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sábado, 4 de junho de 2016

Trecho do livro O Último Príncipe de Dahaar de Tara Pammi- Vol.1 Da Dinastia Areia e Escândalo- Harlequin

[...]O cheiro da pele de Ayaan parecia penetrar no seu sangue e desencadear algo além do simples desejo físico.

Zohra tocou-lhe o peito, sentiu a firmeza dos seus músculos e se ergueu até se sentir totalmente envolvida pela força do seu corpo. Soltou um suspiro e abraçou-o, esperando ser rejeitada, mas ele a abraçou com força. Ela sentiu um nó se formar na garganta e fechou os olhos. Por apenas um segundo, aquele abraço resumia tudo que ele era.

Ela sentiu que ele subia a mão pelo seu pescoço, enfiava os dedos em seu cabelo e beijava a sua testa. Sentiu o calor do seu suspiro de alívio sobre a pele, abafou um gemido e escondeu o rosto no ombro de Ayaan.

– Você tem um cheiro maravilhoso, latifa.
Zohra não teve controle sobre o que fez a seguir. Abriu a boca e lambeu o peito dele. Sentiu o calor aquecer sua pélvis e se concentrar no meio de suas pernas. Ele tinha um gosto doce e salgado que ela nunca sentira.
Ayaan estremeceu, e as batidas aceleradas do seu coração ressoaram nos ouvidos de Zohra.

– Eu quero tanto estar dentro de você, que chega a me doer fisicamente... – O desejo que vibrava na voz dele pareceu envolvê-la. Zohra abraçou-o pelo pescoço. – Mas, Ya Allah, Zohra, depois de tudo que viu, você ainda quer fazer isso? – Ele encostou a cabeça no seu pescoço, segurando-a de maneira possessiva, enquanto lutava contra ele mesmo, contra a honra que estava em seu sangue. – Se eu tocá-la, não terei forças para parar.

Ao pensar que ele poderia ir embora, Zohra sentiu o coração se apertar.

A imagem de Ayaan com as mãos na cabeça e o rosto coberto de angústia, como o vira antes, deveria afugentá-la, mas, pela primeira vez, ela percebera o peso do dever que ele carregava com orgulho e com elegância, compreendera a honra que ele via em dar tudo de si e a batalha que ele travava a cada dia, sem se queixar.

Porque ele nascera para fazer aquilo. Aquela era a sua realidade. E ela ansiava por fazer parte dela.

Ela queria lhe dar prazer, queria ser o alívio que ele procurava, queria estar com ele porque, pela primeira vez, desde que se lembrava, ela não se sentia em conflito, confusa, e tinha certeza de que aquilo estava certo.

– Ayaan... – suspirou ela, imaginando por que seu coração sempre escolhia o caminho mais difícil. – Eu não estou aqui porque me ensinaram que eu não deveria fazer isso, por querer ultrapassar os limites ou por querer atingir alguém. Eu estou aqui porque quero fazer isso.

Ela murmurou o nome dele repetidamente, junto ao seu peito, ouvindo as batidas do seu coração. Desceu as mãos pelo seu peito, adorando sentir que ele contraía os músculos.

Ayaan estremeceu e praguejou. Ainda segurando seu cabelo, ele fez com que ela se levantasse. Em seus olhos havia o brilho de vários sóis, do seu desejo, de seus demônios e de suas lutas. Tudo estava à mostra para que ela pudesse ver. Naquele instante, ele lhe tirava o fôlego, e Zohra não sabia como se segurar, como evitar se perder nele.

Ele soltou um gemido desesperado.

– É o que eu queria, mas não tenho preservativos, Zohra, e não posso me arriscar a...

– Faz muito tempo que eu tomo anticoncepcional – confessou ela, sem conter o nervosismo. Ele olhou para ela, sem nada dizer. Zohra se questionou se a perfeição daquele momento iria

se estragar.

– Ayaan, eu sei o que você está...

– Shh – disse ele, segurando o rosto dela. – Você me quer como eu sou, não é, Zohra? – Ela concordou, sentindo o coração bater na garganta, percebendo que caminhava no limite entre o querer e algo mais forte, que maculava a beleza do homem que a segurava. – Eu também quero você do jeito que você é.

