segunda-feira, 30 de maio de 2016

Trecho do livro DOMINADOS PELA PAIXÃO (Livro 2 da Série Herdeiros do Trono de Kyr) de Lynn Raye Harris.


Ela deu um passo atrás.
— Não nos conhecemos bem o bastante. Toque-me e eu gritarei.
Rashid riu, divertido, o que foi inesperado. E ela não gostou nem um pouco na maneira como o som musical vibrou em seu íntimo.
— Você esquece que este é o palácio de Kyr e que eu sou o rei. Se eu decidir amarrá-la à minha cama e fazer o que quiser com você noite após noite, ninguém me impedirá.
Deliciosos arrepios subiram pela espinha de Sheridan. Não deveria se sentir, excitada diante da ideia de ser amarrada à cama de Rashid, mas não pôde evitar.
Ele se aproximou mais, e ela nem sequer tentou recuar. Ficou paralisada feito uma gazela, à espera da investida do grande felino. E foi o que Rashid fez. Vencendo a pequena distância entre ambos, puxou-a para si, moldando-a no calor de seu corpo quase despido.
No entanto, não foi um abraço muito apertado. Ela poderia se soltar se quisesse. Ambos sabiam disso. Mas nem ao menos tentou.
Rashid soltou um riso triunfante.
— Você é uma grande mentirosa, sabia? — afirmou rouco. Então, tomou-lhe os lábios com os seus.
Se o beijo na loja havia sido surpreendente por sua intensidade, esse foi arrebatador. Rashid acariciou lhe os lábios com a ponta da língua, e ela os entreabriu para que suas línguas se entrelaçassem.
As sensações que a percorreram foram as mais extraordinárias que se lembrava de ter experimentado. Era por causa de Rashid, o homem mais naturalmente sedutor que já conhecera em sua vida. O que não fazia sentido, porque o achara detestável até então.
Sem mencionar que nem o conhecia direito. Ele era um rei, um sultão do deserto, um soberano autocrático acostumado a dar ordens e ser obedecido sem contestação.
E ela estava lhe oferecendo precisamente o que ele esperava.
Mas era tão bom... Enquanto suas línguas se entrelaçavam com puro erotismo, Sheridan foi tomada por um misto de languidez e excitação, e um calor úmido se espalhou por seu sexo. Quando o abraçou pelo pescoço, o contato com a pele quente dele sob as palmas de suas mãos a fez soltar um gemido abafado.
Rashid virou-a até encostá-la no gradil do terraço e lhe abriu o robe de seda, fazendo-o deslizar pelos ombros até o chão. Com lábios cálidos e úmidos, beijou-lhe o pescoço e o colo acetinado, e Sheridan afundou os dedos em seu cabelo farto, puxando-o mais para si.
Tornou a gemer quando ele mordiscou seu mamilo através da fina seda da camisola, o que causou uma onda de prazer que se espalhou por seu corpo. Seu ponto mais sensível se contraiu de desejo, e ela segurou Rashid com força pelos ombros, e arqueou as costas, projetando os seios num convite.
Queria que Rashid a livrasse da frágil camisola, mas ele não o fez. Continuou mordiscando o mamilo através do tecido e, depois o outro, e então os chupou até deixá-la louca de desejo. Estavam tão sensíveis que Sheridan achou que teria um orgasmo apenas com aquele estímulo.
No entanto, Rashid não pretendia fazer apenas isso. Não demorou a lhe erguer a barra da camisola, expondo suas pernas. Ocorreu a Sheridan que deveria protestar, mas havia um lado ardente seu que não queria.
Rashid insinuou as mãos por baixo da camisola dela, subindo pelo abdome firme até chegar aos seios nus, e envolveu-os com suas mãos quentes, enquanto voltava a lhe capturar os lábios com os seus num beijo faminto. Aproximou-se ainda mais, pressionando-a contra o gradil.
Foi quando Sheridan lhe sentiu o sexo rijo contra o ventre entre as frágeis barreiras da roupa de baixo, evidência do quanto Rashid a queria.
Agindo por instinto, ela o tocou com intimidade. Havia tanto tempo que não partilhava de momentos de paixão como aqueles com ninguém que, de repente, viu-se impaciente demais. Rashid emitiu um som gutural de satisfação, ou de encorajamento, que a deixou eufórica.
Sheridan achara que ele lhe tinha aversão, mas estava claro que não era o caso; que, ao contrário, desejava-a. E ela também o desejava, com todas as suas forças. Era uma insensatez, mas nada naquela situação era normal. Se fizessem amor, o que mudaria? Nada.
Deslizando as mãos sob a cueca boxer dele, Sheridan o envolveu de bom grado. Rashid estava tão pronto que quase a assustou. Não o conhecia, e o pouco que sabia a seu respeito até então não era favorável.
Rashid a ameaçara e obrigara a acompanhá-lo até seu país, tratando-a como se fosse alguém que contratara para realizar um trabalho, em não uma mulher prejudicada por um erro alheio.
Zangado, começara o que estavam partilhando agora para provar um ponto de vista, para puni-la.
Agora, ela estava em suas mãos, com seu corpo ardente, rijo e pronto.
Rashid interrompeu o beijo e a fitou com olhos quase torturados.
— Sheridan — disse, com visível tensão —, se não tem a intenção de se entregar a mim, precisa ir. Agora. Porque se continuar me tocando deste jeito, não vou parar enquanto não a tiver da maneira como desejo.
Ela mordeu o lábio inferior, achando que seu coração sairia pela boca. Uma mulher sensata fugiria dali naquele instante. Não entregaria seu corpo a um homem que mal conhecia simplesmente porque ele a afetava como ninguém mais conseguira.
Mas parecia não haver lugar para a sensatez, no momento. Talvez fosse o cenário exótico de um palácio no deserto, a tensão acumulada até então... Não sabia ao certo. O fato era que queria coisas que não deveria querer.
