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sábado, 4 de junho de 2011

trecho do livro ©Sob o Sol do Deserto de ©Iris Johansen


— Chega, Zilah, não diga mais nada. Será que precisarei soletrar as palavras para me fazer entender? Se não se afastar de mim, em dois minutos terei arrancado suas roupas e estarei dentro de você. — De repente, ele agarrou-lhe as nádegas e a trouxe para junto de seu corpo, no qual a excitação era evidente. — Fui dormir desejando você e lutando contra isso, e acordei com todas as barreiras derrubadas. — As palavras soavam entre pequenos suspiros, conforme a pressionava contra si. — Tudo o que consigo pensar é em senti-la, e no modo como seus mamilos endurecem quando a toco.
Zilah respirou fundo. À medida que Daniel falava, apertava-lhe as nádegas firmes e de curvas generosas. Ela sentia os seios intumescidos apoiados contra a parede sólida do peito largo. Era um comando, ela percebeu, o comando básico da dança do amor, bastante conhecido de homens e mulheres.
— Quero senti-la nua contra mim, quero tocá-la com intimidade. Desejo fazê-la derreter de desejo. — De repente, ele prendeu o lóbulo de sua orelha entre os dentes. — Não permita que eu faça isso, droga, me impeça! — exclamou, desesperado. — Porque Deus sabe que sozinho eu não serei capaz.
A escuridão flutuava ao redor de Zilah, onde nada existia além de sensações e o desejo de Daniel clamando por ela. E não só o desejo dele, percebeu chocada. Havia o seu também, pois o desejava com uma ferocidade primitiva. Como seria quando eles... As dúvidas e questões desapareceram quando o sentiu tremer contra si. Não tremor de medo, mas de desejo. Foi como ser surpreendida no funil de um tornado e ser soerguida em uma espiral poderosa para longe de tudo o que conhecia. As únicas coisas verdadeiras eram as sensações que Daniel lhe despertava, com cada palavra, cada toque.
— Também não sei se serei capaz de impedi-lo — avisou ela.
Daniel ficou imóvel.
— Oh, Deus, eu não queria ouvi-la dizer isso...
Zilah não imaginava que os músculos sob suas mãos pudessem ficar mais rígidos, mas foi o que aconteceu.
— Eu não queria que entre nós acontecesse deste modo. Queria mostrar a você que posso ser bem mais do que apenas um bruto que toma o que lhe dá prazer... — As mãos másculas, de repente, trabalhavam febrilmente no zíper da calça jeans. — Nem mesmo sei se terei a paciência de ser gentil com você.
— Não precisa ser. — Aquilo não importava. Não com Daniel.
Gostaria de se dar a ele por inteiro, de satisfazer suas necessidades sem que ele precisasse pedir.
Daniel puxava o jeans e a calcinha de Zilah para baixo com uma pressa frenética. De repente, ela estava nua na escuridão, e as mãos másculas deslizavam por seu corpo com avidez, como se temessem não obter o suficiente da textura suave.
Então a mão que a acariciava enroscou-se nos caracóis que serviam de sentinelas para o recesso de sua feminilidade.
— Abra-se para mim — pediu ele. — Por favor, Zilah. Não posso esperar mais.
Zilah tampouco podia. Nem um minuto sequer. Suas pernas abriram-se num convite puramente instintivo.
Um longo gemido escapo dos lábios rosados quando ela recebe a sensual recompensa por sua obediência, estremecendo ao sentir a mão atrevida explorando sem pudores.
— Você é tão suave, tão deliciosa... — murmurou Daniel. — Como eu gostaria de vê-la melhor! Talvez, acendendo a lanterna... Mas não posso esperar, nem mais um segundo. — De repente os dedos atrevidos encontraram o gatilho sensual que procuravam, e ele iniciou uma massagem rotativa que a fez gemer baixinho.
Zilah ergueu os lábios sedutores, em um convite tão antigo quanto o próprio conceito de tempo.
Daniel riu, um riso de satisfação.
— Você me quer, Zilah?
— Sim, eu quero, agora... — Mal conseguiu pronunciar as palavras. Seu corpo ardia, consumido pelas chamas do desejo.
