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sábado, 4 de junho de 2016

Trecho do livro O Rei Legítimo de Dahaar de Tara Pammi- Vol.2 da série Dinastia Areia e Escândalo.

[...] Ela lhe afagou o peito com mãos ansiosas e soltou-lhe os botões da camisa, deixando-a aberta. Explorou-lhe o peito com avidez, afundando as mãos nos pelos escassos que o cobriam, deliciando-se ao ouvi-lo com a respiração acelerada. A seguir, acariciou-lhe o abdome firme, traçando os contornos da cintura baixa da calça branca com os dedos, insinuando-os pelo tecido. Cada músculo dele se retesou em expectativa.

Nikhat curvou-se e beijou-lhe o peito. Azeez soltou um gemido e afundou as mãos nas mechas sedosas do cabelo dela, esforçando-se para se ater ao seu controle, enquanto ela o percorria com beijos suaves. Beijou-lhe, então, o pescoço, deixando uma trilha de fogo pelo caminho. No instante em que ele sentiu a carícia da língua dela em seu mamilo, puxou-a mais para si.

Nikhat ergueu a cabeça com um sorriso malicioso e com os dedos segurando-lhe a cintura. Os bonitos olhos castanhos, sedutoramente marcados com o delineador, brilharam de desejo. Ele lhe segurou as mechas do cabelo e olhou-a, à espera de algum sinal de dúvida. A respiração acelerada de ambos foi o único ruído no quarto. Ainda o olhando, ela se inclinou e sugou-lhe o mamilo.

O contato da língua molhada dela, a sucção de seus lábios, as curvas suaves de seu corpo roçando o abdome dele, logo acima de sua ereção... Azeez achou que perderia a batalha contra seu já frágil controle. Virou-a, deitando-a na cama.

Apoiando-se no lado bom do quadril, afagou-lhe o rosto, o pescoço, o decote da camisola. A pele dela era como seda pura. Seu peito arfante, os seios exuberantes comprimindo-se contra o cetim da camisola e a respiração acelerada cativaram-no. Beijou-lhe o pescoço, lambeu-lhe a pele e, mais uma vez, afagou-lhe o cabelo.

A visão dos mamilos dela, túmidos e comprimindo-se contra o cetim da camisola creme, produziu uma onda de lascívia nele.

– Tire a sua camisola.

Nikhat o olhou com ar ardente.

– Não vai me beijar primeiro?

Ele lhe mordiscou o lábio inferior e ela soltou uma exclamação de deleite antes de segurar-lhe os ombros e lamber seus lábios. Azeez recuou, perguntando-se se conseguiria ser gentil com ela.

– Vai discutir sobre cada simples aspecto disto também?

– Apenas não vejo por que é você quem decide o que deve...

Com um gesto rápido que surpreendeu até a si mesmo, Azeez sentou-se e puxou-lhe a camisola. Ela se rasgou, deixando os magníficos seios de Nikhat expostos ao seu olhar.

Ele a deitou na cama, sugando-lhe um dos mamilos rosados.

Nikaht soltou um gemido abafado e arqueou as costas, encorajando-o.
Azeez massageou o bico túmido com a língua, sugou-o, inalando a fragrância da pele dela, mergulhando em suas curvas. Era como se uma febre o consumisse.

– Sou eu que decido porque sou o príncipe, dra. Zakhari. Há certas áreas em que nunca vou me curvar à sua vontade, e uma cama com nós dois em cima é a primeira da lista.

Nikhat tinha um gosto melhor do que a mais erótica fantasia que já houvesse tido com ela. Em seus momentos sombrios, ele se perguntara qual seria o gosto dela, e nenhuma fantasia chegara perto da realidade.

Colocando-se de joelhos, livrou-a por completo da camisola rasgada. A visão do corpo dela inteiro com sua deliciosa fragrância pairando no ar e o ligeiro tremor nas coxas firmes apagou a lembrança de qualquer outra mulher que já tivesse tocado para tentar esquecê-la.
Nikhat pôde sentir a intensidade do olhar de Azeez em cada pedacinho do seu corpo. Moveu as mãos instantaneamente para cobrir seu sexo, chocada com sua própria audácia. Imaginá-lo indo até ali, olhando-a... A fantasia fora fácil.
Mas a realidade do olhar ardente dele acariciando sua nudez, dos tremores percorrendo a pele dela, do desejo intumescendo seus mamilos, de seu sexo latejante e úmido antes mesmo de ele a ter tocado era bem diferente de uma fantasia.

Azeez depositou um beijo demorado em seu ventre, e ela se retorceu sob o toque hábil, precisando de mais.

– Você achou que isso seria simples, não é, habeebi? – Passou a língua em torno do umbigo dela, fazendo-a estremecer de prazer.

Nikhat assentiu. A facilidade com que ele lia seus pensamentos não a surpreendeu.

Azeez afastou-lhe os pulsos do caminho. Pousou uma das mãos entre os seios dela, prendendo-a na cama, e moveu a outra acima de seus joelhos, de suas coxas, com a respiração suave entre as pernas dela. Separou-lhe os joelhos com um leve toque, e as coxas dela se entreabriram.

Quando Nikhat sentiu o nariz dele roçando suas coxas, sua respiração ficou entrecortada.

Era uma mulher experiente, mesmo com suas origens tradicionais, conservadoras. Não ficara com vergonha ou pudor quando olhara para o corpo nu de um homem pela primeira vez.

Mas agora, ao saber que a parte mais íntima de si estava exposta ao olhar ávido de Azeez, sentia a pele queimando. Ele a beijou nas coxas, e sua respiração acelerada foi prova de que se esforçava para manter o controle.

Então, ele lhe encontrou o centro da feminilidade com os dedos.