— Não irei embora. Preciso continuar tocando você.

Com um novo grunhido, Rashid ergueu-a nos braços e carregou-a pelas portas-janelas.Em algum momento da ida até a cama, no amplo quarto anexo à sala de estar, uma sensação de pânico começou a percorrê-la. Antes, porém, que Sheridan pudesse reagir, ele a colocou na cama e lhe despiu a camisola. Beijou-a, então, com paixão, até lhe dissipar o medo e deixá-la em brasa outra vez.
Oh, aquilo era errado — e tão certo. Sheridan o envolveu com os braços e correu as mãos pelas costas e pelos ombros largos dele, pelos bíceps.
Rashid era magnífico.
Depois de um longo beijo que os deixou quase sem fôlego, Rashid deixou nova trilha de fogo na pele dela com seus lábios, descendo desde o pescoço até os seios. Com todo o vagar, acariciou um mamilo com a língua, circundando-o e, então, sugou-o com avidez. Sheridan soltou um grito de prazer, deliciada com as hábeis carícias.
— Você é tão sensível...
Sheridan não conseguiu encontrar as palavras, tomada por expectativa e, sim, até certo temor.
Porque, afinal, o que estava fazendo? O lado racional tentava interferir, mas as sensações que a dominavam sobrepujavam tudo o mais.
Não houve como protestar quando Rashid deslizou as mãos por seu corpo e lhe despiu a calcinha. Sheridan observou-lhe o rosto bonito, iluminado pelo luar que se filtrava até o imenso quarto de teto abobadado, ciente dos sons exóticos e distantes da noite kyriana. Sentiu-se como se não fosse ela mesma. Como se aquilo fosse uma fantasia. Uma das mil e uma noites com o seu próprio sultão do deserto.
Estremeceu no instante em que ele tocou a parte mais sensível de seu corpo com os lábios quentes e úmidos. O prazer foi tão intenso que Sheridan soluçou o nome dele. E Rashid prosseguiu, mostrando que não estava disposto a lhe dar trégua, enquanto lhe mantinha as pernas abertas e a estimulava com a língua até que não suportasse mais.
O mundo dela explodiu em ondas prazer, e seu corpo foi arrebatado por sensações incríveis e vertiginosas.
Ainda não se recobrara quando Rashid lhe tomou os lábios com um beijo voluptuoso. Então pôde senti-lo rijo, grande e posicionado para tomá-la. Rashid a segurou pelas nádegas, preparando-a para recebê-lo, e Sheridan arqueou os quadris, expectante.
Rashid pareceu hesitar por um momento. Em seguida, disse algo em árabe por entre os dentes e, enfim, penetrou-a. Não se moveu depressa, com arremetidas bruscas, mas com todo o vagar, como se quisesse saborear ao máximo aqueles momentos.
Sheridan o acompanhou no mesmo ritmo sensual, até que o temor voltou.
O que estava fazendo? O que havia de errado com ela? Fazer sexo com um estranho não era de modo algum do seu feitio.
Mas, então, Rashid cobriu seus lábios mais uma vez com um beijo repleto de paixão, e ela fechou os olhos sem pensar mais em nada, a não ser no momento.
Ambos suspiraram, e a cadência de seus corpos se acentuou. Moviam-se agora freneticamente, Sheridan acompanhando-o em cada arremetida, arqueando os quadris, cingindo-o pela cintura. Acariciou-lhe o cabelo e os ombros, até que ele lhe segurou as mãos na cama, acima da cabeça.
Foi erótico, sensual, excitante. A pressão dentro dela aumentou até que não pôde mais se conter. Entregou-se com todo o abandono ao orgasmo mais fabuloso que se lembrava de já ter vivenciado, sussurrando o nome de Rashid vezes sem fim.
Sentindo seu corpo se contrair em torno dele, tomado por espasmo após espasmo, Sheridan percebeu que Rashid também foi arrebatado pelo êxtase.
Os dois permaneceram deitados um nos braços do outro por longos momentos, ofegantes, com os corações batendo num só ritmo acelerado.
O que se dizia após um sexo espetacular com aquele? Perguntou-se Sheridan quando, enfim, conseguiu raciocinar com clareza. Em especial com um homem que mal conhecia...                                                                   [...] — Ousa deixar um sultão falando sozinho?
— Você não é o meu sultão — replicou ela, zangada, mas a proximidade de ambos já lhe causava aquele calor indesejável.
— Talvez eu seja. Talvez eu seja o seu sultão, sim. — Rashid tirou-lhe o hijab da cabeça e, virando-a, encostou-a na parede. — Você é minha. — Pressionou-lhe o corpo com o seu. — E eu fico com o que é meu.
Rashid tomou-lhe os lábios de assalto, e ela se retesou determinada a lutar, a manter a boca fechada e resistir, a afastá-lo de si.
Mas não teve como oferecer resistência. Envolta por pura sensualidade, entreabriu os lábios, permitindo a invasão da língua dele, ciente do poder que exercia sobre ela. Logo, estavam trocando um beijo voluptuoso, faminto, repleto da tensão sexual acumulada durante dias de privação.
Sheridan jamais sentira um elo físico tão forte com um homem antes. Um elo que ia contra a razão e o bom-senso.
Rashid segurou-a junto à parede, roçando-lhe os seios com os polegares, e Sheridan sentiu os mamilos rijos de imediato. Ele abriu, então, os fechos do vestido dela, fazendo-o deslizar pelos ombros até o chão. Livrou-a da calcinha em seguida, e Sheridan levou as mãos até a calça que ele usava por baixo da túnica, ansiosa por tocá-lo com intimidade. Não demorou a envolvê-lo com as mãos quentes.
Mas Rashid não lhe deu tempo para acariciá-lo. Segurando-a pelas nádegas, ergueu-a de encontro à parede e penetrou-a.
— Sheridan... — sussurrou rouco de desejo. — Preciso de você.