Ele puxou-a até seus lábios ficarem a centímetros de distância. A expectativa a revirava por dentro, seus músculos amoleciam. Ela sentiu os lábios quentes e macios de Ayaan tocarem os seus. Ele a segurou pelos quadris e lambeu seu lábio, mordiscou-o, voltou a lambê-lo exigindo, apossando-se de sua boca e perdendo totalmente o controle. E voltou a fazer isso tudo, até que suas respirações se misturaram e suas bocas se fundiram, até deixar um pedaço de sua pele encravado na dela.
De vez em quando, ele a deixava respirar, e Zohra voltava a se entregar.

Uma lambida erótica, um toque da palma da mão em seu corpo, um sussurro pecaminoso em seu ouvido, e ela se perdia em um mar de sensações e o agarrava pelo cabelo, pressionava o corpo contra o dele e lhe acariciava as costas.

– Por favor, Ayaan... – Ela implorou com voz trêmula.

Ele passou as mãos por seus ombros, por seus braços, com um olhar intenso de desejo.

– Eu não tenho lembranças do corpo de outra mulher, Zohra, não me lembro de já ter sentido esse tipo de desejo. – Ele lambeu a veia que pulsava na garganta de Zohra e alimentou a chama do seu desejo. – Você sabia o quanto eu queria sentir o seu gosto e quantas vezes eu fiquei do lado de fora da sua porta, lembrando os motivos pelos quais não podia entrar? – Ele sugou a garganta de Zohra, e ela se derreteu. – Eu a expulsei do meu quarto, mas o seu perfume ficou no ar. – Ayaan pegou nas mãos dela e colocou-as sobre a sua ereção. Ela se sobressaltou e sentiu o calor entre as pernas se intensificar quando pensou que logo ele estaria dentro do seu corpo. – Faz um mês que eu não consigo me tocar porque só penso em ser tocado por você e por sua boca. – Ao saber dos pensamentos eróticos que ele tivera com ela, Zohra sentiu a umidade se espalhar pelo vértice das coxas. Tocou-o, e Ayaan se afastou e segurou na mão dela. – Não, Zohra. Você só vai me tocar depois de eu ouvir seus gemidos e de ter acariciado todo o seu corpo e lambido o meio das suas coxas.

Zohra prendeu a respiração. Ayaan desceu a boca pelo seu pescoço, lambendo-a, beijando-a, excitando-a cada vez mais.

Ela estava tão perdida no que ele fazia com a boca, em como ele seguia a curva do seu seio, que só reparou que ele segurara a barra da sua camisola, quando ele a tirou pela sua cabeça. Zohra cobriu os seios instintivamente, mas ele continuou olhando para baixo, e ela acompanhou o seu olhar. Sua calcinha de seda creme era tão minúscula que mal a cobria e tinha o cós enfeitado por pequenas pedras que refletiam a luz.

– Eu... – Zohra suspirou quando ele passou o dedo sobre o cós. – A estilista fez as minhas malas. – Ayaan espalmou a mão sobre a calcinha, e ela pressionou o corpo contra seus dedos, ansiando por mais. Ele beijou-lhe a testa e pressionou os dedos sobre seu corpo. Ela soltou um soluço e mordeu o ombro dele.

– Eu pedi que preparassem você para mim. Lembre-me de agradecer à sua estilista.

O tom malicioso era tão excitante quanto os dedos dele, e Zohra voltou a arquear o corpo.

Os olhos de Ayaan ficaram mais escuros que o deserto ao anoitecer e se voltaram para seus seios e para seus mamilos endurecidos. Ela fechou os olhos, ouviu-o ofegar e sentiu uma onda de satisfação.

– A minha imaginação não lhe fez justiça, Zohra. Sabe quantas vezes eu imaginei seus seios? Ela sentiu que ele tocava a curva do seu seio e gemeu. Ele segurou seus seios e circulou seu mamilo com os dedos, e ela estremeceu. Sentiu o calor da boca de Ayaan no meio dos seios e percebeu que ele continha a respiração, quase com reverência. 
Zohra começou a tremer e sentiu as pernas se dobrarem. Ele passou o braço pela sua cintura e a segurou. Ela sentiu os seios se avolumarem, a garganta ficar seca, a respiração, ofegante, mas ele continuou a provocá-la, sem tocar seus mamilos, até que ela soltou um soluço rouco e pegou na mão dele. Ayaan segurou seu pulso e beijou-a.

