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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Trecho do livro "Um homem honrado" by Ivonne Lindsay - Série homem do mês/ Harlequim desejo



Loren acariciou gentilmente a barba por fazer de Alex. Ela lentamente ficou na ponta dos pés e pressionou seus lábios nos dele. Suavemente, timidamente, beijou-o. Para seu desgosto, Alex ficou passivo. Na incerteza, ela começou a afastar a mão, mas a mão de Alex disparou, a fim de mantê-la em seu rosto.
— Não brinque comigo, Loren. Até eu tenho limites.
— Eu... eu não estou brincando, Alex.
Ela se esticou para beijá-lo novamente, desta vez sentindo a força dos lábios sob os dela. Loren tracejou a boca do marido com a ponta da.língua, sentindo-se subitamente mais ousada do que nunca. Ele era um homem que tinha tudo e a queria de graça. Isto era tudo que podia dar a ele: seu amor.
Alex a envolveu com os braços, puxando-a contra sua forma masculina, mostrando-lhe em termos inequívocos que estava mais do que preparado para aceitar o que Loren tivesse a oferecer. Ela passou as mãos ao longo dos ombros dele, adorando sentir seus músculos por baixo do toque de seus dedos. O corpo dele queimou junto ao dela, fazendo com que a regata leve de verão e o short de algodão que usava para dormir ficassem grudados em sua pele.
Loren se agarrou a ele, querendo mais, ainda sem entender do que precisava. As
mãos fortes deslizavam por suas costas e alisavam seus quadris, segurando-os e a pu-xando contra ele. Loren inclinou uma parte de seu corpo, que doía de tanta excitação. Um fluxo de prazer irradiou dentro dela quando Alex pressionou sua excitação no corpo de Loren. Ela sentia crescer o calor e a umidade.
Ele a puxou novamente e flexionou os quadris contra o corpo feminino, começando em um ritmo que fez com que o corpo inteiro de Loren pulsasse de desejo. Ela deslizou as mãos pelo pescoço de Alex e agarrou-lhe os cabelos pretos, puxando o rosto dele em direção ao seu, querendo absorver cada parte dele da melhor forma que pudesse.
— Levante suas pernas e coloque em volta da minha cintura — Alex falou com a voz vibrando de desejo.
Através da névoa de paixão que se concentrava em seus sentidos, apenas ao sentir o toque e o gosto dele em seus braços, ela conseguiu cumprir a ordem de Alex. Ele andou até a cama e a deitou nos lençóis, ainda amarrotados da noite anterior. Sem perder o contato físico, ele se deitou com ela; seus corpos estavam alinhados perfeitamente, as pernas dele enrascadas nas dela.
Os seios de Loren doíam, estavam inchados dentro da camiseta de algodão, os bicos endurecidos pressionando o peito de Alex. Nesse instante, ela começou a odiar a barreira entre eles. Como se pudesse ler a mente dela, Alex colocou as mãos na borda da camiseta de Loren, tirando-a pela cabeça e expondo-lhe os pequenos seios, o que a fez corar.
— Tão perfeitos... — ele murmurou, quando traçou o esboço do primeiro mamilo rosado; então fez o mesmo com o outro, usando os dedos.
Ela observava sem conseguir falar ou se mexer, enquanto ele umedecia os dedos com a língua e refazia os movimentos. Um arrepio percorreu-lhe o corpo, levando um pequeno sorriso ao rosto de Alex. Então ele trouxe seus lábios para o broto endurecido e imitou com a língua o movimento de seus dedos.
Outro arrepio dominou-lhe o corpo, desta vez intensificando o prazer, uma reação que fez com que os lábios de Alex inchassem e sugassem os mamilos de Loren vigoro-samente. Ela quase pulou da cama, com o corpo arqueado para ele querendo tudo que Alex podia lhe dar. Ele a pressionou contra o colchão com os quadris, e ela enroscou as pernas ao redor dele, esfregando as solas dos pés no tecido escorregadio do pijama macio e sensual.
Alex sentia seu corpo mais forte, mais firme e com uma energia vibrando do lado de dentro, que a excitava tanto mental quanto fisicamente. Loren sabia o que ainda esta-va para vir, sabia que haveria desconforto e possivelmente até dor, mas também sabia no fundo de sua alma que isso era totalmente certo. De todos os outros, Alex era o único homem com quem poderia ter essa intimidade.