— Beije-me, Rashid — suplicou-a, entregando-se com abandono à necessidade premente que a dominava.
Queria-o tanto.
Ele a beijou e começou a mover os quadris com uma arremetida mais rápida e intensa que a anterior, até que Sheridan explodiu em sensações naqueles braços ardentes. Quando os últimos espasmos de prazer a envolveram, Rashid também se deixou levar pelo êxtase, entregando-se por completo ao prazer. [...] Rashid a beijou de repente. Dessa vez, não parou. Beijou-a até que estivesse lânguida em seus braços e, em seguida, carregou-a até seu quarto. Despiu-a devagar, acariciando e beijando cada pedacinho de pele que ia revelando, até deixá-la trêmula de expectativa e suplicando por mais.
Fez amor com ela primeiro com os lábios, longa e docemente e, enfim, quando Sheridan foi tomada por deliciosos espasmos, posicionou-se entre suas pernas e penetrou-a. Ela o cingiu pela cintura com as pernas, arqueando o corpo, receptiva a cada arremetida.
A paixão se alastrou num crescendo, e seus corpos se moveram, frenéticos, em perfeita sintonia, até que o prazer se tornou tão intenso que Sheridan gritou o nome dele, e um êxtase simultâneo tomou conta de Rashid.
Enfim, ele rolou para o lado, e, ainda ofegante, ela se perguntou se a mandaria embora mais uma vez. Longos minutos se passaram em que permaneceram deitados lado a lado, em silêncio.
Enfim, Sheridan concluiu que talvez fosse melhor se levantar e ir. Tirar a decisão das mãos dele. Mostrar-lhe que não se importava com sua rejeição, afinal.
Sentando-se na beirada da cama, ela pousou os pés no chão e inclinou-se para recolher as roupas, com os olhos já ardendo. Depois de tudo o que Rashid dissera, agora era evidente que não se importava. Deixaria que se fosse dali como se, de fato, não desse a mínima.
Mas, então, ele se sentou ao seu lado, afagando-lhe as costas, envolvendo-a com seu calor.
— Não vá — pediu, e puxou-a para os seus braços.
E Sheridan se entregou com abandono mais uma vez.

Trecho do livro APOSTANDO COM O CORAÇÃO (Livro 1 da Série Herdeiros do Trono de Kyr) de Lynn Raye Harris.

[...] — Emily, eu quero você.
Como era excitante ouvi-lo dizer aquelas palavras. Para ela.
— E eu quero você.
Kadir lhe deu um beijo intenso, exigente, que a fez arquear o corpo das almofadas.
— Não há nada que eu deseje mais do que você. — Kadir a beijou repetidamente, enquanto ela estremecia e gemia debaixo dele.
Não havia nada melhor que ter toda a energia de Kadir focalizada nela. Não admirava que todas aquelas mulheres tivessem perdido a cabeça...
Não, ela disse a si mesma. Você não vai pensar nelas. Pensará apenas nele.
E não era difícil, quando os lábios de Kadir faziam mágica. Ele a beijava como um homem faminto, apossando-se da sua energia, da sua alma.
As línguas dos dois duelavam, se misturavam. Ele encontrou a barra da sua blusa, puxou-a para cima e tirou-a. Emily pensou que Kadir fosse lhe tocar os seios, mas ele continuou a beijá-la, enquanto ela erguia os quadris e pressionava a sua ereção. Kadir gemeu de satisfação.
Emily tentou enfiar a mão por debaixo da sua túnica, mas era muito pesada. Kadir se apoiou nos calcanhares e tirou-a, ficando apenas com a cueca esticada...
Santo Deus!
— Não há nada mais excitante que ver uma mulher olhando para mim deste jeito.
Olhando? Acho que estou babando...
— Você é um belo homem, Kadir. Qualquer mulher o olharia deste jeito.
— Mas, sendo você, é muito mais estimulante.
Ele voltou a deitar em cima dela, e Emily conteve a respiração ao sentir o seu tórax nu. Ela ainda estava com o sutiã e o jeans, e só queria se livrar dos dois para sentir o contato direto entre seus corpos.
Emily passou as mãos nos músculos de Kadir. Ele tinha um corpo magnífico, e sabia disso. Ela não ligava. Tudo que importava era que finalmente conseguia tocá-lo como tanto sonhara.
Em parte, Emily odiava saber que outras o haviam tocado, mas tentou se concentrar na sensação de ter a pele macia de Kadir sob as mãos.
Ele lhe tomou os dedos e os beijou.
— Você está pensando demais, Emily. Em outras noites, outras mulheres. Agora somos eu e você, esta noite. Não existe ninguém com quem eu preferisse estar.
— Passei quatro anos acompanhando amantes que saíam do seu quarto. Você não pode esperar que me esqueça disso. Nem que esqueça que não sou diferente de todas elas, desejando você, ansiando por você, enlouquecendo ao pensar que vou tê-lo.
Kadir sorriu com ternura.
— Você é muito diferente. — Ele lhe beijou o pescoço, e ela gemeu. — Porque eu fico louco ao pensar que vou tê-la. Fique certa de que isso não costuma acontecer.
Kadir fazia com que ela se sentisse especial, mas Emily pensou que não deveria esquecer que aquilo não passava de sedução. Ele era muito bom no que fazia.
— As coisas que eu quero fazer com você, Emily... Esta noite não será suficiente.
Kadir tornou a beijá-la, e Emily o abraçou. Kadir ergueu a sua trança e beijou o seu pescoço, sua garganta, a junção de seus seios. Abriu com facilidade o fecho do seu sutiã e, no momento seguinte, colocava a boca sobre seu mamilo.
Emily gemeu e arqueou-se contra seus lábios.
Kadir a sugou, mordiscou, até deixar o seu corpo em fogo. Como um ponto tão pequeno poderia lhe proporcionar tanto prazer? Mas ele não parou por ali. Fez o mesmo com o outro mamilo, até deixá-la trêmula, balbuciando o seu nome.