– Abra os olhos, Zohra.
Ela olhou para baixo, viu-o tocar seu mamilo com a ponta dos dedos, sentiu uma onda de prazer indescritível e gemeu.

– Veja o que eu estou fazendo com você – mencionou ele em tom rouco e excitante.

A visão era tão fascinante que ela não conseguiria fechar os olhos, nem que ele pedisse. Ele apertou seu mamilo, sugou-o e empurrou-a sobre a cama. Ela gritou o nome dele e o som ecoou na tenda e, provavelmente, pelo deserto. Zohra segurou-o pelo cabelo e pressionou sua cabeça contra o seio, num apelo desesperado.

Ele a sugou mais avidamente, até que tudo que ela podia ver, sentir e ouvir era o ruído da sua boca. O prazer se apoderara de todos os seus sentidos.

Ayaan fez com que ela se deitasse na cama e beijou sua barriga. Pegou um lenço de seda e, antes que ela percebesse, fez com que ela esticasse os braços acima da cabeça e amarrou seus pulsos delicadamente. Beijou-a e colocou alguns travesseiros sob sua cabeça.

– Para você poder ver o que eu estou fazendo com você.

Ela sentiu o calor se espalhar pelo corpo, enquanto ele beijava o contorno da sua calcinha, descia-a por suas pernas e se inclinava sobre ela.

– Olhe para mim, Zohra – ordenou ele, com a voz tão carregada de desejo e de satisfação, que a fez vibrar.

Zohra olhou para ele, conteve a respiração e tentou soltar os pulsos. Queria tocá-lo e retribuir o prazer que ele estava lhe dando. Ayaan roçava as pontas dos dedos na parte interna de suas coxas, com a expressão primitiva de um guerreiro conquistador.

E, então, ela sentiu que ele colocava a boca na parte mais íntima do seu corpo e a lambia. Zohra ergueu o corpo da cama, tremendo, o prazer se espalhando dentro dela com tamanha

intensidade que seus quadris se mexiam por conta própria. Ela gritou alto quando ele a lambeu demoradamente e depois beijou-a, fazendo com que ela gravasse a imagem de sua boca contra a carne trêmula. Ele continuou a provocá-la até que seu corpo fosse atravessado por espasmos. 


Ela emitia sons, às vezes, um soluço, um gemido, às vezes dizia o nome dele, implorando, pressionando a cabeça no travesseiro. Zohra tinha a sensação de que a excitação iria fazê-la sair da pele. Aumentava, quando ele a tocava, diminuía, quando ele deixava de tocá-la por um segundo.

O orgasmo a atingiu com a força de uma tempestade. Ela tentava sorver o ar, mas soluçava, produzindo um ruído rouco que soava erótico. Ondas de prazer, agudas e de tirar o fôlego, pareciam virá-la do avesso. Mas Ayaan não parava. Segurava-a pelos quadris e continuava a acariciá-la com a língua até extrair cada gota de prazer do seu corpo, até que ela se tornasse uma massa trêmula de sensações.

Quando os tremores do clímax se acalmaram, Zohra se deixou cair sobre a cama e sentiu um arrepio, desta vez, de inquietude, lhe subir pelas costas. Ainda com as mãos amarradas acima da cabeça, ela se virou de lado, sentindo-se subitamente envergonhada.

Ayaan afastou o cabelo úmido que caía sobre a sua testa e beijou sua têmpora, acariciou a curva do seu quadril, suas pernas, suas costas. A maneira como ele a acariciava acalmava algo dentro dela, que não deveria precisar ser acalmado.

– Zohra?

Ouvi-lo dizer o seu nome aqueceu-a internamente, e ela percebeu que ele lhe fazia uma pergunta. Zohra concordou com a cabeça e lhe mostrou os pulsos amarrados.

Ele sacudiu a cabeça com um olhar de pura arrogância masculina.
– Eu nunca vi nada mais erótico que você tendo um orgasmo. Acho que posso ficar viciado nisso.
Ele a beijou, e Zohra sacudiu a cabeça.

– Acho que o acampamento inteiro me ouviu, Ayaan – Tem alguém...

– Ninguém que esteja perto o suficiente, ya habibati – respondeu ele, adivinhando a pergunta que ela iria fazer, virou-a de frente e se colocou em cima dela.