Nikhat jogou a cabeça para trás com um gemido longo, e cada pedacinho de seu ser ganhou vida numa combinação de desejo e desespero. Azeez acariciou-lhe o centro da feminilidade longa e habilmente, observando-lhe as reações, aumentando a pressão quando necessário.

– Oh, por favor – suplicou ela, quando não pôde mais suportar. Arqueou os quadris, indo de encontro ao toque, mas ele não a deixou mover-se da maneira que queria, com a rapidez que queria.

A cada vez que Azeez girava seu mamilo entre os dedos, ela sentia o calor em resposta indo em direção ao seu ventre. Mas não era o bastante.

Então, sentiu o hálito quente dele na parte interna das suas coxas, sentiu-lhe os dedos desvendando-a, sentiu-lhe uma carícia demorada da língua em sua parte mais íntima, como se fosse um banquete que estivesse prestes a devorar. Nikhat foi tomada por sensações maravilhosas, enquanto cada pedacinho de seu sexo se contraía e relaxava, e espasmos de prazer percorriam seu corpo.
E Azeez não parou. Não parou enquanto não a fez sentir cada onda de prazer possível, enquanto não ficou trêmula com a intensidade do seu clímax. Uma camada de transpiração cobriu a pele dela, e os tremores cessaram lentamente.

Colocar-se de joelhos exigiu mais energia do que tinha, mas estava determinada a não ser uma participante passiva.

Com os braços trêmulos, segurou os ombros de Azeez e deu-lhe rapidamente um beijo na boca. Desatando-lhe os cordões da calça branca, removeu-a e sentiu-lhe o membro rijo entre as mãos.

Uma nova onda de desejo percorreu-a. Ele era como aço e veludo em suas mãos, e ela queria senti-lo dentro de si, possuindo-a e, acima de tudo, encontrando prazer dentro dela. Nikhat lhe afagou os ombros e o puxou para si. Ambos caíram juntos na cama. Ela entreabriu as pernas instantaneamente para recebê-lo. O anseio de antes voltava a percorrê-la. Com um grunhido abafado, Azeez a penetrou, encontrando-lhe o bem-vindo centro do calor. E Nikhat ouviu os gemidos baixos e longos que saíram de seus próprios lábios e fechou os olhos diante de um prazer tão absoluto. 
Quando os abriu, encontrou Azeez olhando-a, ofegante, com o rosto repleto de desejo. Tomou os lábios dela com um beijo sôfrego, reavivando-lhe a necessidade premente em seu íntimo.

Ela lhe mordiscou o ombro, sentindo-lhe o gosto da pele.

– Por favor, Azeez. Eu quero mais.

Ele tornou a penetrá-la, moldando-lhe os seios junto ao seu peito.

Ela o segurou pelos quadris para se apoiar, o que o fez contrair o rosto de imediato.

– Oh, eu esqueci.

Ele lhe tocou a fronte com a sua e a beijou nos lábios com ternura. Algo brilhou em seu olhar, e Nikhat ficou infinitamente contente por estar ali com ele naquele momento.

A dor o fez comprimir os lábios.

– Não consigo me mover como eu quero. Depois dos últimos dias no deserto, meu quadril... É insuportável me mover, sustentar meu próprio peso.

Com um suspiro frustrado, ele se moveu para o lado, soltando-a, e Nikhat sentiu sua falta de imediato. Sem hesitar, beijou-lhe o rosto.

Continuou depositando-lhe beijos no peito, no pescoço, no maxilar. Deixando o pudor de lado, sentou-se em cima de Azeez e suas faces queimaram.

Ele a percorreu com um olhar tão demorado e faminto que ela sentiu o sexo úmido outra vez.

– Você é uma mulher teimosa, determinada – disse-lhe com um sorriso malicioso. – Eu havia me esquecido disso.
– Eu quero o meu príncipe e vou tê-lo, não importa como – falou ela, contente em vê-lo sorrir. Uma profunda alegria a invadiu. Outro homem, sabia, teria sentido vergonha por sua inaptidão naquele momento, teria perdido a confiança. Mas não ele. A alegria que sentia também se devia ao fato de que o homem que amara no passado começava a voltar. O homem que tinha Dahaar nas veias ainda estava vivo sob as garras da culpa e da recriminação.
Nikhat segurou-lhe a ereção e guiou-o para si, baixando o corpo lentamente. Um bem-vindo calor se espalhou pelas paredes do seu sexo, enquanto uma deliciosa fricção estimulava sua pele. Endireitou a espinha, e os olhos de Azeez foram atraídos pelos seus seios. Apoiando-se nos cotovelos, dirigiu-lhe um olhar ardente.

– Curve-se, Nikhat. Quero beijar você.

Quando ela o fez, ele fechou os lábios em torno de um de seus seios. Mordiscou-lhe o mamilo, e o anseio começou a crescer dentro dela novamente.

– Mova-se do jeito como o seu corpo quer – disse, afundando o rosto no pescoço dela. – Sou todo seu.

Cedendo aos instintos do seu corpo, Nikhat se moveu. Seus olhares se encontraram, a respiração ficou acelerada, conforme ela se moveu mais depressa, encontrando um ritmo que a levou novamente rumo ao clímax.

– Goze para mim, Nikhat.

As palavras de Azeez foram uma ordem carregada de excitação. Para acompanhá-las, insinuou as mãos no ponto em que seus corpos estavam unidos.

Os dedos bronzeados de Azeez no centro de sua feminilidade foram a visão mais erótica que Nikhat já tivera. Com as deliciosas sensações dominando-a num crescendo, apertou as coxas e continuou se movendo em cima dele. Até que um êxtase incrível a arrebatou, e ela gritou o nome dele alto.

Com as mãos nos quadris dela para lhe controlar os movimentos, Azeez guiou-a em cada arremetida, enquanto seus corpos cobertos de transpiração colidiam. Seus olhos ficaram febris de repente, e cada músculo de seu corpo se retesou. Movendo-se sem parar, Nikhat o observou avidamente enquanto o clímax o arrebatava.