Ela ofegou em voz alta quando ele passou os dentes sobre seu mamilo, concedendo a mesma atenção para o outro do par. Achou que fosse enlouquecer com as sensações que Alex conseguia obter de seu corpo, ao deslizar a língua pela curva de seus seios, enviando ondas de arrepios a sua pele.
Apesar do ar quente, ela sentia calafrios. Depois de as mãos de Alex travarem um embate com o cordão do short de Loren, ela sentiu o arco afrouxar e o tecido começar a ceder. Alex ficou de joelhos e jogou o short dela longe, expondo a mais profunda intimidade de seu corpo a seu olhar ardente.
Loren se sentiu uma devassa sob o poder do olhar de Alex e se contorceu sobre os lençóis, saboreando a sensação da maciez do algodão sob a pele nua de suas nádegas. Os movimentos dela causaram um rubor no alto das maçãs do rosto de Alex, fazendo com que os olhos dele escurecessem ainda mais. Ele a segurou, pressionando seus quadris firmemente com suas grandes mãos; seus dedos estavam espalmados totalmente sobre a pele de Loren, então ele baixou o rosto para o V no ápice de suas coxas.
Ela ficou tensa, sem saber o que esperar. Toda a tensão fluiu de dentro dela, quando ele apertou os lábios com uma precisão infalível no ponto central. Ela sentiu a língua dele deslizar suavemente sobre seus nervos sensíveis, o que fez com que perdesse o senso de realidade. Várias vezes, a língua tomou posse dela, devagar no início, em seguida mais firme, até que achou que não conseguiria mais agüentar. Ele fechou a boca sobre esse ponto e sugou, assim como tinha feito com seus mamilos, instantes atrás. A sensação se estilhaçava pelo corpo de Loren, num primeiro momento afiada e, em seguida, em ondas crescentes de puro prazer, alcançando um ápice de sentimento que ela nunca sonhou ter. Seu corpo inteiro ficou tenso como um arco, antes de cair de costas contra a cama, fraca, desgastada, saciada.
Loren sentiu os movimentos de Alex, ouviu o deslizar do tecido, quando ele arrancou o pijama. Ela abriu os olhos quando ele se ajoelhou diante de suas pernas aber-tas, e viu como ele acariciou a mão da base até a ponta de sua virilidade. Alex posicionou-se em sua entrada e ela sentiu o calor, bruscamente, explorar a sua pele.
Uma flecha de medo a dominou.
— Eu não... quero dizer, eu nunca...
— Shh — Alex disse suavemente. — Eu sei. Vou tomar cuidado com você, Loren. Confie em mim.
Ela fixou o olhar nele, em busca de qualquer indício de que não estivesse sendo verdadeiro; mesmo agora quando estavam deitados juntos, o passado permanecia entre eles.
— Confio em você, Alex.
— Esta é a minha garota — ele respondeu.
Ele se inclinou e a beijou, fazendo com que sua língua se emaranhasse na dela. Loren recebeu sua invasão, focando seus sentidos na combinação e essência do beijo que pertencia inteiramente a ela.
Loren o sentiu empurrando os quadris lentamente contra os dela. Ela retesou involuntariamente, sem saber como iria acomodá-lo, mas então ele desistiu e fez a mesma coisa de novo, dessa vez, explorando um pouco mais, esperando um pouco mais. Com seu corpo moldado ao redor dele, num primeiro momento ela sentiu um incômodo, mas depois não. Sentia tremores pelo corpo quando ele se mantinha parcialmente dentro dela. O próximo movimento de Alex fez com que entrasse nela um pouco mais.
Uma nova sensação começou a crescer, algo que exigia mais, exigia mais dele, tanto que quando ele se colocou por inteiro, ela teve de ignorar a nítida lágrima de dor e agarrar seus quadris, insistindo para continuar. Com nenhuma barreira a impedi-lo, Alex aprofundou seus movimentos, levando Loren, mais uma vez, em direção ao prazer crescente, cujo epicentro estava escondido dentro dela.
Ele ganhou força, e Loren viu seu corpo se unir ao dele, impulso após impulso, ambos alcançando o auge sombrio de seus desejos. Então ele irrompeu em cima dela, onda após onda, maior e mais profundo que antes. Um grito de puro prazer saiu dos lábios de Loren, à medida que Alex liberava seus fluidos, antes de cair ao lado de seu corpo. Depois de fazer amor, Loren se entregou ao cansaço delicioso que se espalhou por seus músculos e suas terminações nervosas. Ela sabia do prazer físico, mas nunca sonhou que poderia ser assim. Loren arrastou os dedos para cima e para baixo pela coluna suada de Alex e, neste momento, o amou mais do que nunca.