Ele era pesado, mas sentir seu preso era um prazer.

– Ayaan?

Ele enterrou o rosto no seu pescoço.

– Hã...?

Ela ia falar, mas desistiu porque o medo obstruíra sua garganta. As sombras sempre presentes nos olhos de Ayaan haviam desaparecido, e ela não queria arriscar a fragilidade daquele instante, mencionando outra pessoa.

– Eu queria uma coisa...

Ele segurou-a com maior firmeza.

– Esta noite você terá tudo que quiser, ya habibati.

– Eu queria tocar sua cicatriz, beijá-la, lambê-la. – Ayaan suspirou junto ao seu seio e, em seguida, desamarrou suas mãos e deitou-se na cama.

Ela ficou admirando o seu corpo, com a respiração ofegante. Seu cabelo estava caído sobre a testa. Ele esticara os braços acima da cabeça. Seu torso largo se estreitava na cintura, e seu abdome era reto. A parte inferior do seu corpo estava escondida sob a calça de moletom, e a sua pele cor de oliva brilhava de suor. Era uma imagem que ela guardaria para sempre.

Zohra se deitou de lado e passou os dedos sobre a cicatriz enrugada. Sentiu as lágrimas lhe subirem aos olhos, mas controlou-as. Naquele momento, não havia lugar para a compaixão.

– Como você ficou com essa cicatriz? – indagou ela baixinho, encostando o rosto na pele de Ayaan, sentindo o seu perfume cítrico. Ele enfiou os dedos no cabelo dela.

– Eles me amarraram com uma corrente de ferro cheia de nós – respondeu ele simplesmente. Zohra abafou uma expressão de terror e chegou para mais perto dele, roçando os seios contra

o seu peito, enquanto beijava a cicatriz. Sentiu que ele lhe puxava o cabelo e que contraía o peito, e levou alguns segundos para entender que ele tinha gostado.

Ela se apoiou sobre o cotovelo, passou a língua ao longo da cicatriz e cobriu-a de beijos.

– Vire-se.

Para satisfação de Zohra, ele se virou. Livre do seu olhar, ela se tornou mais ousada, se ajoelhou e beijou a cicatriz que lhe atravessava o torso e roçou os seios em sua pele. Desta vez, os dois gemeram.

– Vire-se de novo – murmurou ela. Ele se virou.

Ela se inclinou para beijar o outro lado, passou a mão em seu peito e desceu-a pela sua barriga, até alcançar a sua ereção. Ayaan soltou um gemido rouco e ergueu os quadris. Ela o tocou e sentiu uma onda de calor atingi-la.

Antes que ela percebesse, ele se colocava em cima dela e a encarava com os olhos brilhando de desejo e de algo mais, que atingia o coração de Zohra e a envolvia.

– Você não me pediu permissão para fazer isso.

Era o brilho de contentamento, ela percebeu, pensando que era uma dádiva à qual deveria se agarrar.
Quando Ayaan a beijou, Zohra percebeu que o ritmo do seu beijo mudara. Ele passava a mão pelo seu corpo cuidadosa e eroticamente, mas com uma ânsia que parecia estar fora de controle. Quando ele se colocou entre suas coxas e ela sentiu que ele tocava o seu corpo, Zohra esqueceu seus pensamentos e se perdeu outra vez.
Aquilo seria o suficiente?

A pergunta insistente se misturava ao desejo que corria no sangue de Ayaan.

Tinha de ser, ele respondeu arrogantemente, para si mesmo. Afinal, aquilo era sexo.

Zohra podia ser bem diferente das mulheres que ele conhecia, mas o seu corpo estava se deleitando de prazer por simplesmente poder tocá-la e beijá-la.

Ayaan correu a boca pela garganta de Zohra, deleitando-se com o seu gosto. Ela automaticamente afastou as coxas e acolheu a sua ereção. Foi o bastante para que ele perdesse o último traço de controle.

Zohra contorceu o corpo e soltou um gemido rouco. Seus seios roçavam o peito de Ayaan, aumentando o seu estado de excitação. Ele lambeu seu mamilo e ela arqueou o corpo e gritou o nome dele, num tom gutural.

– Por favor, Ayaan... Eu quero tocar você, preciso...