A respiração dele estava alta e acelerada no silêncio do quarto, o peito arfava, cada músculo rijo tremia.

O fato de ter feito isso àquele homem poderoso, bonito, de ter sido seu corpo a fazer com que aqueles espasmos de prazer percorressem o dele, levou Nikhat a se sentir radiante, magnífica. Desabou em cima do corpo de Azeez e, quando ele lhe afastou o cabelo da testa e a beijou, ela abriu um sorriso feliz. Uma camada de transpiração lhe cobria a pele, pequenos tremores lhe percorriam as coxas, e ela ainda estava unida a Azeez da maneira mais íntima. Sorrindo, beijou a pele quente dele. 

Jamais se sentira tão bem consigo mesma como  mulher.


[...] 
Colocando o cabelo molhado para trás com uma das mãos, estendeu a outra mão para pegar uma toalha, quando Azeez apareceu subitamente na entrada do banheiro. Tinha o cabelo negro úmido e usava uma camisa branca. Observou-a com um brilho especial no olhar, como se a possuísse.

Sem dizer uma palavra, estudou-lhe o corpo nu demoradamente, e ela não se envergonhou, embora segurasse a toalha na prateleira com força.

– Saia da banheira.

As palavras ditas num tom baixo, tenso, fizeram o que o brilho ardente nos olhos dele não conseguiu. Lançaram uma onda de apreensão sobre ela, deixando-a com a pele arrepiada. Algo estava errado, algo além do fato de que ela o pressionara a reviver seu pior pesadelo porque quisera ter certeza de que tomara a decisão certa.

– Lamento quanto a ontem à noite. Não quis pressionar você.

O silêncio tenso se prolongou e, estremecendo, ela aproveitou para se enxugar com a toalha. O fogo do desejo cintilava nos olhos de Azeez enquanto lhe acompanhavam os movimentos,

porém havia algo mais que ela não compreendia.

Inclinou-se para enxugar a perna e, de repente, deu-se conta de que Azeez estava muito próximo. Conteve uma exclamação de surpresa quando ele lhe tirou a toalha da mão, jogando-a atrás de si. Segurou-a pelo pulso, puxando-a de encontro ao seu peito.

Nikhat segurou-lhe o tecido macio da camisa branca, e seus mamilos latejantes comprimiram-se contra o peito de Azeez. Somente, então, deu-se conta da intensidade da emoção que ele estava tentando reprimir. Foi algo na maneira possessiva como lhe segurou os quadris, na maneira como pressionou a ereção no ventre dela. Foi como se estivesse zangado.

Mas Nikhat não teve medo, nem tentou se soltar. Em vez disso, deu ouvidos aos anseios primitivos de seu corpo. Não houve lugar para mais nada a não ser o modo como Azeez afagou

seu rosto com o polegar, como lhe acariciou o lábio inferior. Um delicioso calor envolveu-a, os mamilos ficaram intumescidos e o sexo úmido se contraiu em resposta.

Nikhat o abraçou pelos ombros quando ele colocou o dedo polegar em sua boca. Estremecendo de prazer, sugou-lhe o dedo com vagar.

Movida pelo instinto, encostou-se mais nele, sentindo-lhe a ereção em seu ventre. Um imediato pulsar entre suas pernas a fez fechá-las com força.

Inclinando a cabeça, lambeu a curva do pescoço dele, sentindo-lhe o gosto da pele. Queria dizer algo, perguntar-lhe o que havia de errado, confortá-lo se pudesse, mas as palavras lhe faltavam, como se seu corpo estivesse sob uma avalanche de sensações, como se não pudesse processar um pensamento sequer, quanto mais falar.

Azeez pegou-a pela cintura e ergueu-a, indo posicioná-la em frente ao grande espelho que encimava o gabinete de mármore do banheiro. Uma onda de expectativa dominou-a enquanto ele se livrou da camisa.

Nikhat admirou-lhe o peito, os mamilos escuros. Quando ele baixou a calça folgada e sua ereção roçou as nádegas dela, Nikhat não pôde mais pensar em nada a não ser no anseio para senti-lo dentro de si, rumo a um mar de prazer.

Seus seios ficaram pesados, os mamilos enrijeceram diante do olhar faminto dele.

– Alguma vez você já me falou a verdade?

A pergunta de Azeez rompeu o silêncio, mas ela não pôde se concentrar porque ele descrevia círculos com o dedo em torno de seu mamilo, deixando-a ofegante. Soltou um gemido deliciado quando ele finalmente lhe beliscou o bico do seio. Tremores de excitação a percorreram, deixando-a ainda mais molhada. Segurou os pulsos dele para lhe manter os dedos em seus mamilos rijos, precisando de mais, pronta para implorar por mais. Ficou desapontada, porém, quando ele apenas moveu as mãos sobre seus seios sem tocar os mamilos e desceu mais até o ventre sem tocá-la onde ansiava por ser tocada. Conteve um soluço angustiado no momento em que percebeu o que estava acontecendo. Azeez a estava punindo. O que estava em questão ali não era fazerem amor. Era a fúria que estava dentro dele buscando uma válvula de escape. E não porque estivesse lhe negando o que ela queria. O que pretendia era ser o dominador ali. Ainda assim, ela não conseguia dizer não. Porque, se dissesse, ele pararia.

Ele lhe tocou as costas, fazendo com que se curvasse. Apoiando-se nas mãos, Nikhat inclinou-se para a frente até que seus seios tocassem a bancada de mármore do gabinete. Os mamilos endureceram com o frio, mas isso não foi nada em comparação às chamas da paixão que a consumiam.

Azeez beijou-lhe o ombro e acariciou-lhe as costas com a língua e os lábios úmidos.

– Abra as pernas – sussurrou-lhe ao ouvido.