Quando ele abriu o seu jeans, ela por instantes ficou tensa, por saber que estaria totalmente nua diante dele. Kadir lhe retirou o jeans e a calcinha, e ficou olhando para ela com a respiração contida.
— Emily... — Ele lhe acariciou as pernas, os joelhos, a parte interna das coxas. — Tão adorável... Como fui estúpido por não fazer sexo com você antes!
— Não teria acontecido. — Ela suspirou. — Não enquanto eu trabalhava para você. Se tivesse acontecido, eu teria pedido demissão.
— Então, foi melhor termos esperado.
— Ele fez com que ela abrisse as pernas.
— Temos muito a compensar.
Kadir se inclinou e beijou-lhe o interior da coxa. Emily sentiu o corpo se retesar como uma tira de elástico: só mais um centímetro, e ela iria estourar: respirava convulsivamente, e seu corpo fervia de excitação. Sentia o hálito quente de Kadir contra a coxa, e então ele a tocou com o dedo...
— Você está gostando disto.
— Ah, sim..
Ele a acariciou, e Emily contraiu o corpo.
— O que fará se eu acariciá-la com a boca, Emily? Você vai se entregar?
Emily estava tão excitada que chegava a doer. O seu corpo latejava, e ela só queria que ele a aliviasse. Como não conseguia falar, concordou com a cabeça.
Kadir deu um sorriso malicioso e irresistível. Inclinou-se e tocou-a com a boca.
Emily arqueou-se como se tivesse levado um choque. O ruído que saiu de sua garganta tinha um som agudo e desesperado.
Ela não se importava. Só queria mais. Queria tudo.
Kadir continuou a acariciá-la até que ela começasse a se agarrar às almofadas e a balbuciar o seu nome. Emily estava tão perto do clímax que o seu corpo se contraía e formava um arco, mas ele sabia como mantê-la sob controle.
— Kadir... — implorou ela. — Por favor...
Emily ficou aturdida quando ele parou de repente, levantou e se afastou. Mas ele voltou logo depois, abrindo uma embalagem de preservativo e colocando-o. O coração de Emily acelerou ao sentir o seu peso.
— Preciso possuí-la, Emily. Na primeira vez em que você tiver um orgasmo, quero senti-lo. — Ele a beijou.
Ela testou seu próprio sabor e se sentiu possessiva. Beijou-o num frenesi. Kadir reagiu da mesma maneira, deixando-a sem fôlego.
Um segundo depois, ela o guiava para dentro de si. Quando Emily o segurou, Kadir gemeu, passou os braços sob seus joelhos e mergulhou dentro do seu corpo.
Emily soltou um grito rouco. Estava tão preparada para recebê-lo, tão excitada, que no mesmo instante teve um orgasmo e começou a estremecer convulsivamente.
— Isto, assim. Solte-se, Emily.
Fazia tanto tempo que ela não tinha um orgasmo que aquele parecia não querer ter fim. Quando acabou, Emily ficou totalmente relaxada.

Kadir beijou-lhe o rosto, o nariz, o queixo.      Ela deu uma risada.
— Estava.
Ele continuava dentro do seu corpo.
— Fazia muito tempo?
Emily remexeu os quadris, surpresa por ainda estar excitada.
— Como eu poderia ter encontros, trabalhando para você?
Ele passou a mão por debaixo do quadril de Emily, ergueu-a e voltou a se movimentar. Ela gemeu de prazer.
— Fico feliz. Não consigo imaginá-la com um homem que não seja eu.
Kadir a possuía com paixão. Emily abraçou-o com as pernas, colando-se a ele, enquanto Kadir se movimentava cada vez mais rápido, aumentando a tensão. Ela não pensara que seu corpo pudesse responder tão depressa, mas estava surpresa pelo quanto Kadir parecia conhecê-la.
Os corpos se moviam juntos, levantando-se, abaixando-se, derretendo-se, até que ela não conseguiu mais agüentar e perdeu o controle, soltando um grito e mergulhando no esquecimento.
Emily pensou ter dito o nome dele, mas não tinha certeza. Todos os seus sentidos se achavam tomados pelo prazer... E por um amor tão intenso que parecia desmanchá-la por dentro.
— Emily... — falou Kadir junto ao seu ouvido num tom entrecortado que fraquejou quando ele atingiu o orgasmo. Estremeceu convulsivamente e gemeu o nome dela mais uma vez.
Deitada sob ele, Emily se admirava com a intensidade das próprias sensações. Sentia o calor de Kadir, o cheiro de sexo. Seu corpo tremia e seu pulso latejava.   

                                              
[...]Ela passou a língua em volta do seu umbigo e roçou o rosto na sua ereção. O corpo dele se retesou. Emily riu docemente e acariciou-o com a boca.
Kadir se controlou e deixou que ela o torturasse, entregando-se ao prazer que lhe proporcionava. Fechou os olhos e arqueou o corpo, sentindo a excitação crescer, prenunciando um orgasmo tão potente quanto o último.
Mas ele não queria isso, porque tinham pouco tempo. Queria estar dentro dela, ver seus olhos esgazeados, ouvir seus gemidos, enquanto a levava ao êxtase junto com ele.
Kadir a puxou sobre si e beijou-a, colocando a língua dentro de sua boca. Emily sabia o que ele queria: pegou a embalagem de preservativo de cima da mesa de cabeceira, abriu-a, colocou o preservativo em Kadir e montou-o.
Os dois começaram a gemer. Ele a segurou pelos quadris e puxou-a com firmeza, enquanto Emily apoiava as mãos em seu peito.
— Você é linda, Emily. — Kadir estava impressionado com a imagem do cabelo caindo-lhe sobre os ombros, provocando-lhe cócegas, dos seios arredondados e altos, dos olhos brilhando de emoção, enquanto ela se inclinava para beijá-lo.
— Você diz isso para todas as mulhe...