Ele balançou a cabeça, passou o dedo entre suas pernas e colocou-o dentro do seu corpo. Sim, ela estava pronta para ele, e ele queria lhe proporcionar prazer novamente, mas foi dominado por seu próprio desejo.

– Abra as pernas, Zohra – falou ele, sem reconhecer o tom da própria voz.

Quando ela fez o que ele pedia, Ayaan segurou-a pelos quadris e, com um só movimento entrou no seu corpo.

Zohra viu estrelas ao sentir a pressão dentro do corpo e contraiu todos os músculos. Ele ia se movimentar, quando percebeu que ela estava paralisada. Olhou para ela, viu a verdade em seus olhos e ficou chocado.

– Entre todas as mentiras que você poderia contar, Zohra...! – exclamou Ayaan, praguejando. O desgosto afetava o prazer, mas apenas um pouco. Ele sentiu as coxas tremerem por ter de se manter parado e começou a recuar com imenso cuidado, tentando ser delicado. Esticou-se e beijou-a carinhosamente, ao sentir


 que ela se encolhia.

– Fique parada, Zohra – resmungou ele, suando por causa do esforço de permanecer parado. Mas claro que sua mulher não lhe deu atenção.

– Não está doendo, Ayaan, não mais. A sensação é... – Ela o segurou pelos ombros e ergueu os quadris. – Ahhh... É uma sensação de completude, tão gostosa... Por favor, continue...

Ele sentiu uma onda de fogo descer pelas costas, praguejou sonoramente e voltou a pressionar o corpo contra o dela. O gemido rouco de Zohra pareceu esfolar sua pele, deixando-o concentrado apenas em suas sensações.

A excitação se espalhava pelo seu corpo, atingia seus nervos, até nada existia além do calor de Zohra, sua esposa. Ayaan se deixou controlar pelo ritmo do próprio corpo e começou a se movimentar sem nenhuma gentileza, sem pensar nas palavras que saíam de sua boca. Zohra acompanhava o seu ritmo e emitia sons cada vez mais cheios de ânsia, mas ele resolveu esperar até que ela obtivesse prazer, acariciou-a com os dedos e ela explodiu, contraindo os músculos em torno dele. Ayaan investiu mais uma vez e também explodiu em um orgasmo que atingiu todos os seus nervos.

Ele se soltou em cima dela e, assim que os dois se acalmaram, ele pensou que havia algumas coisas a esclarecer. Ainda com os corpos ligados intimamente, ele rolou em cima da cama, invertendo a posição em que estavam. Zohra imediatamente cobriu os seios e corou intensamente.


– Você era virgem – puxou ele as mãos com que ela cobrira os seios e voltou a ficar excitado ao ver seus mamilos rosados. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Trecho do livro Oásis de Sedução de Donna Young