Tomada pela expectativa, ela obedeceu. Levando a mão até a frente, Azeez afagou-a com a palma, movendo-a acima do centro de sua feminilidade. Ela estava ofegante agora, movendo seu corpo no mesmo ritmo dos afagos.

Estava tão perto do prazer absoluto; podia sentir. Seu corpo inteiro estremecia, pronto para chegar ao clímax com uma carícia certeira.

Mas Azeez não a acariciou.

Abraçou-a por trás até que sua ereção encostasse nela, e Nikhat virou a cabeça para olhá-lo. Desejo. Raiva. Fúria. Todas aquelas emoções se evidenciavam nos olhos dele.
– Por favor, não se feche para mim agora.

Mas, em vez de lhe responder, Azeez segurou-a pelos quadris e penetrou-a com uma investida longa, profunda.

Nikhat fechou os olhos e gemeu no momento em que seu corpo foi tomado pelos espasmos de um clímax incrível. Abraçando-a pela cintura com a mão, ele a segurou com força junto a si até que os tremores cessassem.

NIKHAT ESTAVA linda à sua frente, e Azeez não conseguia ver nada além de seu corpo trêmulo, nem perceber nada além da sensação de tê-la em torno de si. Afagou-lhe as costas, sentiu-lhe a pele acetinada contra as palmas de suas mãos, o corpo dela se moldando à sua vontade e ao seu desejo.

E, ainda assim, ele não estava satisfeito. A dor dentro de si não cessava.

– Azeez. – Nikhat se virou para olhá-lo da posição em que estava, acima do gabinete.

Ele estava dentro dela, dizendo a si mesmo para soltá-la, para parar antes que criasse novas mágoas.

Olhou-a, e a raiva que o impelira a usá-la daquela maneira cessou. Inclinando-se, tomou-lhe os lábios com um beijo ardoroso. Ela retribuiu o beijo com idêntico desejo, com um desespero que o tocou.

Agora, ela era sua da maneira que queria. Apenas os dois existiam juntos. Ele poderia ter morrido feliz naquele momento.

Deslizando as mãos pelo corpo sensual dela, segurou-lhe os seios e estimulou-lhe os mamilos. Nikhat arqueou o corpo na direção dele, e Azeez deu uma arremetida de volta.

O som do gemido baixo que ela emitiu, o contato dos quadris dele contra os dela, o tremor nas pernas compridas dela enquanto ele se movia de maneira ritmada... Azeez se deixou enlevar por todas as sensações criadas. Ela era perfeita para ele em todos os sentidos, como sempre presumira, e a possuiu lenta e deliciosamente até que lhe sentiu o sexo se contrair em torno de si.

A cada lenta arremetida, mergulhou mais no calor úmido dela; a cada onda de prazer que sentiu, liberou a raiva, a mágoa dentro de si.

Buscando dentro de si o restante de seu controle, beijou-lhe as costas e lhe disse ao ouvido:

– Eu teria encontrado um meio. Eu teria protegido você.

Azeez encontrou-lhe o centro do prazer e girou-o entre os dedos com gentileza. O clímax de Nikhat foi imediato e seu sexo se contraiu em torno dele, as contrações de seus músculos levando-o ao próprio clímax.

O êxtase reverberou por Azeez, fazendo-o esquecer de tudo mais, exceto a mulher em seus braços. Ainda dentro dela, segurou-a junto a si por mais um momento, inalando-lhe o perfume, provando-lhe a pele com seus lábios, deliciando-se com o calor de seu corpo.

Nikhat sentia afeição por ele. Sabia disso. E ela havia voltado e o ajudara a enxergar a luz no fim do túnel. Mas ele não se conformava com a verdade que lhe escondera, com o sacrifício que fizera.

Ela era tudo que ele sempre achara que era e, pelo mesmo princípio, ela se colocara fora do seu alcance.

Seu primeiro instinto era o de prendê-la ali, de mantê-la ali com seu poder até que não houvesse lugar para onde pudesse ir, deixá-la sem escolha a não ser ele.

Tratou de lutar contra os desejos egoístas porque não queria fazê-la sofrer. Sua natureza passional, porém, rebelou-se contra a ideia de desistir de Nikhat.

Pegando-a no colo, levou-a para a banheira outra vez. Abrindo a água, banhou-a com o sabonete de jasmim que ela adorava. Enxugou-a, embrulhou-a num robe e carregou-a até a cama.

Então, viu-lhe as lágrimas nos bonitos olhos castanhos. Nikhat pegou-lhe o pulso e o beijou enquanto ele ajeitava as cobertas.

– Durma, habeebi – sussurrou-lhe, e deixou a suíte sem olhar para trás.

Seu coração, finalmente, parecia uma pedra dura dentro do seu peito. Algo que ele estivera lutando para obter durante seis longos anos.





segunda-feira, 30 de maio de 2016

Trecho do livro DOMINADOS PELA PAIXÃO (Livro 2 da Série Herdeiros do Trono de Kyr) de Lynn Raye Harris.