Emily não terminou a frase porque ele a beijou. E não parou de beijá-la e de se movimentar dentro dela, até senti-la estremecer e murmurar o seu nome.
Kadir não deu tempo para que Emily se recuperasse. Deitou-a na cama e possuiu-a de maneira selvagem, arrastando-a sobre o colchão, assustando seus próprios demônios.
Ele pensou vagamente que estava sendo bruto, descontrolado, e quis ir mais devagar, mas ela o agarrou pelas nádegas e pressionou o corpo contra o seu.
Parecia uma batalha, mas uma batalha que causava mais prazer que sofrimento. Os dois atingiram o orgasmo juntos, gemendo, suando, engasgando, gritando, antes de se soltarem sobre a cama e chutarem as cobertas para o chão.[...]                                                                       

sábado, 2 de abril de 2016

O Preço do Desafio de Maisey Yates ( mais uma história de sheik)

— Como ousa? — Repetiu. — Que audácia querer que o deseje! Deveria odiá-lo. E matá-lo.
Entretanto, se inclinou para frente e implorou pelos lábios dele, mesmo com Ferran tentando empurrá-la para trás. Ele passou um braço pelas suas costas e a prendeu pela nuca, enfiando os dedos em seus cabelos e afastando sua boca.
— Por que faz isso, Samarah? — Disse com voz rouca.
— Não sei mais o que fazer — retrucou-a. — O que mais posso fazer?
— Deve fugir de mim, garotinha — explicou ele com expressão séria.
Mas Samarah o modificara.... Não era mais uma casca vazia. Algo despertara em seu íntimo.
Paixão.
Uma paixão que Samarah deveria temer, mas que não temia. Não tinha medo dele.
— Não fujo — declarou ela encarando-o. — Permaneço firme e enfrento todos os desafios. Pensei que já soubesse disso a meu respeito.
— Deveria fugir desse desafio — insistiu ele. — E se proteger de mim.
Ela quis se aproximar de novo, mas ele a empurrou, pregando-a ao encontro da parede.
— Não me assusta, Ferran Bashar.
— No que diz respeito à sua família, sou a própria morte. Se tivesse juízo, fugiria deste quarto, deste palácio, e não usaria meu anel.
O coração dela parecia sair pela boca e a dor a dominava. Não podia se afastar dele. Seria fácil se livrar de seus braços se assim o desejasse. Um golpe bem dado o faria cair no chão, mas ela não queria se libertar. Nem mesmo agora.
— Quer que eu fuja covarde? É você quem tem medo? — Perguntou. — Eu sou uma grande tentação?
Ela acabava de cruzar o limite.
Os lábios dele esmagaram os seus, o aperto em seus cabelos se intensificando. Não era um beijo agradável. Era para assustá-la. Uma demonstração da paixão perigosa que Ferran sentia, entretanto, Samarah não se assustou.
Ao contrário, correspondeu ao beijo, incentivada por todas as emoções que a dominavam e pelo desejo que crescia em seu íntimo desde que o revira. Desde o momento em que penetrara no palácio em busca de vingança.
Desejara-o desde então, mas fora muito inocente para perceber. O véu fora rasgado e agora enxergava. E o escudo com que envolvera seu coração desaparecera.
Porque não podia mais odiar Ferran. Nem mesmo com essa nova revelação sobre a morte de seu pai. Tudo que Samarah via era o que ambos haviam perdido. Tudo que sentia era a dor de ter perdido o pai que idealizara; o homem que fora um deus para ela se transformara em um monstro que matara uma mulher indefesa. E a única coisa que conseguia fazer era deixar que as emoções aflorassem.
Pelo menos um beijo era uma maneira de agir.
Embora, agora que toda a paixão se relevara intensa como um furacão, perguntava-se se os dois iriam sobreviver.
Ferran se afastou, erguendo os pulsos de Samarah encostados na parede. Seus olhos escuros brilhavam.
— Por que não foge de mim?
— Porque tenho uma dívida a cobrar — respondeu ela respirando com dificuldade. — Você roubou minha vida, e depois me deu isso — murmurou se referindo ao desejo que sentia agora. — Nunca havia beijado um homem porque só sentia desconfiança e receio deles. Precisava me resguardar porque não tinha ninguém que me protegesse. Não podia pensar nem desejar nada além de comer e beber. Então me deve isso, sheik. E vou ter você porque quero. Você me deve isso, e pagará com seu corpo.
— Então deseja minha paixão, Samarah? Depois de tudo que lhe revelei?
— E não tenho direito? Você despertou meus instintos e agora exijo a satisfação.
Raiva, desejo, angústia se misturavam no coração dela como tentáculos, formando um nó que tudo consumia exceto o desejo cego e sombrio.
— Quer se satisfazer? — Perguntou ele com a voz rouca e baixa, encostando os quadris aos dela, a ereção enorme ao encontro do ventre de Samarah.
— Exijo isso — replicou ela.
Ele se inclinou para frente, o hálito quente ao encontro do pescoço de Samarah, os lábios roçando sua orelha.
— Sabe o que está pedindo, pequena víbora?
— Você — respondeu ela. — Dentro do meu corpo. Está se fazendo de desentendido, mas não desrespeite minha vontade.
— Não, Samarah, você sempre parece saber o que quer quando quer. — Isso não era inteiramente verdade, porque ela demorara a perceber que o queria. — Porém, às vezes não quer o que é bom para você.
— E quem sabe o que é bom ou mau para si? — revidou ela.
— Creio que ninguém.
— Sempre estamos atrás de coisas que vão nos prejudicar. Doces demais, por exemplo. Vingança.
— Sexo — acrescentou Ferran.
— Sim, sexo — concordou Samarah.
— É isso que quer? O fim dos dezesseis anos de meu celibato libertados dentro de você?
— É o que exijo — confirmou-a.
Ele a afastou da parede e a tomou nos braços com um movimento rápido, carregando-a pelo quarto. Samarah apoiou a mão em seu peito e sentiu o coração que pulsava depressa.