A porta se abriu. Ela olhou para trás de Jarek e viu que Ivan não estava mais à porta. Jarek entrou, virou-se e fechou a porta. Estava com o olhar firme e tinha olheiras. Ele aguardou com a mão na maçaneta, dando a ela tempo de sobra para fazer objeção.
Estava mais do que nunca parecendo um guerreiro. A postura grandiosa, o corpo rígido, as feições fechadas. Suas íris negras faiscaram, intensas de desejo e, ela pensou com tristeza, de fúria também.
— Bash?
— Depois. — Ele balançou a cabeça, nitidamente contendo a raiva. — Preciso que seja depois.
Ela assentiu e Jarek quase suspirou de alívio. Então, num estalar de dedos, os demônios do passado e do presente voltaram para os cantos escuros de onde vieram. E com eles sumiram as incertezas dele, suas perguntas e suas responsabilidades.
— Não sabia se você vinha. — Lentamente, ela tirou o casaco dos ombros e jogou em uma cadeira. — Que bom que veio.
Jarek se forçou a ficar em pé.
Ela ainda estava com o mesmo vestido do baile. O cetim brilhava à luz da lareira. O tom de esmeraldas líquidas e escuras do vestido fluía pelo corpo dela e o tecido lhe envelopava o corpo como uma segunda pele.
Sarah tirara os sapatos. De onde ele estava, viu as pontas dos dedos dos pés dela escapulindo debaixo da barra do vestido. Lentamente, ela baixou as alças dos ombros e levantou os braços.
— Pare. — A palavra saiu da garganta dele em um tom grave e rouco, vibrando com a força controlada.
— Tudo bem. — Ela já não mais denotava nervosismo na voz, que agora emanava segurança feminina. Caminhou descalça em direção a ele com o vestido se agarrando às curvas, cobrindo tudo, exceto os ombros.
Sarah parou a menos de 15 centímetros de seu corpo. O desejo lhe sombreara os olhos, que agora exibiam um tom turbulento de verde. Ela o absorveu com seus olhos maliciosos e ardentes.
— Vamos fazer isto juntos.
Jarek chiou. Foi tomado pelo desejo, tremor após tremor, e assim ela passou a dominar a situação.
Ela pegou a mão direita dele e levou os dedos aos seus lábios. Gentilmente, beijou cada dobra dos dedos, beijos leves como borboletas que o fizeram apertar a mão e retesar o corpo.
Rindo graciosamente, ela pegou o dedo médio dele e o esticou. O verde de seus olhos ganhou um tom maliciosamente sombrio quando ela introduziu o dedo na boca, lambendo-o por inteiro, sugando, brincando, mordiscando.
O desejo se derramou sobre ele como lava, invadindo-lhe as veias e quase o fazendo cair de joelhos.
— Pronto? — Sem esperar resposta, ela levou os dedos ao coração. Ele bateu uma vez, e duas, sob a palma da mão dela, até que ela pegou as duas mãos dele e as colocou sobre os seios.
Os polegares dele lhe roçaram os mamilos, duros e lisos sob o cetim. Ela respirou mais fundo e os seios incharam.
Como se dotadas de vontade própria, suas mãos lhe desceram o corpo vagarosamente, tirando o vestido de cetim da pele sedosa.
Usando as dobras dos dedos, ele traçou o contorno de suas costelas, das laterais, da delicada concavidade onde se encontravam o quadril e as coxas. Com um só puxão usando o polegar, ele fez o tecido fino cair aos pés dela junto com o vestido. Sarah oscilou o corpo, chegando mais perto, e o domínio da situação se reverteu novamente.
Insatisfeito com a distância entre os dois, Jarek desceu o braço até o traseiro dela e a levantou, apertando-a contra o peito.
— Você ainda está de roupa — sussurrou ela enquanto envolvia o pescoço dele com seus braços e mergulhava os dedos em seus cabelos grossos e fartos.
Ele abocanhou um dos mamilos e sugou até ela ronronar de tanto prazer. De repente, ela se soltou e escorregou pelo corpo dele abaixo, curvando-se quando as mãos dele lhe acariciaram da base da espinha ao ponto sensível entre as omoplatas.
— Minha vez. — Um por um, ela foi abrindo os botões da camisa dele, largando beijinhos na pele firme. Ela então foi tirando a camisa pelos ombros, parando apenas ao alcançar os pulsos.
— Não — sussurrou ele com a voz rouca de excitação.
— Shh... — Ela lhe beijou os lábios graciosamente, e ele sentiu seu hálito doce na boca. Então ela puxou e a camisa foi ao chão.
Ela lhe beijou o queixo. Deslizou os lábios pela clavícula. Ele a segurou pela nuca e seus dedos lhe adentraram as madeixas pesadas que batiam nos ombros. As pontas dos cabelos lhe roçaram o peito enquanto ela passava os lábios no mamilo marrom e liso, parando só um pouquinho para brincar mais antes de prosseguir.
Lentamente, ela beijou o músculo rígido entre o pescoço e o ombro. Jarek esperou, prendendo a respiração. Nas pontas dos pés, ela deu a volta e foi para trás dele, largando um rastro de beijos levíssimos em ambas as extremidades dos ombros e na nuca.
As mãos de Sarah foram lhe subindo pelos braços, segurando-o com força enquanto ela apertava o peito contras as costas dele. Jarek grunhiu sentindo o doce prazer que lhe atingiu no ponto mais profundo de si. Fazia muito tempo que suas cicatrizes não sentiam outro toque além do toque do tecido das roupas que vestia. Com os lábios e os dedos, Sarah acariciou cada reentrância, deixando sua marca, afastando os demônios de vez.
Finalmente, Jarek não aguentou mais. Ele virou o corpo, colocou o braço debaixo das pernas dela e a levantou. Embalou-a novamente junto ao peito. Sua boca encontrou a dela em um longo e doce beijo que deixou a ambos sem fôlego.
Com uma gentileza da qual ela jamais imaginou que ele fosse capaz, ele a colocou no meio da cama. Ela se apoiou sobre um cotovelo, os olhos pesados de desejo, observando-o tirar a calça.
Sarah viu os músculos firmes que formavam seu físico. As coxas rijas, o peito bem esculpido. Mas foi o desejo naqueles olhos escuros que a fez levantar os braços.
Pouco depois, ele a apertou sobre o colchão, carimbando seu corpo contra o dela. Como ela acabara de fazer minutos antes.
Ele cavou fundo para encontrar uma ternura que não se permitia usar fazia muito tempo. Uma ternura que ela precisava sentir tanto quanto ele precisava dar.
Como se lendo seus pensamentos, Sarah abriu as pernas, encaixando-o no vértice úmido entre elas.
Um gemido grave brotou do fundo do peito de Jarek. O sub tom indicava uma emoção tamanha que ameaçava partir o coração dele. Sarah lhe puxou os cabelos, empurrando-lhe a boca para baixo, para sua boca.
— Vou fazer melhor, Jarek — sussurrou. — Juro.
Ele a beijou primeiro lentamente, deixando o desejo crescer até suas bocas se moverem juntas. Selvagens. Eróticas.
A mão de Jarek desceu, adentrando o triângulo entre as pernas. Ele sentiu o calor na palma da mão e então usou o polegar, fazendo movimentos circulares gentis até ela começar a balançar o corpo, querendo mais. Sarah começou a massagear os músculos tensos das costas dele, acarinhando a pele trêmula e suada até o desejo espetar a base da espinha de Jarek, e todos os nervos de seu corpo gritaram, pedindo libertação.
Ela tremeu debaixo dele. Sua respiração começou a ficar entrecortada enquanto lutava para controlar o maremoto que ameaçava derrubar o controle de ambos.
— Jarek — sussurrou ela, cravando os olhos agitados nos dele. — Não posso. Por favor.
Ele a adentrou de uma só vez. Depois ficou olhando o verde de seus olhos perdendo o foco para o prazer.
Seus movimentos se coadunaram e ele encontrou a ternura que temia encontrar: ela estava em cada investida fluente e macia.
Pela última vez o domínio da relação foi trocado novamente, mas agora nenhum dos dois estava dominando.
Mas não se importaram com isto. A liberdade compensava. Eles foram com tudo até o limite, explodindo sobre o controle. Agarrados um ao outro, caíram num abismo tranquilo... onde só existiam os dois.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