domingo, 12 de junho de 2011

TRECHO DO LIVRO EM NOME DO DESEJO DE LYNNE GRAHAM

ANTES DE LHES DEIXAR A PARTE GOSTOSA DO LIVRO, GOSTARIA DE LHES DIZER A RESPEITO DESTE LIVRINHO, OLHA NÃO SOU MUITO FÃ DE RUSSO ( ACHO-OS INSENSÍVEIS DEMAIS E TRUCULENTOS), MAS CONFESSO QUE ME SURPREENDI COM ESSE MAGNATA QUE DE PRIMEIRA IMAGINEI UM MAFIOSO, MAS ME ENGANEI REDONDAMENTE, COMO OS SHEIKS DE LYNNE GRAHAM, ESSE LIVRO É MUITO FOFO. AGORA CHEGA DE FALAR . BEIJOS MINHAS FLORES....


Sergei conhecia muito bem as mulheres e, a julgar pelas pupilas dilatadas que ela exibia no azul esverdeado do olhar e o brilho de excitação, ele sabia que estava próximo da vitória.
Isso não acontecerá. Apenas confie em mim.
Com toda a segurança que lhe era peculiar, Sergei inclinou a cabeça e beijou os lábios trêmulos dela, que se partiram instintivamente para sentir o sabor da boca masculina.
Alissa sabia que não deveria confiar nele. Como poderia? Se uma modelo famosa não conseguia segurá-lo por muito tempo, que esperanças ela poderia ter? Contudo, o fogo do desejo era tão forte que Alissa resolveu ceder à tentação. E, no momento em que ele repousou as mãos nos quadris dela e gentilmente a aproximou do próprio corpo, ela se espantou com o volume da ereção que podia perceber por baixo do tecido fino da calça masculina.
Sergei libertou-a do sutiã e, por um breve instante, extasiou-se com a visão dos seios exuberantes.
Você é uma deusa! — Ele exclamou e, acoplando as palmas das mãos sobre os botões róseos e enrijecidos, pressionou o corpo pequeno com cuidado até conseguir que ela se deitasse. Só então inclinou a cabeça e sugou-lhe um dos mamilos. A sensação doce e torturante ao mesmo tempo liberou uma onda de prazer tão grande que alcançou os recônditos mais íntimos do corpo feminino, fazendo com que os quadris reagissem com movimentos rítmicos e espontâneos.
O nível como ela correspondeu às carícias dele o deixou enlouquecido. Sergei ergueu o corpo e livrou-se da camisa com tamanha rapidez que, em questão de segundos, o torso bronzeado e perfeito pareceu surgir como uma visão diante dos olhos de Alissa. Incapaz de resistir à tentação, ela estendeu os braços e deslizou os dedos sobre a musculatura definida do tórax poderoso. Depois, pressionou os lábios contra um mamilo masculino e se deliciou com a reação instintiva provocada.
Yizihkom — ele murmurou com a respiração acelerada. Ansioso por agradá-la da mesma maneira como ela o estava agradando, ele inclinou a cabeça, abocanhou-lhe um dos seios e provocou com a língua o botão intumescido. Ao mesmo tempo, moveu uma das mãos até alcançar o ventre feminino e introduziu os dedos ágeis pela borda da calcinha rendada. Afagou com movimentos eróticos o centro sensitivo, destruindo o que restava do autocontrole de Alissa.
Oh, por favor... — ela gemeu, abrasada pela emoção. Com um gesto rápido e rude, Sergei despiu-lhe a peça íntima e descobriu o ninho úmido e quente que parecia implorar pela invasão masculina.
Tornando a erguer-se, ele livrou-se do restante das roupas, enquanto ela o olhava, extasiada. Era a primeira vez que via um homem totalmente nu, e a visão da potente ereção a assustou:
Meu Deus! Vai ser impossível nos ajustarmos!
Sergei deu uma gargalhada diante do comentário inocente julgando tratar-se de uma piada, já que, na entrevista feita pelo advogado, ela havia declarado ser uma mulher madura com relação a experiências sexuais.