Ela deu um passo atrás.
— Não nos conhecemos bem o bastante. Toque-me e eu gritarei.
Rashid riu, divertido, o que foi inesperado. E ela não gostou nem um pouco na maneira como o som musical vibrou em seu íntimo.
— Você esquece que este é o palácio de Kyr e que eu sou o rei. Se eu decidir amarrá-la à minha cama e fazer o que quiser com você noite após noite, ninguém me impedirá.
Deliciosos arrepios subiram pela espinha de Sheridan. Não deveria se sentir, excitada diante da ideia de ser amarrada à cama de Rashid, mas não pôde evitar.
Ele se aproximou mais, e ela nem sequer tentou recuar. Ficou paralisada feito uma gazela, à espera da investida do grande felino. E foi o que Rashid fez. Vencendo a pequena distância entre ambos, puxou-a para si, moldando-a no calor de seu corpo quase despido.
No entanto, não foi um abraço muito apertado. Ela poderia se soltar se quisesse. Ambos sabiam disso. Mas nem ao menos tentou.
Rashid soltou um riso triunfante.
— Você é uma grande mentirosa, sabia? — afirmou rouco. Então, tomou-lhe os lábios com os seus.
Se o beijo na loja havia sido surpreendente por sua intensidade, esse foi arrebatador. Rashid acariciou lhe os lábios com a ponta da língua, e ela os entreabriu para que suas línguas se entrelaçassem.
As sensações que a percorreram foram as mais extraordinárias que se lembrava de ter experimentado. Era por causa de Rashid, o homem mais naturalmente sedutor que já conhecera em sua vida. O que não fazia sentido, porque o achara detestável até então.
Sem mencionar que nem o conhecia direito. Ele era um rei, um sultão do deserto, um soberano autocrático acostumado a dar ordens e ser obedecido sem contestação.
E ela estava lhe oferecendo precisamente o que ele esperava.
Mas era tão bom... Enquanto suas línguas se entrelaçavam com puro erotismo, Sheridan foi tomada por um misto de languidez e excitação, e um calor úmido se espalhou por seu sexo. Quando o abraçou pelo pescoço, o contato com a pele quente dele sob as palmas de suas mãos a fez soltar um gemido abafado.
Rashid virou-a até encostá-la no gradil do terraço e lhe abriu o robe de seda, fazendo-o deslizar pelos ombros até o chão. Com lábios cálidos e úmidos, beijou-lhe o pescoço e o colo acetinado, e Sheridan afundou os dedos em seu cabelo farto, puxando-o mais para si.
Tornou a gemer quando ele mordiscou seu mamilo através da fina seda da camisola, o que causou uma onda de prazer que se espalhou por seu corpo. Seu ponto mais sensível se contraiu de desejo, e ela segurou Rashid com força pelos ombros, e arqueou as costas, projetando os seios num convite.
Queria que Rashid a livrasse da frágil camisola, mas ele não o fez. Continuou mordiscando o mamilo através do tecido e, depois o outro, e então os chupou até deixá-la louca de desejo. Estavam tão sensíveis que Sheridan achou que teria um orgasmo apenas com aquele estímulo.
No entanto, Rashid não pretendia fazer apenas isso. Não demorou a lhe erguer a barra da camisola, expondo suas pernas. Ocorreu a Sheridan que deveria protestar, mas havia um lado ardente seu que não queria.
Rashid insinuou as mãos por baixo da camisola dela, subindo pelo abdome firme até chegar aos seios nus, e envolveu-os com suas mãos quentes, enquanto voltava a lhe capturar os lábios com os seus num beijo faminto. Aproximou-se ainda mais, pressionando-a contra o gradil.
Foi quando Sheridan lhe sentiu o sexo rijo contra o ventre entre as frágeis barreiras da roupa de baixo, evidência do quanto Rashid a queria.
Agindo por instinto, ela o tocou com intimidade. Havia tanto tempo que não partilhava de momentos de paixão como aqueles com ninguém que, de repente, viu-se impaciente demais. Rashid emitiu um som gutural de satisfação, ou de encorajamento, que a deixou eufórica.
Sheridan achara que ele lhe tinha aversão, mas estava claro que não era o caso; que, ao contrário, desejava-a. E ela também o desejava, com todas as suas forças. Era uma insensatez, mas nada naquela situação era normal. Se fizessem amor, o que mudaria? Nada.
Deslizando as mãos sob a cueca boxer dele, Sheridan o envolveu de bom grado. Rashid estava tão pronto que quase a assustou. Não o conhecia, e o pouco que sabia a seu respeito até então não era favorável.
Rashid a ameaçara e obrigara a acompanhá-lo até seu país, tratando-a como se fosse alguém que contratara para realizar um trabalho, em não uma mulher prejudicada por um erro alheio.
Zangado, começara o que estavam partilhando agora para provar um ponto de vista, para puni-la.
Agora, ela estava em suas mãos, com seu corpo ardente, rijo e pronto.
Rashid interrompeu o beijo e a fitou com olhos quase torturados.
— Sheridan — disse, com visível tensão —, se não tem a intenção de se entregar a mim, precisa ir. Agora. Porque se continuar me tocando deste jeito, não vou parar enquanto não a tiver da maneira como desejo.
Ela mordeu o lábio inferior, achando que seu coração sairia pela boca. Uma mulher sensata fugiria dali naquele instante. Não entregaria seu corpo a um homem que mal conhecia simplesmente porque ele a afetava como ninguém mais conseguira.
Mas parecia não haver lugar para a sensatez, no momento. Talvez fosse o cenário exótico de um palácio no deserto, a tensão acumulada até então... Não sabia ao certo. O fato era que queria coisas que não deveria querer.
— Não irei embora. Preciso continuar tocando você.