— Oh, Zilah,
Ela estava vagamente consciente de que o toque se fora, permanecendo apenas a escuridão, a palpitação e a necessidade flamejante, enquanto Daniel se movia com uma rapidez frenética para se livrar das próprias roupas.
Zilah tremia. Sentia os músculos do estômago se contrair, implorando pelo toque sedutor.
Então sentiu-o separar suas coxas, acariciando-a suavemente. Logo ele estava entre suas pernas, os músculos poderosos contra a suavidade dela. Não dava para Zilah vê-lo, e de alguma maneira, isso aumentava sua excitação, mas podia senti-lo tocando-a. Por um momento, um lampejo de memórias do passado a fez enrijecer, mas logo se foi. Porque nada no passado se assemelhava ao que experimentava naquele instante. Tudo agora era novo, e tão primitivo e intenso como se acontecesse no início dos tempos. De novo, a magia de Daniel se fazia sentir com toda a sua pujança.
Ele começou a penetrá-la, com cuidado. Zilah podia sentir seu carinho. Daniel tentava dar a ela a gentileza que julgava que ela merecia, percebeu, emocionada. Embora a restrição fosse torturante, ele tentava agradá-la. Bem, também queria dar-lhe um prazer irrestrito. Pretendia se dar por inteiro, até que não houvesse mais a oferecer.
Movida por tal intenção, ela se agarrou aos quadris estreitos, as unhas cravando na carne rija.
— Daniel... — Sua voz era um murmúrio na escuridão.
— Venha! Venha para mim, minha garota com sorriso de verão.
Em resposta, os quadris delicados ergueram-se, exigindo-o com uma ousadia que fez um grito escapar dos lábios carnudos. Zilah também sentia vontade de gritar, mas temeu que ele confundisse com dor.
— Minha doce Zilah... — Daniel de repente estremeceu, e ela, enfim, pôde senti-lo dentro de si, partilhando a maior intimidade possível que a natureza permitia a dois seres que se desejavam. — Vou enlouquecer. Nunca me senti assim em toda a minha vida. Mas não quero machucá-la.
As mãos macias de Zilah apertaram os quadris de Daniel.
— Está tudo bem comigo. Você não vai me machucar.
— Ainda bem, porque agora é impossível voltar atrás. — Ele avançou, o desejo intenso superando a restrição enquanto a possuía. Ergueu-a com sofreguidão, para que fosse ao encontro de cada investida forte, unindo-se a ela como se quisesse ir além, em uma união que não poderia ser quebrada, nem mesmo quando esfriasse a paixão.
Zilah estava vagamente consciente de que Daniel falava com doçura enquanto se movia, dizendo o quanto ela era maravilhosa, como era bom senti-la em torno dele, e dos vários outros modos que pretendia que fizessem amor. As palavras soavam roucas e selvagens como o ritmo de seus movimentos, às vezes escandalosas, às vezes ternas como um beijo de criança.
Ainda assim, continuava. Um momento. Uma eternidade. A escuridão. A chama. O raio outra vez. Uma onda ofegante que a incendiou. A força de Daniel. Tanta força em um só homem, ela pensou febrilmente. Tanta beleza, tanto desejo primitivo que... Então Zilah não conseguiu mais pensar, quando o clarão de um novo raio a atingiu com sua força, que absorveu a chama, a escuridão e tudo o mais no mundo, menos aquele que exercia o domínio.
Zilah ouviu-o gritar e então sentiu seu peso sobre ela, o coração batendo forte no peito musculoso, parecendo querer explodir. Ou eram as batidas de seu próprio coração? Difícil dizer, tão unidos que estavam, corpo e alma.

sexta-feira, 26 de março de 2010

TRECHO DO LIVRO ©"O PRÍNCIPE DO DESERTO " DE ©IRIS JOHANSEN

"O modelo foi copiado de um autêntico vestido de noiva beduíno.O brocado foi idéia minha, embora a lã seja o tecido tradicional.Eu queria texturas diferentes esta noite..."

Ela sorriu e tirou o vestido da caixa. Philip e suas texturas...