— Então terá o que deseja — disse ele, colocando-a sobre o colchão e retirando a camisa pela cabeça. Seu físico era perfeito. Lindo. Não era uma beleza refinada, refletiu Samarah. Ferran era másculo, um tanto bruto e amedrontador, tão maravilhoso que a fazia sentir um aperto no coração.
— Mas saiba de uma coisa, minha querida, aqui suas ordens acabam. Daqui em diante você é minha. — Passou um dedo por sua face, os olhos negros dentro dos dela. — Se assim quer, assim será. Mas sob as minhas condições.
— Trata-se do pagamento que me é devido — insistiu ela. — É só isso que quero.
— E é aí que se engana pequena guerreira, porque serei eu o conquistador.
— E eu uma guerreira.
— Não mais me surpreende, porém no fim, é o homem quem possui. Fuja de mim agora, se não quer ser dominada.
Samarah mal conseguia respirar ou raciocinar. Mas não queria pensar nesse momento, e sim se focalizar no que Ferran despertava em seu corpo. Porque a satisfação dos sentidos que desejava obter superava qualquer raciocínio.
O desejo estava acima de tudo, e ela não iria fugir.
Ele colocou as mãos no cós da calça e a puxou para baixo. Samarah prendeu a respiração, a virgem hipnotizada ante a visão do órgão sexual ereto.
Samarah podia não saber o que desejava, mas seu corpo sim. Sentia a umidade entre as coxas.
— Deixe-me vê-la — pediu ele. — Estou em desvantagem, pois já me viu sem roupa duas vezes, e eu só tenho vislumbres de seu corpo.
Mas ela permaneceu sentada na cama, fitando-o, se sentindo muito tonta para obedecer.
Ele se aproximou da cama estendendo as mãos para frente do vestido com fechos e laços.
— Considere isso meu prêmio e pagamento — disse Ferran. — Por tudo que me foi roubado. Pois não tornei a tocar em uma mulher desde aquele dia fatídico, e o destino quis com justiça que você fosse aquela que fizesse o desejo retornar em minha vida.
— Como disse, foi uma troca justa — replicou ela. — E quem sabe no fim nenhum dos dois deva mais nada ao outro.
— Talvez — disse ele com voz rouca.
Abriu os fechos de metal na frente do vestido e começou a afastar a seda com gestos lentos e deliberados. Os seios dela estavam descobertos sob o tecido pesado. Samarah tinha seios pequenos e isso os deixava eretos mesmo sem suporte.
Mas no momento ela desejava ter colocado um sutiã diante do olhar quente de Ferran e do frio no quarto.
Ele afastou o vestido de seus ombros, deixando-a apenas com a pantalona oriental e nada mais. Fitou seus seios com admiração.
— É mesmo linda. Solte o cabelo para mim.
Ela segurou a trança pela ponta e retirou a presilha, passando os dedos pelos fios negros e deixando que caíssem sobre os ombros até a cintura, enquanto algumas mechas cobriam seus seios.
— Está me provocando — murmurou ele, absorvendo aos poucos a visão de seu corpo. — Quero ver tudo. Esperei demais. Fique de pé.
Ela obedeceu porque agora estava louca para receber instruções. Ali não era a especialista.
Apenas o instinto a guiava, e o raciocínio não tinha vez nesse instante.
Ele se sentou na cama enquanto ela se erguia, e puxou a pantalona para baixo junto com a calcinha, deixando-a completamente nua. Ficou de joelhos no nível de suas coxas.
— Ferran...
Ele beijou uma das coxas, deslizou os lábios para o quadril e depois para o centro de suas pernas, explorando lugares que Samarah não supusera que os homens desejassem beijar.
— Quer que minha paixão lhe dê prazer, Samarah? Então se submeta.
— Eu... Sim — murmurou ela.
— Não lute contra.
— Não lutarei.
— Não brigue contra o que nós dois queremos. Sinto que quer escapar.
— Não — respondeu ela quase sem voz.
— Mentirosa — murmurou Ferran explorando com a boca o interior de suas coxas. — Abra-se para mim.
Ela obedeceu, pois Ferran saberia como agir. Era experiente e tinha razão ao dizer que se ela queria sua paixão precisava aceitar tudo sem tentar controlar.
Ele se inclinou para frente, a língua acariciando suas partes mais íntimas e mergulhando nas profundezas de seu corpo.
— Ferran. — Ela o segurou pelos ombros para manter o equilíbrio, as pernas bambas e o colchão oscilando sob seus pés. Ele a firmou com as mãos, segurando seus quadris com força enquanto acelerava as carícias cada vez mais profundas, aumentando a pressão e a rapidez sobre a carne úmida.
O estômago de Samarah se contraiu, o prazer aumentou e um desejo incessante a fazia prender a respiração. Cada músculo em seu corpo retesava, e ela sentia que iria explodir a qualquer momento.
Ferran continuou enfiando um dedo dentro de seu corpo, uma sensação totalmente nova para Samarah.
Ele estabeleceu um ritmo constante, para dentro e para fora. Samarah mordeu a língua para não gritar ou se desintegrar.
Tinha medo de se entregar completamente. Pavor do que a satisfação do desejo traria a seguir.
— Se entregue, Samarah — murmurou ele. — Sinta prazer.
— Não... Posso.
— Pode. — Ele acrescentou outro dedo no interior de seu corpo sem parar de acariciá-la com os lábios. Seus dedos há penetraram um pouco mais, causando uma ligeira dor.
— Tenho medo — confessou ela.
— Não precisa ter.
Sua língua e seus dedos continuavam a trabalhar no ritmo contínuo até que Samarah não conseguiu mais resistir; o clímax a envolveu como um maremoto, apenas Ferran a mantinha de pé segurando seus quadris, e ela confiou que não a deixaria cair.