Com um novo grunhido, Rashid ergueu-a nos braços e carregou-a pelas portas-janelas.Em algum momento da ida até a cama, no amplo quarto anexo à sala de estar, uma sensação de pânico começou a percorrê-la. Antes, porém, que Sheridan pudesse reagir, ele a colocou na cama e lhe despiu a camisola. Beijou-a, então, com paixão, até lhe dissipar o medo e deixá-la em brasa outra vez.
Oh, aquilo era errado — e tão certo. Sheridan o envolveu com os braços e correu as mãos pelas costas e pelos ombros largos dele, pelos bíceps.
Rashid era magnífico.
Depois de um longo beijo que os deixou quase sem fôlego, Rashid deixou nova trilha de fogo na pele dela com seus lábios, descendo desde o pescoço até os seios. Com todo o vagar, acariciou um mamilo com a língua, circundando-o e, então, sugou-o com avidez. Sheridan soltou um grito de prazer, deliciada com as hábeis carícias.
— Você é tão sensível...
Sheridan não conseguiu encontrar as palavras, tomada por expectativa e, sim, até certo temor.
Porque, afinal, o que estava fazendo? O lado racional tentava interferir, mas as sensações que a dominavam sobrepujavam tudo o mais.
Não houve como protestar quando Rashid deslizou as mãos por seu corpo e lhe despiu a calcinha. Sheridan observou-lhe o rosto bonito, iluminado pelo luar que se filtrava até o imenso quarto de teto abobadado, ciente dos sons exóticos e distantes da noite kyriana. Sentiu-se como se não fosse ela mesma. Como se aquilo fosse uma fantasia. Uma das mil e uma noites com o seu próprio sultão do deserto.
Estremeceu no instante em que ele tocou a parte mais sensível de seu corpo com os lábios quentes e úmidos. O prazer foi tão intenso que Sheridan soluçou o nome dele. E Rashid prosseguiu, mostrando que não estava disposto a lhe dar trégua, enquanto lhe mantinha as pernas abertas e a estimulava com a língua até que não suportasse mais.
O mundo dela explodiu em ondas prazer, e seu corpo foi arrebatado por sensações incríveis e vertiginosas.
Ainda não se recobrara quando Rashid lhe tomou os lábios com um beijo voluptuoso. Então pôde senti-lo rijo, grande e posicionado para tomá-la. Rashid a segurou pelas nádegas, preparando-a para recebê-lo, e Sheridan arqueou os quadris, expectante.
Rashid pareceu hesitar por um momento. Em seguida, disse algo em árabe por entre os dentes e, enfim, penetrou-a. Não se moveu depressa, com arremetidas bruscas, mas com todo o vagar, como se quisesse saborear ao máximo aqueles momentos.
Sheridan o acompanhou no mesmo ritmo sensual, até que o temor voltou.
O que estava fazendo? O que havia de errado com ela? Fazer sexo com um estranho não era de modo algum do seu feitio.
Mas, então, Rashid cobriu seus lábios mais uma vez com um beijo repleto de paixão, e ela fechou os olhos sem pensar mais em nada, a não ser no momento.
Ambos suspiraram, e a cadência de seus corpos se acentuou. Moviam-se agora freneticamente, Sheridan acompanhando-o em cada arremetida, arqueando os quadris, cingindo-o pela cintura. Acariciou-lhe o cabelo e os ombros, até que ele lhe segurou as mãos na cama, acima da cabeça.
Foi erótico, sensual, excitante. A pressão dentro dela aumentou até que não pôde mais se conter. Entregou-se com todo o abandono ao orgasmo mais fabuloso que se lembrava de já ter vivenciado, sussurrando o nome de Rashid vezes sem fim.
Sentindo seu corpo se contrair em torno dele, tomado por espasmo após espasmo, Sheridan percebeu que Rashid também foi arrebatado pelo êxtase.
Os dois permaneceram deitados um nos braços do outro por longos momentos, ofegantes, com os corações batendo num só ritmo acelerado.
O que se dizia após um sexo espetacular com aquele? Perguntou-se Sheridan quando, enfim, conseguiu raciocinar com clareza. Em especial com um homem que mal conhecia...                                                                   [...] — Ousa deixar um sultão falando sozinho?
— Você não é o meu sultão — replicou ela, zangada, mas a proximidade de ambos já lhe causava aquele calor indesejável.
— Talvez eu seja. Talvez eu seja o seu sultão, sim. — Rashid tirou-lhe o hijab da cabeça e, virando-a, encostou-a na parede. — Você é minha. — Pressionou-lhe o corpo com o seu. — E eu fico com o que é meu.
Rashid tomou-lhe os lábios de assalto, e ela se retesou determinada a lutar, a manter a boca fechada e resistir, a afastá-lo de si.
Mas não teve como oferecer resistência. Envolta por pura sensualidade, entreabriu os lábios, permitindo a invasão da língua dele, ciente do poder que exercia sobre ela. Logo, estavam trocando um beijo voluptuoso, faminto, repleto da tensão sexual acumulada durante dias de privação.
Sheridan jamais sentira um elo físico tão forte com um homem antes. Um elo que ia contra a razão e o bom-senso.
Rashid segurou-a junto à parede, roçando-lhe os seios com os polegares, e Sheridan sentiu os mamilos rijos de imediato. Ele abriu, então, os fechos do vestido dela, fazendo-o deslizar pelos ombros até o chão. Livrou-a da calcinha em seguida, e Sheridan levou as mãos até a calça que ele usava por baixo da túnica, ansiosa por tocá-lo com intimidade. Não demorou a envolvê-lo com as mãos quentes.
Mas Rashid não lhe deu tempo para acariciá-lo. Segurando-a pelas nádegas, ergueu-a de encontro à parede e penetrou-a.
— Sheridan... — sussurrou rouco de desejo. — Preciso de você.
— Beije-me, Rashid — suplicou-a, entregando-se com abandono à necessidade premente que a dominava.
Queria-o tanto.
Ele a beijou e começou a mover os quadris com uma arremetida mais rápida e intensa que a anterior, até que Sheridan explodiu em sensações naqueles braços ardentes. Quando os últimos espasmos de prazer a envolveram, Rashid também se deixou levar pelo êxtase, entregando-se por completo ao prazer. [...] Rashid a beijou de repente. Dessa vez, não parou. Beijou-a até que estivesse lânguida em seus braços e, em seguida, carregou-a até seu quarto. Despiu-a devagar, acariciando e beijando cada pedacinho de pele que ia revelando, até deixá-la trêmula de expectativa e suplicando por mais.
Fez amor com ela primeiro com os lábios, longa e docemente e, enfim, quando Sheridan foi tomada por deliciosos espasmos, posicionou-se entre suas pernas e penetrou-a. Ela o cingiu pela cintura com as pernas, arqueando o corpo, receptiva a cada arremetida.
A paixão se alastrou num crescendo, e seus corpos se moveram, frenéticos, em perfeita sintonia, até que o prazer se tornou tão intenso que Sheridan gritou o nome dele, e um êxtase simultâneo tomou conta de Rashid.
Enfim, ele rolou para o lado, e, ainda ofegante, ela se perguntou se a mandaria embora mais uma vez. Longos minutos se passaram em que permaneceram deitados lado a lado, em silêncio.
Enfim, Sheridan concluiu que talvez fosse melhor se levantar e ir. Tirar a decisão das mãos dele. Mostrar-lhe que não se importava com sua rejeição, afinal.
Sentando-se na beirada da cama, ela pousou os pés no chão e inclinou-se para recolher as roupas, com os olhos já ardendo. Depois de tudo o que Rashid dissera, agora era evidente que não se importava. Deixaria que se fosse dali como se, de fato, não desse a mínima.
Mas, então, ele se sentou ao seu lado, afagando-lhe as costas, envolvendo-a com seu calor.
— Não vá — pediu, e puxou-a para os seus braços.
E Sheridan se entregou com abandono mais uma vez.

