.
— Estou tão excitado com você, me sinto como um animal — confessou ele, os dentes trincados.
Ela gritou quando ele voltou a se acomodar dentro dela, úmida de paixão.
— Estou sendo muito rude? — rosnou Christien.
— Não... Estou morrendo de prazer — Tabby conseguiu murmurar.
Ele a puxou pelos cabelos, a beijou e afastou um pouco mais suas coxas para aprofundar a penetração, com um gemido primitivo de apreço.
— Moi aussi, ma belle.
O prazer começou a se renovar e a acumular dentro dela. Quando o corpo magnífico de Christien tremeu de excitação pura no momento do gozo, ela voou às mesmas alturas, incontroláveis, de realização, pela segunda vez. Foi uma explosão de êxtase tão intensa que, no fim, seus olhos se inundaram de lágrimas. Ela o abraçou com toda a força que lhe restava e, glorificando o familiar aroma da masculinidade que ele exalava, Tabby soube que nunca iria querer que Christien se afastasse.