É que estou tão louco por você que até me superei — ele respondeu com zombaria e, posicionando-se sobre ela, penetrou-a sem se preocupar com preliminares. Ela gritou e cerrou os dentes ao sentir uma dor dilacerante.
Sergei interrompeu-se e a olhou com incredulidade, ao mesmo tempo em que notou uma resistência à invasão viril.
Não acredito que seja virgem!
Por quê? É contra a lei? — Ela devolveu com sarcasmo, ainda demonstrando o desconforto pela agressão sofrida na musculatura delicada e, até então, intocada.
Prefere que eu pare? — ele perguntou com frustração, por causa do extraordinário prazer que estava sentindo.
Sergei estava completamente confuso. Ficava difícil conciliar a imagem da mulher que ele pensava que Alissa era com a que agora aparentava ser. Ele havia optado por uma mulher que não lhe oferecesse surpresas. Aquela que aceitasse os termos do contrato teria que ser necessariamente alguém que não se importasse com sentimentalismos e o interesse fosse apenas no dinheiro que receberia por sua parte no trato. Ao invés disso, ele acabara com uma virgem e, pelo que pudera observar, não se importava com a riqueza dele.
Ele a estudou por um instante e, de repente, um pensamento extremamente animador para um homem machista como ele o consolou. Alissa era sua esposa e nenhum homem a havia tocado antes. Talvez fosse até uma espécie de presente a ser celebrado.
Não. Não quero que pare. — Alissa finalmente respondeu, envolvida no calor erótico em que se encontravam.
Com um suspiro aliviado, Sergei começou a mover-se novamente, porém, com todo o cuidado que a situação exigia. Ele gostava de desafios e pretendia proporcionar a ela o melhor que poderia fazer para satisfazê-la.
Como um homem experiente na arte da sensualidade, Sergei conseguiu conduzi-la a um êxtase rápido e, junto com ela, atingiu um orgasmo incrível, aliviando a preciosa semente de seu desejo enquanto o corpo estremecia de prazer. Enquanto Alissa ainda se contorcia de prazer e dor ao mesmo tempo, Sergei provava a mais fantástica experiência sexual de toda sua vida.
Alguns segundos depois, ele imaginava se aquela única relação poderia tê-la engravidado. Por certo ele não desejaria que isso acontecesse tão rápido, agora que descobrira o imenso prazer que ela poderia lhe proporcionar. Não haveria homem no mundo que se negasse àquele prazer antes de atingir o objetivo planejado, ele tentou confortar a si mesmo em pensamento.
Bihla chudyesna... Você é magnífica! — Ele exclamou com satisfação e depositou um beijo rápido em um lado do rosto miúdo. — É uma pena que precisaremos retomar para a festa.
As palavras dele a fizeram cair na realidade e, subitamente, Alissa se ergueu da cama. Não vendo onde estava o roupão, agarrou o lençol da cama e cobriu o corpo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Trecho do livro The Least Likely Bride (Noiva Imprevista) de de JANE FEATHER

A mão sobre o ventre de Olivia permaneceu imóvel. Transmitia calor e, curiosamente, a jovem não se sentia ameaçada. Olivia notou a outra mão do pirata nas costas, movendo-se para cima das omoplatas, lhe agarrando a nuca com força, introduzindo-se entre o cabelo, lhe percorrendo a cabeça. Foi uma sensação maravilhosa, estranhamente conhecida, como se já a houvesse tocado desse modo anteriormente.
- Se deixe levar - disse ele com amável autoridade. - Só têm que permanecer quieta e sentir.
Anthony acomodou os lábios contra o sulco que se formava na nuca de Olivia e a mão que descansava sobre seu ventre subiu até conter seus seios. Os mamilos da moça se endureceram como se tivessem submersos em água fria. Olivia sentiu que voltava a deslizar-se no mundo de sonhos no qual havia vivido os últimos dias, por onde sua mente navegava à deriva e seu corpo não era mais que uma forma sensível flutuando entre plumas.
Os dedos lhe acariciaram a curva dos quadris, dançaram sobre suas coxas e brincaram nas pequenas covas das curvas. Sentiu o corpo de Anthony em todo seu comprimento apertado contra o seu, e imaginou tão vividamente como se o tivesse diante. Os diminutos mamilos, tão diferentes dos seus, minúsculos botões na enorme extensão de seu peito, a cova do umbigo em seu ventre côncavo, a linha mais escura de cabelo atraindo seu olhar para o sexo.