Trecho do livro APOSTANDO COM O CORAÇÃO (Livro 1 da Série Herdeiros do Trono de Kyr) de Lynn Raye Harris.

[...] — Emily, eu quero você.
Como era excitante ouvi-lo dizer aquelas palavras. Para ela.
— E eu quero você.
Kadir lhe deu um beijo intenso, exigente, que a fez arquear o corpo das almofadas.
— Não há nada que eu deseje mais do que você. — Kadir a beijou repetidamente, enquanto ela estremecia e gemia debaixo dele.
Não havia nada melhor que ter toda a energia de Kadir focalizada nela. Não admirava que todas aquelas mulheres tivessem perdido a cabeça...
Não, ela disse a si mesma. Você não vai pensar nelas. Pensará apenas nele.
E não era difícil, quando os lábios de Kadir faziam mágica. Ele a beijava como um homem faminto, apossando-se da sua energia, da sua alma.
As línguas dos dois duelavam, se misturavam. Ele encontrou a barra da sua blusa, puxou-a para cima e tirou-a. Emily pensou que Kadir fosse lhe tocar os seios, mas ele continuou a beijá-la, enquanto ela erguia os quadris e pressionava a sua ereção. Kadir gemeu de satisfação.
Emily tentou enfiar a mão por debaixo da sua túnica, mas era muito pesada. Kadir se apoiou nos calcanhares e tirou-a, ficando apenas com a cueca esticada...
Santo Deus!
— Não há nada mais excitante que ver uma mulher olhando para mim deste jeito.
Olhando? Acho que estou babando...
— Você é um belo homem, Kadir. Qualquer mulher o olharia deste jeito.
— Mas, sendo você, é muito mais estimulante.
Ele voltou a deitar em cima dela, e Emily conteve a respiração ao sentir o seu tórax nu. Ela ainda estava com o sutiã e o jeans, e só queria se livrar dos dois para sentir o contato direto entre seus corpos.
Emily passou as mãos nos músculos de Kadir. Ele tinha um corpo magnífico, e sabia disso. Ela não ligava. Tudo que importava era que finalmente conseguia tocá-lo como tanto sonhara.
Em parte, Emily odiava saber que outras o haviam tocado, mas tentou se concentrar na sensação de ter a pele macia de Kadir sob as mãos.
Ele lhe tomou os dedos e os beijou.
— Você está pensando demais, Emily. Em outras noites, outras mulheres. Agora somos eu e você, esta noite. Não existe ninguém com quem eu preferisse estar.
— Passei quatro anos acompanhando amantes que saíam do seu quarto. Você não pode esperar que me esqueça disso. Nem que esqueça que não sou diferente de todas elas, desejando você, ansiando por você, enlouquecendo ao pensar que vou tê-lo.
Kadir sorriu com ternura.
— Você é muito diferente. — Ele lhe beijou o pescoço, e ela gemeu. — Porque eu fico louco ao pensar que vou tê-la. Fique certa de que isso não costuma acontecer.
Kadir fazia com que ela se sentisse especial, mas Emily pensou que não deveria esquecer que aquilo não passava de sedução. Ele era muito bom no que fazia.
— As coisas que eu quero fazer com você, Emily... Esta noite não será suficiente.
Kadir tornou a beijá-la, e Emily o abraçou. Kadir ergueu a sua trança e beijou o seu pescoço, sua garganta, a junção de seus seios. Abriu com facilidade o fecho do seu sutiã e, no momento seguinte, colocava a boca sobre seu mamilo.
Emily gemeu e arqueou-se contra seus lábios.
Kadir a sugou, mordiscou, até deixar o seu corpo em fogo. Como um ponto tão pequeno poderia lhe proporcionar tanto prazer? Mas ele não parou por ali. Fez o mesmo com o outro mamilo, até deixá-la trêmula, balbuciando o seu nome.
Quando ele abriu o seu jeans, ela por instantes ficou tensa, por saber que estaria totalmente nua diante dele. Kadir lhe retirou o jeans e a calcinha, e ficou olhando para ela com a respiração contida.
— Emily... — Ele lhe acariciou as pernas, os joelhos, a parte interna das coxas. — Tão adorável... Como fui estúpido por não fazer sexo com você antes!
— Não teria acontecido. — Ela suspirou. — Não enquanto eu trabalhava para você. Se tivesse acontecido, eu teria pedido demissão.
— Então, foi melhor termos esperado.
— Ele fez com que ela abrisse as pernas.
— Temos muito a compensar.
Kadir se inclinou e beijou-lhe o interior da coxa. Emily sentiu o corpo se retesar como uma tira de elástico: só mais um centímetro, e ela iria estourar: respirava convulsivamente, e seu corpo fervia de excitação. Sentia o hálito quente de Kadir contra a coxa, e então ele a tocou com o dedo...
— Você está gostando disto.
— Ah, sim..
Ele a acariciou, e Emily contraiu o corpo.
— O que fará se eu acariciá-la com a boca, Emily? Você vai se entregar?
Emily estava tão excitada que chegava a doer. O seu corpo latejava, e ela só queria que ele a aliviasse. Como não conseguia falar, concordou com a cabeça.
Kadir deu um sorriso malicioso e irresistível. Inclinou-se e tocou-a com a boca.
Emily arqueou-se como se tivesse levado um choque. O ruído que saiu de sua garganta tinha um som agudo e desesperado.
Ela não se importava. Só queria mais. Queria tudo.
Kadir continuou a acariciá-la até que ela começasse a se agarrar às almofadas e a balbuciar o seu nome. Emily estava tão perto do clímax que o seu corpo se contraía e formava um arco, mas ele sabia como mantê-la sob controle.
— Kadir... — implorou ela. — Por favor...
Emily ficou aturdida quando ele parou de repente, levantou e se afastou. Mas ele voltou logo depois, abrindo uma embalagem de preservativo e colocando-o. O coração de Emily acelerou ao sentir o seu peso.
— Preciso possuí-la, Emily. Na primeira vez em que você tiver um orgasmo, quero senti-lo. — Ele a beijou.
Ela testou seu próprio sabor e se sentiu possessiva. Beijou-o num frenesi. Kadir reagiu da mesma maneira, deixando-a sem fôlego.
Um segundo depois, ela o guiava para dentro de si. Quando Emily o segurou, Kadir gemeu, passou os braços sob seus joelhos e mergulhou dentro do seu corpo.
Emily soltou um grito rouco. Estava tão preparada para recebê-lo, tão excitada, que no mesmo instante teve um orgasmo e começou a estremecer convulsivamente.
— Isto, assim. Solte-se, Emily.
Fazia tanto tempo que ela não tinha um orgasmo que aquele parecia não querer ter fim. Quando acabou, Emily ficou totalmente relaxada.