Não teria do que reclamar daquele tecido. este era ao mesmo tempo macio.flexivel e firme. E o toque causava imenso prazer...
Estava claro que ele desejava tocá-la naquela noite,e o pensamento fez com que sentisse um tremor pelo corpo.A tensão sexual entre eles ficava evidente a cada minuto que passavam juntos. ainda assim, nas duas últimas semanas tinham vivido uma atmosfera de sonho. Philip fora gentil e amável, entretanto era certo que vinha contendo o próprio desejo.
Mas, naquela noite, todo esse sentimento explodiria. O prazer seria tão natural e espontâneo quanto fora da primeira vez.
A excitação cresceu dentro de Pandora. Era como antecipar um salto de paraquedas: apenas o céu e o desconhecido à frente. E, evidentemente. Philip decidiria antecipar sua invasão.
Mordeu o lábio. Sentia-se feliz. Era hora de transformar o sonho em realidade. Rodopiou com o vestido à frente do corpo. Sim, estava pronta para ele.
Philip não se juntou a ela no jantar daquela noite. Quinze minutos aós a bandeja com a comida ter sido trazida, Pandora se encontrava na sacada, ainda tentando acalmar o aperto no estômago, quando ouviu alguém fechar a porta.
- Entre e deixe-me vê-la... - Ele ficou em pé no meio do quarto. Estava soberbo, vestido de branco. As linhas da calça e da camisa de mangas longas exaltava os ombros cintilava no ecuro. - Já esperei muito. Está muito escuro aí fora para eu poder vê-la.
- Eu estava imaginando se viria ou não -ela falou enquanto caminhava na direção dele. - Não apareceu para o jantar.
- Aprendi a lição da última vez. Tive que esperar apenas dois dias e quase enlouqueci. Teria sido capaz de atirar a bandeja longe esta noite.
- Eu também.
-Verdade? - Ele ficou surpreso. - Tive receio de que achasse que eu a estava precionando.
- Um pouco, talvez.- Pandora sorriu,provocativa. - Amanhã era para ser o dia da grande conquista.
-Mas ainda será. - Philip tomou-a pela mão e a conduziu para dentro, fechando as portas que davam para a sacada. - esta é apenas a noite com seu Khadim .
Prometo. Fique aqui enquanto acendo a luz.
Ele era apenas uma sombra em meio à penumbra do cômodo, até que o brilho do abajur o iluminou.
- Eu sabia que o vestido lhe cairia bem - falou, os olhos cintilando. _ A intensidade da púrpura contra a pele branca... Não há nada bonito neste mundo.
- Adorei... Faz com que eu me sinta uma princesa.
- Toda noiva deveria se sentir assim. Esta é uma vestimenta nupcial, Pandora. Poderíamos nos casar ainda hoje. Porque não voamos para Marasef e cuidamos das formalidades? Sab e que acabaremos por faze-lo cedo ou tarde- Provavelmente- ela respondeu com certa aspereza, na verdade, tentando se controlar. Philip estava tão próximo que podia sentir o aroma de sua pele.
- Decerto que sim, tocou -a nos ombros,massageando-a através da maciez do tecido. - Já não me fez esperar o suficiente?
- Não costumo brincar a respeito desse tipo de assunto. è muito importante que eu tenha certeza.- Compreendo, claro. - Roçou os lábios dela com os seus. - Gostaria que não fosse assim. Seria muito mais fácil agarrá-la e força-la a se decidir . - Olhou-a, malicioso. - conheço uma excelente maneira...
Em um rápido movimento, pegou-a no colo e a carregou até a cama, o rosto iluminado.
- Estou avisando... Pela manhã, cumprirei minha promessa. - Colocou-a na cama envolta em uma nuvemde brocado purpura e a fitou nos olhos. - Serei um Khadim tão sedutor que nunca mais poderá viver sem mim.
- Não há mérito nenhum nisso. Eu já não posso viver sem você.
Philip a olhou com ternura enquanto afastava uma mecha de cabelo da testa.
- Então já percebeu o quanto é simples. Nenhum de nós pode mais viver sem o outro daqui em diante. Vire-se, Pandora. Deixe-me livra-la dessa coisa...