Então, algo que até aquele momento havia se mantido inativo, desenfreou-se. Olivia notou a dureza da ereção pressionando com força contra o sulco que formavam suas coxas. Travessa, atrevida, deliciosa... Palpitava nos lugares secretos de seu corpo.
Então ela ficou rígida e contraiu as pernas.
- Jamais. Não vou casar-me jamais.
- Uma decisão digna de elogio - murmurou o pirata com sua boca entre o cabelo da moça enquanto deslizava sua mão entre as coxas. - A compartilho.
Então Anthony acariciou a face interior de uma das coxas nuas da jovem até que voltou a notá-la relaxada e percebeu que seu corpo se afrouxava novamente contra o seu.
- Mas não podemos fazer se não vamos nos casar - protestou Olivia.
- O celibato não é o mesmo que a castidade - lembrou Anthony, aproximando a língua da orelha e mordiscando o lóbulo. – Já discutimos isso.
- Mas... Poderia fi-ficar grávida - murmurou Olivia, perguntando a si mesma como era possível que tais considerações carecessem de todo sentido de obrigação. - Então teríamos que nos casar.
- Me assegurarei de que isso não aconteça - disse Anthony, e ela notou em sua voz que ria. - Ainda é ingênua, apesar de todos seus conhecimentos. A experiência intelectual não pode substituir a realidade, minha flor.
Olivia não respondeu. Foi incapaz de fazê-lo.
Anthony a colocou de barriga para cima e ela viu o rosto do pirata à pálida luz das estrelas, que penetrava pela janela ainda aberta. Ele se inclinou para beijá-la nos lábios e Olivia proferiu um leve suspiro contra os dele.
Eram lábios maravilhosamente suaves, macios, mas ao mesmo tempo musculosos. A língua de Anthony apertou com força para que autorizasse a entrada e os lábios de Olivia a deram. Tinha gosto de vinho e brandy, sal marinho que haviam salpicado o Wind Dancer, ao vento que enchia as velas.
Ela apanhou sua língua com repentina avidez e sustentou seu rosto para penetrar até o mais fundo de sua boca. A solidez do corpo de Anthony contrastava com a morbidez do de Olivia. Ela enredou os dedos nos cabelos do pirata, que liberados da fita negra que o prendia, loiro como as moedas de ouro, caíam-lhe sobre os ombros. O rosto de Anthony era um berço de luz sob o resplendor da lua que penetrava pela janela quando Olivia afastou o cabelo para trás e sustentou seu rosto entre suas mãos.
- Estou sonhando - disse Olivia.
- Não, não é um sonho.
Então Anthony separou as coxas da moça com um joelho e abriu caminho entre elas.
Olivia notou que seu corpo se abria e que uma onda liquida invadia a parte baixa de suas costas antecipando a felicidade. As mãos de Anthony se deslizaram sob suas nádegas, para elevá-la. A súbita penetração a deixou paralisada durante um instante, mas logo só houve aquela maravilhosa plenitude liquida e seu corpo abraçado ao de Anthony. Ela passou suas mãos pela dourada cascata do cabelo dele, apanhou sua boca entre os dentes, elevou seus quadris para dar resposta às firmes arremetidas de seu corpo.
- É um milagre - disse Anthony.
- É um sonho - respondeu Olivia. - Mas um sonho que vou sonhar sempre.
- Eu também - respondeu ele, retirando-se até o limite do corpo de Olivia.
- Tenho que sentir o que sinto?
Olivia acariciou as nádegas de Anthony até chegar às musculosas e tensas coxas enquanto ele continuava pairando sobre ela.
- Em benefício da investigação intelectual?
- Isso acredito.
Anthony se moveu lentamente, penetrando de novo nas profundidades de Olivia. Logo tocou a pequena e dura protuberância cuja existência a jovem desconhecia até então. Esfregou-a, pressionando-a e a acariciou enquanto se movia no interior de Olivia.
Olivia já não era Olivia. Dissolveu-se em infinitas partículas. Perdeu-se na Via Láctea. Acreditou chorar. Segurou-se ao corpo que era sua única conexão com a realidade. Segurou-se a aquele corpo e este a sustentou, firme, quente, seguro, até que voltou a si mesma.
Anthony a abraçou. Ele soube, soube desde o instante em que a moça chegou a sua porta sobre a água, soube que Olivia Granville ia ser a proprietária de sua vida de uma maneira incompreensível e inexplicável.