Depois ele a fez deitar na cama, beijando-a na boca de modo profundo e longo. Seu órgão rijo pressionava seu quadril, evidenciando que ele lhe dera prazer, mas que ainda nada recebera em troca.
Evidência também de que gostara de satisfazê-la. Um calor de puro orgulho feminino a possuiu. Ferran sentira prazer ao lhe dar prazer. E a desejava apesar de ter aconselhado que fugisse.
Samarah não sabia por que isso a fazia se sentir tão poderosa. Não queria escapar depois do clímax, queria ficar. Desejava mais, pois não tinha vergonha do que Ferran a fizera sentir.
Porque ele sentira também.
Ela entreabriu as pernas sentindo a ponta da ereção junto à entrada de seu corpo.
— Tentei prepará-la — sussurrou ele —, mas mesmo assim, vai doer.
— Não tenho medo da dor, Ferran — respondeu ela deslizando as mãos pelas suas costas e sentindo os músculos rijos. — Não tenho medo de você.
— Não quero machucá-la.
— Mas será preciso, por isso não se preocupe. Por favor, Ferran, eu quero você.
Então ele começou a penetrá-la devagar e com cuidado, até preenchê-la. Foi dolorido, porém não tanto quanto Samarah esperara. Era apenas uma dor misturada à excitação da novidade maravilhosa. Uma dor que fazia bem.
Ele começou a se afastar, e Samarah fechou os joelhos em seu torso, impedindo-o e encontrando seus olhos.
— Não pare Ferran.
— Não vou parar — prometeu ele, arremessando-se de novo dentro dela com força e determinação.
Ela se ajustou à pressão, e o viu de olhos fechados, as veias no pescoço salientes, o queixo cerrado.
Ferran parecia estar sofrendo. Ela o beijou na face e um som cavernoso saiu de seus pulmões.
— Não dê para trás agora — pediu Samara.
— Não quero machucá-la — disse ele beijando-a com violência e deixando-a sem ar.
— Não está me machucando.
Ferran pareceu considerar essas palavras como uma permissão. Começou a se mover dento dela de início devagar para depois acelerar.
O ritmo foi aumentando, enquanto ele respirava cada vez com maior dificuldade. Ela ergueu as pernas e circundou a cintura dele, seguindo o ritmo. Ferran apoiou uma mão sobre o colchão e a outra na cabeça de Samarah, puxando-a para si, os movimentos cada vez mais frenéticos.
Seus olhos se encontraram e ela viu que Ferran perdia o controle, o suor banhava sua fronte e seus dentes estavam cerrados.
Vendo-o naquele estado, tão belo e másculo, também se deixou levar. Com uma última estocada ele a conduziu ao auge da paixão, fazendo-a gritar de prazer e delírio.

Um som baixo e rouco escapou dos lábios dele, e Ferran se imobilizou sobre Samarah, alcançando o clímax também.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Trecho do livro "Um homem honrado" by Ivonne Lindsay - Série homem do mês/ Harlequim desejo



Loren acariciou gentilmente a barba por fazer de Alex. Ela lentamente ficou na ponta dos pés e pressionou seus lábios nos dele. Suavemente, timidamente, beijou-o. Para seu desgosto, Alex ficou passivo. Na incerteza, ela começou a afastar a mão, mas a mão de Alex disparou, a fim de mantê-la em seu rosto.
— Não brinque comigo, Loren. Até eu tenho limites.
— Eu... eu não estou brincando, Alex.
Ela se esticou para beijá-lo novamente, desta vez sentindo a força dos lábios sob os dela. Loren tracejou a boca do marido com a ponta da.língua, sentindo-se subitamente mais ousada do que nunca. Ele era um homem que tinha tudo e a queria de graça. Isto era tudo que podia dar a ele: seu amor.
Alex a envolveu com os braços, puxando-a contra sua forma masculina, mostrando-lhe em termos inequívocos que estava mais do que preparado para aceitar o que Loren tivesse a oferecer. Ela passou as mãos ao longo dos ombros dele, adorando sentir seus músculos por baixo do toque de seus dedos. O corpo dele queimou junto ao dela, fazendo com que a regata leve de verão e o short de algodão que usava para dormir ficassem grudados em sua pele.
Loren se agarrou a ele, querendo mais, ainda sem entender do que precisava. As
mãos fortes deslizavam por suas costas e alisavam seus quadris, segurando-os e a pu-xando contra ele. Loren inclinou uma parte de seu corpo, que doía de tanta excitação. Um fluxo de prazer irradiou dentro dela quando Alex pressionou sua excitação no corpo de Loren. Ela sentia crescer o calor e a umidade.
Ele a puxou novamente e flexionou os quadris contra o corpo feminino, começando em um ritmo que fez com que o corpo inteiro de Loren pulsasse de desejo. Ela deslizou as mãos pelo pescoço de Alex e agarrou-lhe os cabelos pretos, puxando o rosto dele em direção ao seu, querendo absorver cada parte dele da melhor forma que pudesse.
— Levante suas pernas e coloque em volta da minha cintura — Alex falou com a voz vibrando de desejo.
Através da névoa de paixão que se concentrava em seus sentidos, apenas ao sentir o toque e o gosto dele em seus braços, ela conseguiu cumprir a ordem de Alex. Ele andou até a cama e a deitou nos lençóis, ainda amarrotados da noite anterior. Sem perder o contato físico, ele se deitou com ela; seus corpos estavam alinhados perfeitamente, as pernas dele enrascadas nas dela.
Os seios de Loren doíam, estavam inchados dentro da camiseta de algodão, os bicos endurecidos pressionando o peito de Alex. Nesse instante, ela começou a odiar a barreira entre eles. Como se pudesse ler a mente dela, Alex colocou as mãos na borda da camiseta de Loren, tirando-a pela cabeça e expondo-lhe os pequenos seios, o que a fez corar.
— Tão perfeitos... — ele murmurou, quando traçou o esboço do primeiro mamilo rosado; então fez o mesmo com o outro, usando os dedos.