Kadir beijou-lhe o rosto, o nariz, o queixo.      Ela deu uma risada.
— Estava.
Ele continuava dentro do seu corpo.
— Fazia muito tempo?
Emily remexeu os quadris, surpresa por ainda estar excitada.
— Como eu poderia ter encontros, trabalhando para você?
Ele passou a mão por debaixo do quadril de Emily, ergueu-a e voltou a se movimentar. Ela gemeu de prazer.
— Fico feliz. Não consigo imaginá-la com um homem que não seja eu.
Kadir a possuía com paixão. Emily abraçou-o com as pernas, colando-se a ele, enquanto Kadir se movimentava cada vez mais rápido, aumentando a tensão. Ela não pensara que seu corpo pudesse responder tão depressa, mas estava surpresa pelo quanto Kadir parecia conhecê-la.
Os corpos se moviam juntos, levantando-se, abaixando-se, derretendo-se, até que ela não conseguiu mais agüentar e perdeu o controle, soltando um grito e mergulhando no esquecimento.
Emily pensou ter dito o nome dele, mas não tinha certeza. Todos os seus sentidos se achavam tomados pelo prazer... E por um amor tão intenso que parecia desmanchá-la por dentro.
— Emily... — falou Kadir junto ao seu ouvido num tom entrecortado que fraquejou quando ele atingiu o orgasmo. Estremeceu convulsivamente e gemeu o nome dela mais uma vez.
Deitada sob ele, Emily se admirava com a intensidade das próprias sensações. Sentia o calor de Kadir, o cheiro de sexo. Seu corpo tremia e seu pulso latejava.   

                                              
[...]Ela passou a língua em volta do seu umbigo e roçou o rosto na sua ereção. O corpo dele se retesou. Emily riu docemente e acariciou-o com a boca.
Kadir se controlou e deixou que ela o torturasse, entregando-se ao prazer que lhe proporcionava. Fechou os olhos e arqueou o corpo, sentindo a excitação crescer, prenunciando um orgasmo tão potente quanto o último.
Mas ele não queria isso, porque tinham pouco tempo. Queria estar dentro dela, ver seus olhos esgazeados, ouvir seus gemidos, enquanto a levava ao êxtase junto com ele.
Kadir a puxou sobre si e beijou-a, colocando a língua dentro de sua boca. Emily sabia o que ele queria: pegou a embalagem de preservativo de cima da mesa de cabeceira, abriu-a, colocou o preservativo em Kadir e montou-o.
Os dois começaram a gemer. Ele a segurou pelos quadris e puxou-a com firmeza, enquanto Emily apoiava as mãos em seu peito.
— Você é linda, Emily. — Kadir estava impressionado com a imagem do cabelo caindo-lhe sobre os ombros, provocando-lhe cócegas, dos seios arredondados e altos, dos olhos brilhando de emoção, enquanto ela se inclinava para beijá-lo.
— Você diz isso para todas as mulhe...
Emily não terminou a frase porque ele a beijou. E não parou de beijá-la e de se movimentar dentro dela, até senti-la estremecer e murmurar o seu nome.
Kadir não deu tempo para que Emily se recuperasse. Deitou-a na cama e possuiu-a de maneira selvagem, arrastando-a sobre o colchão, assustando seus próprios demônios.
Ele pensou vagamente que estava sendo bruto, descontrolado, e quis ir mais devagar, mas ela o agarrou pelas nádegas e pressionou o corpo contra o seu.
Parecia uma batalha, mas uma batalha que causava mais prazer que sofrimento. Os dois atingiram o orgasmo juntos, gemendo, suando, engasgando, gritando, antes de se soltarem sobre a cama e chutarem as cobertas para o chão.[...]