- Não é uma coisa! É um lindo vestido. - Ela rolou na cama e ficou de costas para ele. Ouviu o som do zíper sendo aberto. - Vejo que não gosta, mesmo, de perder tempo.
Philip a acariciou nas costas e nas nádegas , lascivo.
- Deus! É mesmo muito bonita!
- Eu disse que não gosto de jogar.
- Terei de ensiná-la. Alguns jogos são agradáveis. Sei que se sairá melhor neste que em mah-jongg.
- Sem dúvida - ela disse, rindo. - Philip passou a beijá -la na parte de baixo das costas, o que a fez perder a respiração. - Não é justo.
- Se você gosta, é sim. - Ele roçou o rosto meio áspero contra sua pele. - Diga -me do que gosta e eu ditarei as regras do jogo.- É o que você sempre faz - ela protestou ao sentir uma mordida mais forte. - Você jantou?
- Não. Não consegui comer. Também não consegui dormir na noite passada. às vezes mer pergunto se conseguirei fazer isso tudo de novo. - Passava as mãos de cuma abaixo pelas costas delgadas, delici ando-se com a maciez da pele. - Já chega . Estou cansado de esperar, Pandora... - Virou-a na cama, terminando de tirar-lhe o vestido, o rosto transformado pelo desejo.- Nenhuma sedução? - ela perguntou com um sorriso de lado.
- Estou tentando. Mas nunca foi tão difícil. - Philip abaixou-se e a beijou no ventre.
O simples contato fez com que os músculos dela se contraíssem. Institivamente, Pandora o segurou pelos ombros.- Era apenas um jogo com as outras - ele confessou com voz rouca. - Com você significa muito mais.O coração dela acelerou. Encontrava-se tomada por um calor que a impedia de raciocinar.
- Significa muito para mim também... Philip.
Pandora cravou as mãos nos ombros largos por cima da camisa em resposta à carícia.
- Sim... não! O que você disse? - Arqueou o corpo para trás e soltou um gemido.
Ele levantou a cabeça .- Adoro ouvi-la gemer assim, mas receio não conseguir esperar mais. - Beijou a mão que ainda o segurava pelo ombro. - Mas me incomoda perceber que parece confusa quanto à sua beleza. Creio que devamos esclarecer as coisas de uma vez por todas. - Levantou-se e a puxou com ele. - Venha. - Dirigiu-a a suíte ao lado , ignorando o espanto dela.- Philip, não entendo... - Pandora interrompeu a fala assim que entrou no quarto. Havia um enorme espelho triplo, que cobria as paredes de cima abaixo. as luzes estavam apagadas, e a única claridade vinha do quarto adjacente. Ficou um pouco chocada ao se ver completamente nua, tendo Philip atrás de si ainda vestido.
Ele a enlaçou pela cintura.- Pensei que gostaria disto. Na noite em que foi instalado, detei-me na cama, imaginando-a desta forma, em pé, cercada pelos três lados do espelho. Sabe o efeito que teve sobre mim? - Abaixou-se e sussurou-lhe ao ouvido:- O desejo me queimava por dentro de tal forma que quase corri para o quarto ao lado para me perder dentro de você para sempre. E tenho sentido o mesmo todas as noites desde então. - Começou a desabotoara camisa,deixando à mostra os pelos sedosos do peito.
A imagem refletida acentuou as emoções que ela já sentia, dando-lhe a impressão de que poderia explodir a qualquer momento.- Veja como é bonita - prosseguiu Philip, acariciando os seios com as mãos em concha. - É assim que a vejo. Suave e firme ao mesmo tempo.- Sinto-me uma narcisista. - Pandora soltou uma risada fracae pendeu a cabeça para trás, apoiando-se nele. - Acho que estou sem graça.- Não deveria. - Ele tinha um corpo muito bonito, os músculos bronzeados iluminados pela fraca luz. - Gosto de olhar para você.- É melhor deixarmos tudo por igual. - Despiu-se rapidamente. - Agora estamos empatados. Sente- se melhor?Pandora não saberia dizer como se sentia. Uma espécie de eletricidade percorria seu corpo, enquanto ele a acariciava , pausando aqui e ali, em moviementos sensuais. A respiração de Philip parecia cada vez mais rápida e ela podia sentir sua excitação pela rigidez do membro pressionado ontra ela. O calor que havia entre eles era alucinante.