trecho do livro Além do paraíso- de Sharon Kendrick

Ele baixou a cabeça e os lábios dos dois estavam quase encostados, os hálitos mornos se fundiam, os olhares fixos, e naquele instante, antes de beijá-la, os olhos dele reluziam de puro deleite, mesmo com o corpo se enrijecendo como nunca antes.
— Eu te amo — repetiu Malik. — E agora eu vou mostrá-la o quanto.
Ele a carregou de volta à cama e, pela primeira vez na vida, reverenciou uma mulher, passando a boca em cada centímetro do corpo dela. De repente, um ato que ele havia desempenhado incontáveis vezes na vida, com desfechos previsíveis ainda que prazerosos, se tornou algo totalmente fora de sua experiên¬cia. Foi como se ele tivesse sido levado a uma outra dimensão, como adentrar um lugar onde as cores eram mais vivas e intensas, e tudo, de alguma forma, fosse mais real.
A união dos corpos parecia tão... profunda... Algo tão íntimo e espiritual que desafiava a razão.
Depois, ele sentiu as próprias lágrimas, misturadas às dela. Somente então Malik descobriu que se podia chorar por todo tipo de motivo. Aquelas eram lágri¬mas de alegria, e não havia nada de errado nisso. Não no santuário de seu quarto, sozinho com aquela mu¬lher extraordinária, com quem ele podia ser o homem que jamais fora com ninguém mais.
Ele a abraçou bem forte e beijou, depois levou os lábios ao seu ouvido.
— Eu jamais vou deixá-la, Sorrel — disse ele, com desejo. — Minha rainha, minha esposa, minha amante.
Sorrel o beijou no alto da cabeça, e o abraçou com a mesma força, com o coração ardendo de amor por ele.