Ela observava sem conseguir falar ou se mexer, enquanto ele umedecia os dedos com a língua e refazia os movimentos. Um arrepio percorreu-lhe o corpo, levando um pequeno sorriso ao rosto de Alex. Então ele trouxe seus lábios para o broto endurecido e imitou com a língua o movimento de seus dedos.
Outro arrepio dominou-lhe o corpo, desta vez intensificando o prazer, uma reação que fez com que os lábios de Alex inchassem e sugassem os mamilos de Loren vigoro-samente. Ela quase pulou da cama, com o corpo arqueado para ele querendo tudo que Alex podia lhe dar. Ele a pressionou contra o colchão com os quadris, e ela enroscou as pernas ao redor dele, esfregando as solas dos pés no tecido escorregadio do pijama macio e sensual.
Alex sentia seu corpo mais forte, mais firme e com uma energia vibrando do lado de dentro, que a excitava tanto mental quanto fisicamente. Loren sabia o que ainda esta-va para vir, sabia que haveria desconforto e possivelmente até dor, mas também sabia no fundo de sua alma que isso era totalmente certo. De todos os outros, Alex era o único homem com quem poderia ter essa intimidade.
Ela ofegou em voz alta quando ele passou os dentes sobre seu mamilo, concedendo a mesma atenção para o outro do par. Achou que fosse enlouquecer com as sensações que Alex conseguia obter de seu corpo, ao deslizar a língua pela curva de seus seios, enviando ondas de arrepios a sua pele.
Apesar do ar quente, ela sentia calafrios. Depois de as mãos de Alex travarem um embate com o cordão do short de Loren, ela sentiu o arco afrouxar e o tecido começar a ceder. Alex ficou de joelhos e jogou o short dela longe, expondo a mais profunda intimidade de seu corpo a seu olhar ardente.
Loren se sentiu uma devassa sob o poder do olhar de Alex e se contorceu sobre os lençóis, saboreando a sensação da maciez do algodão sob a pele nua de suas nádegas. Os movimentos dela causaram um rubor no alto das maçãs do rosto de Alex, fazendo com que os olhos dele escurecessem ainda mais. Ele a segurou, pressionando seus quadris firmemente com suas grandes mãos; seus dedos estavam espalmados totalmente sobre a pele de Loren, então ele baixou o rosto para o V no ápice de suas coxas.
Ela ficou tensa, sem saber o que esperar. Toda a tensão fluiu de dentro dela, quando ele apertou os lábios com uma precisão infalível no ponto central. Ela sentiu a língua dele deslizar suavemente sobre seus nervos sensíveis, o que fez com que perdesse o senso de realidade. Várias vezes, a língua tomou posse dela, devagar no início, em seguida mais firme, até que achou que não conseguiria mais agüentar. Ele fechou a boca sobre esse ponto e sugou, assim como tinha feito com seus mamilos, instantes atrás. A sensação se estilhaçava pelo corpo de Loren, num primeiro momento afiada e, em seguida, em ondas crescentes de puro prazer, alcançando um ápice de sentimento que ela nunca sonhou ter. Seu corpo inteiro ficou tenso como um arco, antes de cair de costas contra a cama, fraca, desgastada, saciada.
Loren sentiu os movimentos de Alex, ouviu o deslizar do tecido, quando ele arrancou o pijama. Ela abriu os olhos quando ele se ajoelhou diante de suas pernas aber-tas, e viu como ele acariciou a mão da base até a ponta de sua virilidade. Alex posicionou-se em sua entrada e ela sentiu o calor, bruscamente, explorar a sua pele.
Uma flecha de medo a dominou.
— Eu não... quero dizer, eu nunca...
— Shh — Alex disse suavemente. — Eu sei. Vou tomar cuidado com você, Loren. Confie em mim.
Ela fixou o olhar nele, em busca de qualquer indício de que não estivesse sendo verdadeiro; mesmo agora quando estavam deitados juntos, o passado permanecia entre eles.
— Confio em você, Alex.
— Esta é a minha garota — ele respondeu.
Ele se inclinou e a beijou, fazendo com que sua língua se emaranhasse na dela. Loren recebeu sua invasão, focando seus sentidos na combinação e essência do beijo que pertencia inteiramente a ela.
Loren o sentiu empurrando os quadris lentamente contra os dela. Ela retesou involuntariamente, sem saber como iria acomodá-lo, mas então ele desistiu e fez a mesma coisa de novo, dessa vez, explorando um pouco mais, esperando um pouco mais. Com seu corpo moldado ao redor dele, num primeiro momento ela sentiu um incômodo, mas depois não. Sentia tremores pelo corpo quando ele se mantinha parcialmente dentro dela. O próximo movimento de Alex fez com que entrasse nela um pouco mais.
Uma nova sensação começou a crescer, algo que exigia mais, exigia mais dele, tanto que quando ele se colocou por inteiro, ela teve de ignorar a nítida lágrima de dor e agarrar seus quadris, insistindo para continuar. Com nenhuma barreira a impedi-lo, Alex aprofundou seus movimentos, levando Loren, mais uma vez, em direção ao prazer crescente, cujo epicentro estava escondido dentro dela.
Ele ganhou força, e Loren viu seu corpo se unir ao dele, impulso após impulso, ambos alcançando o auge sombrio de seus desejos. Então ele irrompeu em cima dela, onda após onda, maior e mais profundo que antes. Um grito de puro prazer saiu dos lábios de Loren, à medida que Alex liberava seus fluidos, antes de cair ao lado de seu corpo. Depois de fazer amor, Loren se entregou ao cansaço delicioso que se espalhou por seus músculos e suas terminações nervosas. Ela sabia do prazer físico, mas nunca sonhou que poderia ser assim. Loren arrastou os dedos para cima e para baixo pela coluna suada de Alex e, neste momento, o amou mais do que nunca.