- Não posso mais esperar - ele falou com a voz rouca - Já demoramos demais...
- Pois não espere. - A voz dela tremia, assim como todo o corpo. - Também não suporto mais.
- Philip a pegou no colo e fez com que abrisse as pernas, colocando-as em ambos os lados dos quadris.
- Segure-se em mim - instruiu, antes de encostá-la contra uma das paredes e permanecer em pé, ofegante. Seus movimentos foram rápidos, bruscos, permeados por um desejo selvagem, até que a penetrou.
Pandora gemeu alto, cravando as unhas em seus ombros. Philip se movia com volúpia, como se desejasse desaparecer dentro dela.- Parece que nunca é o suficiente. Quero mais e mais de você. - Moviam-se num ritmo frenético, quente, e ela precisou morder o lábio para não gritar. - Você é minha - Olhavam-se nos espelhos. - Diga, Pandora...
- Sou sua - ela murmurou num gemido.E era verdade. Pe rtencia a Philip por inteira. Ele era intenso, quente, vivo, pensou atordoada, em meio a uma necessidade urgente de tê-lo cada vez mais.Philip a segurou pelos cabelos e a fitou nos olhos.
- Pertencerá a mim para sempre... Nunca mais irá embora. - Cobriu-lhe os lábios com avidez, selvagem, possessivo. - Não permitirei que me deixe nunca mais.Segurou-a com firmeza e caminhou em direção à cama. Sentou-se na beirada, ainda com ela ao colo, as mãos auxiliando-a a mover os quadris. Pandora o cavalgou, arquejante, e Philip se esticou as costas na cama enquanto lhe acariciava os seios com lascivia.
- Sempre gostou de cavalgar... Eu sabia que gostaria assim. Ainda a faço se lembrar de Édipo? - A expressão dele revelava o imenso prazer que sentia.
- Não. - Pandora mal conseguia falar, tão envolvida estava nas sensãções que cresciam dentro dela, levando-a para um mar de volúpia que nunca imaginou ser tão poderoso. - Você é mais selvagem... muito mais.- Eu disse que você não nos conhecia como pensava, mas está aprendendo rápido. Segure-se mais um pouco, meu amor... Estamos chegando à melhor parte.
Ela estava tonta, imersa numa semiconsciência. Era como se naquele momento não existisse mais nada no mundo além deles.
O calor foi crescendo cada vez mais, até que Pandora sentiu um intenso arrepio percorrer-lhe a espinha. Teve a sensação de que viajavam juntos até a estratosfera, ou além, numa explosão intensa de sentidos.
Abraçou Philip, repousando o rosto em seu peito, sentindo o peito arfante eo o coração acelerado, assim como o seu.- Você está bem?
Ele riu.
- Eu deveria fazer essa pergunta. - Beijou com delicadeza. - Sim, sem dúvida alguma. Nunca me senti tão bem em toda minha.
Também me sinto assim. - Pandora se moveu de forma a sair de cima dele. - Sou muito pesada...
- Não. - Philip a abraçou com força. - Fique. Fique aqui para sempre.
- Seria um incômodo, não acha? - Ela o beijou com carinho. - Embora eu desejasse continuar assim, eternamente aconchegada junto a seu peito.
- Pensarei em uma maneira. Deve haver uma. - Ele se virou na cama, deitando-se ao lado dela sem soltá-la.
Pandora sorriu, sentindo-se feliz.
- Gosto disso. Na noite do jantar, quando me abraçou dessa maneira, eu adormec. Belisque-me se eu dormir hoje...Quero sentir cada momento, bem acordada.
Uma intensa ternura se apoderou dele. Não tinha ainda se dado conta do quanto queria Pandora. Desde a noite do acidente, ela se mantivera reservada, não se permitindo entregar-se por completo, ao que ele não sabia exatamente como reagir, por mais que t entasse. Aquela não era a Pandora que conhecia: impulsiva, entregue, apaixonada.
Beijou-a na testa.